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Eleições 2026

Alexandre Lindenmeyer faz 89.434 votos e não se elege no RS

Totalização do TSE no Rio Grande do Sul confirma 31 deputados federais, com PL na maior bancada e diferença entre votação individual e vaga proporcional.

Publicado em · 10 min de leitura
Alexandre Lindenmeyer faz 89.434 votos e não se elege no RS
Foto: Pablo Valadares / Câmara dos Deputados / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

Resumo da notícia

  • O TSE finalizou a totalização no Rio Grande do Sul às 21:11:59 de 04/10/2026.
  • Maurício Marcon foi o mais votado, com 379.834 votos, e Vilmar Zanchin entrou com 40.406.
  • O PL fez a maior bancada, com 8 das 31 vagas, e Alexandre Lindenmeyer ficou entre os mais votados que não se elegeram.
  • A disputa teve 6.108.882 votos válidos, 438.835 brancos e 149.707 nulos.

Maurício Marcon liderou a votação para deputado federal no Rio Grande do Sul com 379.834 votos, segundo a totalização final do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atualizada em 04/10/2026 às 21:11:59. O resultado fechou as 31 vagas do estado na Câmara.

Como terminou a apuração no Rio Grande do Sul

A totalização foi finalizada com 27.547 seções encerradas e 8.516.465 eleitores aptos nas seções computadas. O comparecimento chegou a 6.697.424 votos, enquanto 1.819.041 eleitores não compareceram.

Entre os votos depositados, 6.108.882 foram válidos. Desse total, 5.905.067 foram votos nominais e 176.204 foram de legenda. Os votos em branco somaram 438.835, e os nulos, 149.707.

O que o quociente eleitoral definiu

Na disputa proporcional, a distribuição das vagas começa pelos partidos e federações que alcançam o quociente eleitoral. No Rio Grande do Sul, esse número foi de 196.170 votos válidos.

Depois dessa etapa, as cadeiras são preenchidas pelos candidatos mais votados dentro de cada legenda que teve direito a vaga. Por isso, a votação individual não é o único fator que define a eleição.

Esse desenho explica por que um candidato com mais votos pode ficar fora e outro, com menos votos, pode entrar. A vaga depende do total da legenda e da posição do nome dentro do partido ou da federação.

Quem levou as 31 vagas

Dos 31 eleitos, o PL ficou com 8 cadeiras, o maior total entre as siglas. O PT levou 5, o PP 4, o MDB 3, o PODE 2, o PSD 2 e o REPUBLICANOS 2.

PSOL, NOVO, PDT, PCDOB e UNIÃO completaram o quadro com 1 vaga cada. Esses resultados formaram a bancada gaúcha na Câmara dos Deputados.

O conjunto de eleitos reúne candidaturas de diferentes partidos e também de federações. No caso da federação PT/PC do B/PV, os votos somados aparecem na conta do partido principal informada pelo TSE para a totalização.

Os nomes eleitos e a ordem da votação

Entre os eleitos, Maurício Marcon ficou na frente com 379.834 votos. Em seguida vieram Fernanda Melchionna, com 280.262, Giovani Cherini, com 234.171, e Rony Gabriel, com 223.643.

Na sequência aparecem Alceu Moreira, Maria do Rosario, Afonso Hamm, Any Ortiz e Pedro Westphalen. O grupo seguinte foi formado por Covatti Filho, Osmar Terra, Daiana Santos, Bohn Gass, Danrlei e Marcelo Moraes.

Também foram eleitos Denise Pessôa, Lucas Redecker, Marcon, Jessé Sangalli, Gustavo Victorino, Valdeci Oliveira, Diogo Siqueira, Felipe Camozzato, Pompeo de Mattos, Carlos Gomes, Juvir Costella, Bibo Nunes, Perondi, Busato, Sergio Zambiasi e Vilmar Zanchin. A lista completa encerra a ocupação das cadeiras gaúchas.

Alexandre Lindenmeyer ficou fora apesar de 89.434 votos

O caso mais forte da apuração no estado foi Alexandre Lindenmeyer, do PT. Ele somou 89.434 votos e não se elegeu, embora tenha superado a votação de alguns nomes que conseguiram cadeira.

Isso acontece porque a eleição para deputado federal é proporcional. A legenda precisa alcançar as condições para obter vagas, e a distribuição interna considera os mais votados dentro do grupo que entrou na conta final.

Na outra ponta desse contraste, Vilmar Zanchin ficou com 40.406 votos e entrou entre os eleitos. A diferença entre esses dois números mostra como a votação individual, sozinha, não decide a vaga.

Entre os primeiros suplentes da legenda, depois de Alexandre Lindenmeyer, aparecem Afonso Motta, Laura Sito, Daniel Trzeciak "daniel da Tv", Luciano Azevedo, Heitor Schuch, Hiago Morandi, Ronaldo Nogueira, Matteus Amaral e Fran Bayer.

Como ficou a votação por partido

Na soma dos votos nominais, o PL terminou com 1.273.934 votos e 32 candidatos. Em seguida vieram PT com 877.927, PP com 696.588, MDB com 461.814, PODE com 425.114, PSD com 418.863 e REPUBLICANOS com 403.256.

PSOL somou 355.911 votos, NOVO teve 263.259 e PDT fechou com 260.314. Depois aparecem PCDOB com 114.660, UNIÃO com 61.145, PSDB com 134.263, MISSÃO com 71.454 e PSB com 51.642.

AVANTE registrou 24.483 votos, PV teve 15.877, REDE marcou 4.325, DC somou 4.124 e DEMOCRATA fechou com 3.996. Essas siglas não elegeram representantes no estado.

O volume de votos por partido ajuda a entender a relação entre desempenho coletivo e ocupação das cadeiras. Nem toda legenda com votação alta transforma esse total em vaga, e nem toda vaga depende do maior número individual do ranking geral.

Eleitos por quociente partidário e por média

A maior parte das vagas saiu por quociente partidário, abreviado como QP. Em várias legendas, esse mecanismo foi suficiente para garantir a eleição dos nomes mais votados dentro da mesma lista.

Em outros casos, a cadeira veio por média. Foi assim com Covatti Filho, Valdeci Oliveira, Carlos Gomes, Bibo Nunes, Perondi, Busato e Vilmar Zanchin, que aparecem na apuração com essa classificação.

O uso da média completa as vagas que restam depois da aplicação do quociente. O resultado final combina essas duas etapas e fecha a distribuição das cadeiras disponíveis no estado.

Quem liderou a lista de suplentes

Depois de Alexandre Lindenmeyer, os primeiros suplentes mais votados foram Afonso Motta, Laura Sito e Daniel Trzeciak "daniel da Tv". O grupo segue com Luciano Azevedo, Heitor Schuch e Hiago Morandi.

Na sequência aparecem Ronaldo Nogueira, Matteus Amaral e Fran Bayer. Todos ficaram fora da bancada inicial, embora tenham terminado entre os nomes mais votados que não alcançaram uma cadeira.

Essa parte da apuração é relevante porque mostra a ordem dos nomes logo abaixo da linha de corte. O TSE registra esses candidatos como primeiros suplentes da legenda na totalização final.

Idade dos eleitos e fechamento do resultado

Entre os eleitos no Rio Grande do Sul, o mais novo tem 32 anos e o mais velho 77. A média de idade do grupo ficou em 56 anos.

A totalização foi encerrada sem pendências e com todas as vagas preenchidas. O quadro divulgado pelo TSE passou a ser o resultado oficial da eleição proporcional no estado.

Como a apuração já está finalizada, não há mudança posterior na ordem dos nomes incluídos na lista oficial. O que a Justiça Eleitoral registra nesta etapa é a composição definitiva da bancada gaúcha na Câmara.

O que acontece depois da totalização

A diplomação dos eleitos será feita pela Justiça Eleitoral em dezembro de 2026. Depois disso, a posse dos deputados federais está prevista para 1º de fevereiro de 2027.

O mandato terá quatro anos. Até lá, a composição informada pelo TSE é a referência oficial para a representação do Rio Grande do Sul na Câmara dos Deputados.

Seções totalizadas27.547 de 27.547 (100,00%)
Eleitorado apto8.516.465
Compareceram6.697.424 (78,64%)
Abstenção1.819.041 (21,36%)
Votos válidos6.108.882 (91,21%)
Votos em branco438.835 (6,55%)
Votos nulos149.707 (2,24%)
Votos de legenda176.204

  1. Maurício Marcon (PL, nº 2277): 379.834 votos (6,22% dos válidos), Eleito por QP
  2. Fernanda Melchionna (PSOL, nº 5050): 280.262 votos (4,59% dos válidos), Eleito por QP
  3. Giovani Cherini (PL, nº 2222): 234.171 votos (3,83% dos válidos), Eleito por QP
  4. Rony Gabriel (PODE, nº 2022): 223.643 votos (3,66% dos válidos), Eleito por QP
  5. Alceu Moreira (MDB, nº 1500): 217.208 votos (3,56% dos válidos), Eleito por QP
  6. Maria do Rosario (PT, nº 1370): 173.788 votos (2,84% dos válidos), Eleito por QP
  7. Afonso Hamm (PP, nº 1166): 152.762 votos (2,50% dos válidos), Eleito por QP
  8. Any Ortiz (PP, nº 1123): 151.433 votos (2,48% dos válidos), Eleito por QP
  9. Pedro Westphalen (PP, nº 1144): 128.095 votos (2,10% dos válidos), Eleito por QP
  10. Covatti Filho (PP, nº 1111): 123.360 votos (2,02% dos válidos), Eleito por média
  11. Osmar Terra (PL, nº 2215): 116.647 votos (1,91% dos válidos), Eleito por QP
  12. Daiana Santos (PCDOB, nº 6565): 114.315 votos (1,87% dos válidos), Eleito por QP
  13. Bohn Gass (PT, nº 1320): 111.196 votos (1,82% dos válidos), Eleito por QP
  14. Danrlei (PSD, nº 5501): 105.079 votos (1,72% dos válidos), Eleito por QP
  15. Marcelo Moraes (PL, nº 2214): 103.292 votos (1,69% dos válidos), Eleito por QP
  16. Denise Pessôa (PT, nº 1333): 100.893 votos (1,65% dos válidos), Eleito por QP
  17. Lucas Redecker (PSD, nº 5511): 99.817 votos (1,63% dos válidos), Eleito por QP
  18. Marcon (PT, nº 1355): 99.566 votos (1,63% dos válidos), Eleito por QP
  19. Jessé Sangalli (PL, nº 2230): 94.625 votos (1,55% dos válidos), Eleito por QP
  20. Gustavo Victorino (REPUBLICANOS, nº 1022): 94.428 votos (1,55% dos válidos), Eleito por QP
  21. Valdeci Oliveira (PT, nº 1307): 93.419 votos (1,53% dos válidos), Eleito por média
  22. Diogo Siqueira (PL, nº 2244): 93.067 votos (1,52% dos válidos), Eleito por QP
  23. Felipe Camozzato (NOVO, nº 3030): 85.167 votos (1,39% dos válidos), Eleito por QP
  24. Pompeo de Mattos (PDT, nº 1212): 83.934 votos (1,37% dos válidos), Eleito por QP
  25. Carlos Gomes (REPUBLICANOS, nº 1010): 82.245 votos (1,35% dos válidos), Eleito por média
  26. Juvir Costella (MDB, nº 1520): 77.933 votos (1,28% dos válidos), Eleito por QP
  27. Bibo Nunes (PL, nº 2200): 74.207 votos (1,21% dos válidos), Eleito por média
  28. Perondi (PL, nº 2201): 73.974 votos (1,21% dos válidos), Eleito por média
  29. Busato (UNIÃO, nº 4444): 60.127 votos (0,98% dos válidos), Eleito por média
  30. Sergio Zambiasi (PODE, nº 2007): 44.929 votos (0,74% dos válidos), Eleito por QP
  31. Vilmar Zanchin (MDB, nº 1515): 40.406 votos (0,66% dos válidos), Eleito por média

  • PL: 1.273.934 votos nominais, 8 eleitos
  • PT (federação PT/PC do B/PV): 877.927 votos nominais, 5 eleitos
  • PP (federação UNIÃO/PP): 696.588 votos nominais, 4 eleitos
  • MDB: 461.814 votos nominais, 3 eleitos
  • PODE: 425.114 votos nominais, 2 eleitos
  • PSD: 418.863 votos nominais, 2 eleitos
  • REPUBLICANOS: 403.256 votos nominais, 2 eleitos
  • PSOL (federação PSOL/REDE): 355.911 votos nominais, 1 eleito
  • NOVO: 263.259 votos nominais, 1 eleito
  • PDT: 260.314 votos nominais, 1 eleito
  • PCDOB (federação PT/PC do B/PV): 114.660 votos nominais, 1 eleito
  • UNIÃO (federação UNIÃO/PP): 61.145 votos nominais, 1 eleito
  • PSDB (federação PSDB/CIDADANIA): 134.263 votos nominais, 0 eleitos
  • MISSÃO: 71.454 votos nominais, 0 eleitos
  • PSB: 51.642 votos nominais, 0 eleitos
  • AVANTE: 24.483 votos nominais, 0 eleitos
  • PV (federação PT/PC do B/PV): 15.877 votos nominais, 0 eleitos
  • REDE (federação PSOL/REDE): 4.325 votos nominais, 0 eleitos
  • DC: 4.124 votos nominais, 0 eleitos
  • DEMOCRATA: 3.996 votos nominais, 0 eleitos

  1. Alexandre Lindenmeyer (PT): 89.434 votos (1,46%)
  2. Afonso Motta (PDT): 81.960 votos (1,34%)
  3. Laura Sito (PT): 79.335 votos (1,30%)
  4. Daniel Trzeciak "daniel da Tv" (PSDB): 71.541 votos (1,17%)
  5. Luciano Azevedo (PSD): 69.046 votos (1,13%)
  6. Heitor Schuch (PSD): 68.832 votos (1,13%)
  7. Hiago Morandi (NOVO): 68.542 votos (1,12%)
  8. Ronaldo Nogueira (REPUBLICANOS): 52.034 votos (0,85%)
  9. Matteus Amaral (PP): 51.437 votos (0,84%)
  10. Fran Bayer (REPUBLICANOS): 49.845 votos (0,82%)

Perguntas frequentes

Quantas seções foram totalizadas no Rio Grande do Sul?

Foram 27.547 seções totalizadas.

Quantos eleitores aptos havia nas seções computadas?

O TSE registrou 8.516.465 eleitores aptos.

Quantos votos nominais e de legenda foram computados?

A apuração somou 5.905.067 votos nominais e 176.204 votos de legenda.

Qual partido fez a maior bancada gaúcha?

O PL ficou com 8 cadeiras.

Quem foi eleito com menos votos?

Vilmar Zanchin entrou com 40.406 votos.

Quando sai a diplomação dos eleitos?

A diplomação será em dezembro de 2026.

Quando os deputados federais tomam posse?

A posse está marcada para 1º de fevereiro de 2027.

Perguntas frequentes

Quantas seções foram totalizadas no Rio Grande do Sul?

Foram 27.547 seções totalizadas.

Quantos eleitores aptos havia nas seções computadas?

O TSE registrou 8.516.465 eleitores aptos.

Quantos votos nominais e de legenda foram computados?

A apuração somou 5.905.067 votos nominais e 176.204 votos de legenda.

Qual partido fez a maior bancada gaúcha?

O PL ficou com 8 cadeiras.

Quem foi eleito com menos votos?

Vilmar Zanchin entrou com 40.406 votos.

Quando sai a diplomação dos eleitos?

A diplomação será em dezembro de 2026.

Quando os deputados federais tomam posse?

A posse está marcada para 1º de fevereiro de 2027.

Com informações de Tribunal Superior Eleitoral.

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