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Agro

Exportações e oferta menor sustentam alta da pecuária em setembro

Cepea aponta menor oferta de animais e melhora nas exportações como fatores para as altas sequenciais na cadeia pecuária em setembro.

Publicado em · 3 min de leitura
Exportações e oferta menor sustentam alta da pecuária em setembro
Foto: ericojuniormorais0/Pixabay (ilustrativa)

Resumo da notícia

  • Cepea atribui as altas de setembro à menor oferta de animais prontos para abate na entressafra, vindos do confinamento.
  • O volume das exportações melhorou em relação ao mês anterior, e a expectativa de retomada das compras chinesas também influenciou o mercado.
  • Apesar da valorização, as margens seguem pressionadas em vários elos da cadeia, principalmente para recriadores e terminadores.
  • Na indústria, a carcaça subiu menos que o boi gordo, o que limita a absorção dos custos e a formação das margens.

Setembro terminou com altas sequenciais em diferentes segmentos da cadeia pecuária, segundo pesquisadores do Cepea. O movimento foi puxado pela menor oferta de animais prontos para abate na entressafra e pela melhora das exportações em relação a agosto.

O que puxou a alta da pecuária em setembro?

De acordo com o Cepea, a oferta menor de animais para abate veio do confinamento e reduziu a disponibilidade no mercado. Além disso, o centro de pesquisas cita a expectativa de retomada das compras chinesas como um fator que ajudou a sustentar os preços.

O comportamento das exportações também contribuiu para o avanço observado no mês. A leitura do Cepea é de que o mercado encontrou suporte fora do país em meio à volatilidade registrada em agosto.

Como fica a margem de recriadores, terminadores e indústria?

Mesmo com a valorização, as margens seguem pressionadas em diferentes elos da cadeia. A reposição continua cara, o que aumenta os custos para recriadores e terminadores e reduz o espaço para repassar esses gastos.

Na indústria, a valorização da carcaça ficou abaixo da alta do boi gordo. Na prática, isso limita a absorção dos custos e dificulta a formação de margem, segundo o Cepea.

Impacto para produtores e empresas do agro

O cenário reforça a importância da eficiência produtiva, da relação de troca e da capacidade de repasse dos preços da carne para a rentabilidade dos agentes do mercado. Para produtores, cooperativas e empresas do agro, o ponto central passa a ser controlar custo e preservar margem em um ambiente de reposição mais cara.

No caso das indústrias, o descompasso entre carcaça e boi gordo aperta o resultado e pode limitar compras com fôlego maior. Para recriadores e terminadores, o custo de entrada segue como principal pressão sobre a operação.

Há efeito para Goiás?

A fonte não traz dados específicos sobre Goiás. Ainda assim, o movimento descrito pelo Cepea é relevante para o Estado por envolver a cadeia pecuária e o mercado nacional de boi gordo, reposição e exportações.

Perguntas frequentes

O que explica a alta da pecuária em setembro?
Segundo o Cepea, a menor oferta de animais para abate e a melhora das exportações sustentaram as altas.

A reposição ficou mais barata?
Não. A fonte informa que a reposição permanece cara, o que aumenta os custos para recriadores e terminadores.

Isso melhorou a margem da indústria?
Não necessariamente. O Cepea diz que a carcaça valorizou menos que o boi gordo, reduzindo o espaço de margem.

Perguntas frequentes

O que explica a alta da pecuária em setembro?

Segundo o Cepea, a menor oferta de animais para abate e a melhora das exportações sustentaram as altas.

A reposição ficou mais barata?

Não. A fonte informa que a reposição permanece cara, o que aumenta os custos para recriadores e terminadores.

Isso melhorou a margem da indústria?

Não necessariamente. O Cepea diz que a carcaça valorizou menos que o boi gordo, reduzindo o espaço de margem.

Com informações de capitalnews.com.br.

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