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Agro

Etanol de milho pode chegar a 45% da produção em 10 anos

Setor já responde por cerca de 30% do etanol no país e pode avançar com usinas flex e contratos de longo prazo.

Publicado em · 4 min de leitura
Etanol de milho pode chegar a 45% da produção em 10 anos
Foto: Vice-Presidência da República / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Resumo da notícia

  • A Unem projeta que o etanol de milho pode chegar a 40% ou 45% da produção nacional em 10 anos.
  • Hoje o milho responde por cerca de 30% do etanol do país, ante 70% da cana.
  • O setor afirma que contratos de longo prazo e usinas flex ajudam a dar previsibilidade ao produtor.
  • A expansão já está mais concentrada no Centro-Oeste, além de unidades no Maranhão, Bahia e trigo no Sul.

O etanol de milho pode ampliar sua participação na produção brasileira e alcançar 40% ou 45% em dez anos, segundo o presidente-executivo da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), Amaury Pekelman. Hoje, o milho responde por cerca de 30% do etanol do país, enquanto a cana representa 70%.

Quanto o etanol de milho pode crescer no Brasil?

Pekelman afirmou que o setor cresceu, em média, 37% ao ano nos últimos cinco anos. A produção de etanol de milho começou a ganhar espaço no país em 2017 e, segundo ele, hoje soma cerca de 10 bilhões de litros por ano.

A projeção da Unem é adicionar mais 10 bilhões de litros na próxima década. O executivo disse que a expansão acompanha a busca por biocombustíveis e uma matriz energética mais limpa.

O que muda para produtor, cooperativa e indústria?

Segundo Pekelman, o avanço do etanol de milho cria demanda interna para o grão e amplia as opções de venda para o produtor. Ele afirmou que o setor trabalha com contratos de fornecimento de dois, três ou quatro anos, o que ajuda a dar previsibilidade à produção.

Nas usinas flex, a indústria pode optar por milho ou cana conforme as condições de mercado. Para o executivo, essa escolha é relevante porque permite buscar a matéria-prima mais barata em cada momento.

Por que o Centro-Oeste virou a principal região?

O avanço das usinas ocorreu com maior concentração no Centro-Oeste, região que reúne produção de milho e rebanhos. Pekelman disse que a proximidade com a matéria-prima reduz impactos logísticos e favorece a operação das biorrefinarias.

Além do Centro-Oeste, ele citou unidades no Maranhão e na Bahia. No Sul, há produção de etanol a partir do trigo, enquanto a cana segue distribuída por várias regiões do país.

Como ficam preços, custos e investimentos no setor?

Pekelman afirmou que o setor enfrenta um ano difícil por causa da alta de custos e do achatamento de preços. Segundo ele, fertilizantes, mão de obra e outros componentes subiram, enquanto o preço da gasolina não acompanhou a alta do petróleo no mercado internacional.

O executivo também mencionou os juros e o clima como fatores que pesam na decisão de ampliar a produção de milho. Para ele, a falta de segurança sobre o retorno da mistura na gasolina reduz a disposição para novos investimentos.

O presidente da Unem disse ainda que o etanol pode ganhar espaço como matéria-prima para combustível sustentável de aviação, o SAF, e que há estudos para uso no transporte marítimo. No caso da aviação, o etanol não seria usado diretamente, mas transformado em outro combustível.

Como o etanol de milho entra na alimentação animal?

A produção também gera coprodutos, como o DDG, usado na alimentação de gado, aves e peixes. Pekelman afirmou que o produto ganhou espaço em confinamentos e pode reduzir o tempo de desenvolvimento do gado em comparação com dietas baseadas apenas em milho.

Segundo ele, animais que levavam de dois a três anos para crescer podem levar cerca de um ano e meio com o uso do DDG, em comparação com a utilização do milho na dieta.

Goiás e Centro-Oeste: a fonte não traz números específicos para Goiás, mas indica que a região segue como polo das usinas e da produção de milho que abastece o setor.

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Perguntas frequentes

Quanto o etanol de milho pode representar da produção nacional?
Segundo a Unem, pode chegar a 40% ou 45% em dez anos. Hoje, a participação está em cerca de 30%.

O etanol de milho e o de cana têm usos diferentes?
Não. Segundo Pekelman, o produto final é o mesmo e pode ir para a mistura com gasolina ou para uso direto nos veículos.

Por que o setor fala em contratos de longo prazo?
Porque eles ajudam a dar previsibilidade ao produtor e à indústria. Pekelman disse que isso é importante para sustentar novos investimentos.

Perguntas frequentes

Quanto o etanol de milho pode representar da produção nacional?

Segundo a Unem, pode chegar a 40% ou 45% em dez anos. Hoje, a participação está em cerca de 30%.

O etanol de milho e o de cana têm usos diferentes?

Não. Segundo Pekelman, o produto final é o mesmo e pode ir para a mistura com gasolina ou para uso direto nos veículos.

Por que o setor fala em contratos de longo prazo?

Porque eles ajudam a dar previsibilidade ao produtor e à indústria. Pekelman disse que isso é importante para sustentar novos investimentos.

Com informações de Canal Rural.

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