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Saúde

Niclosamida reduz lesões de endometriose em camundongos

Estudo pré-clínico testou niclosamida adaptada e observou menos lesões e dor em animais com lesões semelhantes às da doença.

Publicado em · 3 min de leitura
Niclosamida reduz lesões de endometriose em camundongos
Foto: tiburi/Pixabay (ilustrativa)

Resumo da notícia

  • Cientistas testaram uma versão adaptada da niclosamida, remédio usado contra tênias.
  • Em camundongos, o tratamento reduziu o tamanho e o número de lesões semelhantes às da endometriose.
  • Os testes também indicaram queda na sensibilidade à dor após a aplicação.
  • Os autores dizem que os resultados ainda são pré-clínicos e não permitem prever efeito em humanos.

Um medicamento usado contra parasitas intestinais abriu uma possível linha de pesquisa para a endometriose. Em estudo publicado em 30 de agosto na revista Advanced Healthcare Materials, cientistas testaram uma versão adaptada da niclosamida e observaram menos lesões e menor sensibilidade à dor em camundongos.

O que o estudo encontrou

A equipe avaliou animais com lesões semelhantes às da endometriose. Depois da aplicação, os camundongos tiveram redução no número e no tamanho das lesões em comparação com o grupo que não recebeu o composto.

Em parte dos casos, não foram detectadas lesões duas semanas após a aplicação. Os testes também apontaram queda na sensibilidade à dor.

Como a niclosamida foi adaptada

Pesquisas anteriores já indicavam que a niclosamida poderia ter efeito sobre a doença, mas havia dificuldade para levar o medicamento até as células envolvidas na manutenção das lesões. Para isso, os cientistas desenvolveram uma estrutura molecular chamada dendrímero.

Nessa estrutura, foi acoplado ácido fólico, que se liga a um tipo específico de célula do sistema imune, e a niclosamida foi conectada ao composto. A estratégia busca atingir macrófagos associados às lesões, que podem liberar sinais inflamatórios e favorecer o crescimento do tecido fora do útero.

O que é endometriose

A endometriose ocorre quando um tecido semelhante ao endométrio, que reveste o útero, cresce fora do órgão. A doença pode atingir ovários, intestino e outras áreas, formando lesões.

Segundo o material da fonte, a doença afeta cerca de uma em cada dez mulheres em idade reprodutiva e pode causar dor pélvica, cólicas intensas, infertilidade, queixas intestinais e urinárias com padrão cíclico, além de impactar saúde mental, vida sexual, relações pessoais, trabalho e renda.

O que ainda falta para uso em humanos

Os autores afirmam que os dados ainda não permitem estimar o efeito em pessoas. O estudo envolveu um número pequeno de animais e avaliou apenas um período curto após a aplicação.

Também não há informações sobre segurança a longo prazo, uso repetido ou eficácia em humanos. Segundo a pesquisadora Kanako Hayashi, da Universidade Estadual de Washington, o trabalho ainda está em fase pré-clínica e precisa de novos testes e aprovação para ensaios em humanos antes de qualquer uso clínico.

Perguntas frequentes

O remédio já pode ser usado por pacientes com endometriose?

Não. O estudo foi feito em camundongos e ainda está em fase pré-clínica. Antes de uso em humanos, são necessários novos testes e aprovação para ensaios clínicos.

O que a pesquisa mostrou de novo?

A niclosamida adaptada reduziu lesões e dor em animais com lesões semelhantes às da endometriose. A proposta é levar o medicamento diretamente às células ligadas à manutenção da doença.

O estudo comprova tratamento para endometriose em pessoas?

Não. Os resultados valem para o modelo animal usado na pesquisa e não permitem prever o efeito em humanos.

Quem tiver sintomas compatíveis com endometriose deve procurar avaliação com ginecologista ou serviço de saúde.

Perguntas frequentes

O remédio já pode ser usado por pacientes com endometriose?

Não. O estudo foi feito em camundongos e ainda está em fase pré-clínica. Antes de uso em humanos, são necessários novos testes e aprovação para ensaios clínicos.

O que a pesquisa mostrou de novo?

A niclosamida adaptada reduziu lesões e dor em animais com lesões semelhantes às da endometriose. A proposta é levar o medicamento diretamente às células ligadas à manutenção da doença.

O estudo comprova tratamento para endometriose em pessoas?

Não. Os resultados valem para o modelo animal usado na pesquisa e não permitem prever o efeito em humanos.

Com informações de Metrópoles.

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