Pular para o conteúdo
Quinta-feira, 8 de outubro de 2026 · Goiânia, GO CotaçõesDólarR$ 5,001EuroR$ 5,608 ÚltimasSeja colunistaAnuncieContato
IMAGINE CompanyIMAGINE APPTem agência de marketing? Organize tudo num lugar sóPropostas, cobranças, social media com IA e portal do cliente para agências.Conhecer →
Agro

SLC Agrícola amplia área em 2,2% e recua milho na safra 2026/27

Companhia projeta mais soja e algodão na safra 2026/27, com avanço puxado pela irrigação e custos em alta.

Publicado em · 6 min de leitura
SLC Agrícola amplia área em 2,2% e recua milho na safra 2026/27
Foto: autor desconhecido / Wikimedia Commons (Public domain)

Resumo da notícia

  • A SLC Agrícola projeta 854,4 mil hectares na safra 2026/27, com aumento de 2,2% sobre o ciclo anterior.
  • A expansão será puxada sobretudo por soja e algodão de segunda safra, favorecidos pela área irrigada.
  • O milho de segunda safra deve encolher no planejamento da companhia, com recuo de 2,3%.
  • O custo médio de produção tende a subir para R$ 7.217 por hectare, em alta de 2,2%.

A SLC Agrícola projeta plantar 854,4 mil hectares na safra 2026/27, alta de 2,2% sobre o ciclo anterior. O avanço será sustentado principalmente por soja e algodão de segunda safra, enquanto o milho de segunda safra perde espaço no planejamento da companhia.

Como fica o desenho da área plantada

A estimativa da empresa separa 442,075 mil hectares para a soja, com crescimento de 2,9% na comparação com 2025/26. O algodão, somando as duas safras, deve chegar a 200,36 mil hectares, elevação de 0,3% em relação à temporada anterior. Já o milho de segunda safra foi projetado em 154,607 mil hectares, com retração de 2,3%.

O restante da área prevista será ocupado por outras culturas e atividades agrícolas, que incluem sorgo, trigo e sementes de plantas de cobertura. Nesse desenho, a empresa reduz a participação do cereal e concentra a expansão em lavouras que conversam melhor com sua estrutura produtiva e com o uso de irrigação.

Por que o algodão ganha espaço

Segundo a companhia, a expansão do algodão de segunda safra é viabilizada principalmente pela ampliação da área irrigada, ligada ao principal projeto de investimento do grupo. Esse movimento permite aproveitar áreas após a colheita de outras culturas e reforça a lógica de rotação, sem abrir mão do uso intensivo da terra.

Na prática, a estratégia combina reorganização do mix de culturas com busca por maior retorno por hectare. A companhia aponta que os números são estimativas iniciais e podem mudar conforme as condições climáticas ao longo do ciclo.

O que muda na produtividade

Além da área, a SLC Agrícola projeta ganhos de produtividade nas principais lavouras. A soja, incluindo produção comercial e sementes, deve alcançar 4.080 quilos por hectare, alta de 1,1% ante 2025/26. No milho de segunda safra, a expectativa é de 7.957 quilos por hectare, avanço de 2,8%.

No algodão, a empresa orçou 2.075 quilos por hectare na primeira safra, com aumento de 0,4%, e 2.000 quilos por hectare na segunda safra, alta de 0,9%. Os indicadores sugerem que a empresa trabalha com melhora operacional, mesmo com uma área menos favorável ao milho no desenho geral da próxima temporada.

Custos seguem pressionados por insumos

O orçamento da SLC Agrícola aponta custo médio de produção de R$ 7.217 por hectare, acima do valor considerado para o ciclo anterior. A principal pressão vem dos fertilizantes cotados em dólar, além da inflação projetada para o período, que continua pesando sobre o planejamento da companhia.

Parte desse impacto tende a ser compensada pela queda dos preços dos defensivos agrícolas no mercado internacional e pela valorização do real considerada no orçamento. A empresa trabalha com câmbio médio de R$ 5,20 por dólar, abaixo da referência usada na safra anterior.

A exposição à moeda americana segue relevante. Segundo a companhia, 57% dos custos de produção estão vinculados ao dólar, o que ajuda a explicar a atenção dada ao câmbio na montagem do plano de custos.

Como ficam os custos por cultura

Entre as lavouras, o milho de segunda safra deve registrar a maior alta proporcional de custo, chegando a R$ 4.510 por hectare. Na soja, a despesa estimada é de R$ 5.292 por hectare, enquanto o algodão de primeira safra foi calculado em R$ 14.102 por hectare e o de segunda em R$ 13.088.

Esses números mostram que a companhia entra na safra 2026/27 com uma estrutura de despesas ainda sensível ao cenário internacional de insumos. O quadro exige gestão mais rígida de compra, comercialização e proteção de preços.

Proteção de preços e câmbio na safra 2026/27

A SLC Agrícola informou que já tem proteção de preço para 52,9% da produção projetada de soja, com referência média de US$ 12,36 por bushel. No algodão, a cobertura de commodities alcança 62,2%, com preço médio de 79,14 centavos de dólar por libra-peso.

No milho, a proteção de preço cobre 6,3% da produção estimada, com valor equivalente a R$ 53,04 por saca. Em câmbio, a companhia informou coberturas de 23,8% para a soja, 23% para o algodão e 6,3% para o milho, em uma tentativa de reduzir a exposição a variações de mercado.

Esse conjunto de operações indica uma postura de travar parte da margem antes da colheita, prática comum em uma empresa de grande escala. A estratégia ajuda a limitar o impacto de oscilações nas commodities e no dólar, sem eliminar totalmente o risco da atividade agrícola.

O que mais está no planejamento da companhia

Além das lavouras, a SLC Agrícola também prevê vender 112,5 mil bovinos em 2027 e produzir 86,280 mil big bags de sementes. O plano de sementes inclui 76 mil unidades de soja, 6,28 mil de algodão e 4 mil de braquiária.

Esses números mostram que a empresa mantém um modelo mais amplo do que a produção de grãos e fibras. A combinação de agricultura, pecuária e sementes reforça a diversificação operacional e ajuda a compor o resultado da companhia ao longo do ciclo.

Ao divulgar as projeções, a SLC Agrícola trouxe ao mercado uma leitura mais clara do seu planejamento para a temporada seguinte. O foco está na expansão com disciplina de custo, no uso mais intenso da irrigação e na reorganização do mix de culturas para buscar eficiência dentro do atual cenário do agro.

Perguntas frequentes

O que a SLC Agrícola divulgou em 8 de outubro de 2026?
A companhia apresentou suas estimativas de área, produtividade e custos para a safra 2026/27. O anúncio veio em fato relevante ao mercado.

Qual será a área total projetada para a próxima safra?
A empresa projeta 854,4 mil hectares. Isso representa alta de 2,2% em relação ao ciclo anterior.

Quais culturas vão crescer mais?
A soja e o algodão de segunda safra aparecem como os principais motores da expansão. O avanço está ligado sobretudo à irrigação.

O milho vai perder espaço?
Sim. A estimativa é de 154,607 mil hectares, com queda de 2,3% ante a temporada anterior.

O custo de produção vai subir?
Vai. O custo médio foi projetado em R$ 7.217 por hectare, pressionado por fertilizantes e inflação.

A empresa já protegeu parte da produção?
Sim. Há cobertura de preço e câmbio em soja, algodão e milho, com percentuais diferentes para cada cultura.

Perguntas frequentes

O que a SLC Agrícola divulgou em 8 de outubro de 2026?

A companhia apresentou suas estimativas de área, produtividade e custos para a safra 2026/27. O anúncio veio em fato relevante ao mercado.

Qual será a área total projetada para a próxima safra?

A empresa projeta 854,4 mil hectares. Isso representa alta de 2,2% em relação ao ciclo anterior.

Quais culturas vão crescer mais?

A soja e o algodão de segunda safra aparecem como os principais motores da expansão. O avanço está ligado sobretudo à irrigação.

O milho vai perder espaço?

Sim. A estimativa é de 154,607 mil hectares, com queda de 2,3% ante a temporada anterior.

O custo de produção vai subir?

Vai. O custo médio foi projetado em R$ 7.217 por hectare, pressionado por fertilizantes e inflação.

A empresa já protegeu parte da produção?

Sim. Há cobertura de preço e câmbio em soja, algodão e milho, com percentuais diferentes para cada cultura.

Mais de Agro

Veja também

Mais notícias

Ver todas →