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Eleições 2026

Republicanos deixa Delegado Fernando Fernandes fora com 20.560 votos

TSE finaliza totalização no DF: 24 eleitos, PL forma a maior bancada e votos de legenda e quociente decidiram vagas.

Publicado em · 10 min de leitura
Republicanos deixa Delegado Fernando Fernandes fora com 20.560 votos
Foto: Câmara Legislativa do Distrito Federal / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Resumo da notícia

  • Max Maciel foi o mais votado da disputa, com 92.234 votos, segundo o TSE.
  • Delegado Fernando Fernandes somou 20.560 votos e não ficou com vaga, enquanto Dayse Amarilio entrou com 15.440.
  • O PL fez a maior bancada, com 5 das 24 cadeiras, na totalização final do Distrito Federal.

O Distrito Federal encerrou a apuração para deputado distrital com 24 nomes eleitos, em totalização finalizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 04/10/2026 às 20:23:08, no primeiro turno das eleições de 2026.

Como o Distrito Federal fechou a apuração

O resultado saiu com todas as seções totalizadas e confirmou a composição da Câmara Legislativa para a disputa proporcional. Foram 6.969 seções contabilizadas, dentro de um eleitorado apto de 2.243.988 pessoas nas seções já totalizadas.

O comparecimento chegou a 1.817.921 eleitores, o que deixou a abstenção em 426.067. Na contagem final, os votos válidos somaram 1.699.544, enquanto os votos em branco ficaram em 77.934 e os nulos em 40.443.

Esses números ajudam a compor o quadro final da eleição, porque a distribuição das cadeiras depende do total de votos válidos e da força de cada legenda na soma geral. No caso distrital, não basta aparecer bem na votação individual, já que a legenda também pesa na definição das vagas.

Qual foi o quociente eleitoral e por que ele importa

O quociente eleitoral foi de 70.775 votos. Ele é obtido pela divisão dos votos válidos pelo número de vagas, e serve como referência para a ocupação das cadeiras em disputa.

Como a eleição é proporcional, as vagas não vão direto para os mais votados em ordem simples. Primeiro, o partido ou a federação precisa alcançar desempenho suficiente para entrar na divisão das cadeiras, e depois a distribuição interna leva em conta a votação de cada candidato e a regra da média quando ela se aplica.

Na prática, isso permite que um nome com votação menor entre no grupo dos eleitos e, ao mesmo tempo, deixa de fora um candidato mais votado se a legenda não alcançar a posição necessária para converter votos em cadeira. O resultado final do DF mostra exatamente essa dinâmica.

Quem teve mais votos no Distrito Federal

Max Maciel, do PSOL, foi o nome mais votado da disputa e terminou com 92.234 votos. Na sequência entre os eleitos, Eduardo Pedrosa, do UNIÃO, fechou com 50.833, seguido por Chico Vigilante, do PT, com 50.046.

Também ficaram entre os primeiros colocados Joaquim Roriz Neto, do PL, com 45.604, e Estefane Sampaio, do REPUBLICANOS, com 45.558. Depois aparecem Múcio, do PSB, com 42.769, Gabriel Magno, do PT, com 42.331, e Keka Bagno, do PSOL, com 40.569.

Na outra ponta do grupo dos eleitos, Dayse Amarilio, do PSB, fechou a lista com 15.440 votos. Esse foi o menor número entre os 24 nomes confirmados na apuração final do TSE.

Como a votação de legenda entrou na conta

O resultado mostrou 1.626.978 votos nominais e 71.631 votos de legenda. A soma dos dois tipos de voto ajuda a explicar por que a eleição proporcional não se resume à contagem individual dos candidatos.

Quando uma legenda soma votos suficientes, ela amplia sua chance de converter esse desempenho em cadeira. Quando não alcança esse patamar, pode deixar nomes fortes fora da composição final, mesmo com votação relevante em termos absolutos.

No Distrito Federal, essa lógica aparece de forma clara na comparação entre candidatos que ficaram fora e outros que entraram com desempenho menor. A legenda organiza a distribuição das vagas antes da definição individual dentro de cada partido ou federação.

Quem ficou fora mesmo com votação alta

O caso mais evidente foi o de Delegado Fernando Fernandes, do REPUBLICANOS. Ele fez 20.560 votos e não se elegeu, embora tenha ficado acima de Dayse Amarilio, que entrou com 15.440.

Entre os primeiros suplentes da legenda, o TSE registrou ainda Iolando, do MDB, com 19.780, e Julia Lucy, do PL, com 19.586. Também aparecem Jorge Vianna, do DEMOCRATA, com 18.906, e Eduardo Torres, do PL, com 17.314.

Na sequência, o quadro de suplência traz Marcela Passamani, do MDB, com 16.622, Claudio Abrantes, do UNIÃO, com 15.801, e Luíza do Clezão, do PL, com 15.561. Fecham a lista inicial Cristiano Araújo, do MDB, com 14.898, e Delmasso, do REPUBLICANOS, com 14.642.

Como ficou a distribuição por partido

O PL terminou com a maior bancada, ao conquistar 5 das 24 vagas. REPUBLICANOS, MDB e PT ficaram com 3 cadeiras cada, o que colocou essas legendas entre as mais bem posicionadas da apuração final.

PSOL e PSB fecharam com 2 vagas cada. UNIÃO, PODE, PSD, PP e os demais partidos listados no resultado ficaram com representações menores ou sem cadeira, conforme a conversão dos votos em vagas no sistema proporcional.

Na soma dos votos nominais por legenda, o PL liderou com 252.762. Depois vieram REPUBLICANOS, com 184.686, MDB, com 157.922, PT, com 156.024, e PSOL, com 150.900.

Também apareceram com peso na apuração PSB, com 93.599, UNIÃO, com 88.321, PODE, com 87.866, e PSD, com 71.470. No conjunto, as legendas sem cadeira ficaram abaixo da linha de conversão para o plenário, mesmo com candidaturas registradas na disputa.

Quem entrou por quociente e quem entrou por média

Entre os eleitos, o TSE marcou parte das vagas como Eleito por QP e parte como Eleito por média. Isso mostra que a apuração considera não apenas a ordem de votos, mas também o mecanismo de distribuição das sobras dentro do sistema proporcional.

Rôney Nemer, do PP, entrou com 29.926 votos por QP, enquanto Pepa, também do PP, apareceu com 29.786 por média. Ricardo Vale, do PT, teve 29.387 e entrou por média, e Wellington Luiz, do MDB, fechou com 28.796 por QP.

Renata Daguiar, do REPUBLICANOS, obteve 28.172 por QP, e Martins Machado, da mesma legenda, entrou com 27.541 por média. Hermeto, do MDB, veio logo depois com 26.433 por média, seguido de André Kubitschek, do PL, com 23.683 por média.

Na parte final da relação, Pastor Daniel de Castro, do PP, entrou com 21.326 por média, João Cardoso, do PL, com 20.622 por média, Rogerio Morro da Cruz, do PSD, com 19.603 por QP, e Dayse Amarilio, do PSB, com 15.440 por média.

Qual foi o retrato da composição eleita

O TSE registrou entre os eleitos a faixa etária de 25 a 72 anos, com média de 47 anos. O dado resume o perfil geral da bancada, sem detalhar a idade individual de cada um.

Essa informação entra como contexto da composição final, ao lado da distribuição por partidos e da origem das vagas. Ela não altera o resultado, mas ajuda a dimensionar o conjunto de eleitos confirmados na apuração.

O que acontece depois da totalização

Com a apuração encerrada, a etapa seguinte é a diplomação pela Justiça Eleitoral, prevista para dezembro de 2026. Depois disso, os deputados federais, estaduais e distritais eleitos tomam posse em 1º de fevereiro de 2027, para mandato de quatro anos.

Até lá, o resultado oficial já está fechado e registra quem ficou com cada cadeira, quem entrou pela legenda e quem ficou na suplência. No Distrito Federal, a totalização do TSE encerrou essa fase com a relação final dos 24 eleitos e dos 10 primeiros suplentes.

Lista de eleitos, suplentes e desempenho por partido

  1. Max Maciel (PSOL, nº 50100): 92.234 votos (5,43% dos válidos), Eleito por QP
  2. Eduardo Pedrosa (UNIÃO, nº 44000): 50.833 votos (2,99% dos válidos), Eleito por QP
  3. Chico Vigilante (PT, nº 13100): 50.046 votos (2,94% dos válidos), Eleito por QP
  4. Joaquim Roriz Neto (PL, nº 22000): 45.604 votos (2,68% dos válidos), Eleito por QP
  5. Estefane Sampaio (REPUBLICANOS, nº 10222): 45.558 votos (2,68% dos válidos), Eleito por QP
  6. Múcio (PSB, nº 40061): 42.769 votos (2,52% dos válidos), Eleito por QP
  7. Gabriel Magno (PT, nº 13131): 42.331 votos (2,49% dos válidos), Eleito por QP
  8. Keka Bagno (PSOL, nº 50123): 40.569 votos (2,39% dos válidos), Eleito por QP
  9. Roosevelt Vilela (PL, nº 22193): 39.181 votos (2,31% dos válidos), Eleito por QP
  10. Robério Negreiros (PODE, nº 20000): 37.401 votos (2,20% dos válidos), Eleito por QP
  11. Victor Jansen (PL, nº 22322): 32.120 votos (1,89% dos válidos), Eleito por QP
  12. Jaqueline Silva (MDB, nº 15900): 31.882 votos (1,88% dos válidos), Eleito por QP
  13. Rôney Nemer (PP, nº 11111): 29.926 votos (1,76% dos válidos), Eleito por QP
  14. Pepa (PP, nº 11011): 29.786 votos (1,75% dos válidos), Eleito por média
  15. Ricardo Vale (PT, nº 13013): 29.387 votos (1,73% dos válidos), Eleito por média
  16. Wellington Luiz (MDB, nº 15123): 28.796 votos (1,69% dos válidos), Eleito por QP
  17. Renata Daguiar (REPUBLICANOS, nº 10789): 28.172 votos (1,66% dos válidos), Eleito por QP
  18. Martins Machado (REPUBLICANOS, nº 10123): 27.541 votos (1,62% dos válidos), Eleito por média
  19. Hermeto (MDB, nº 15190): 26.433 votos (1,56% dos válidos), Eleito por média
  20. André Kubitschek (PL, nº 22022): 23.683 votos (1,39% dos válidos), Eleito por média
  21. Pastor Daniel de Castro (PP, nº 11133): 21.326 votos (1,25% dos válidos), Eleito por média
  22. João Cardoso (PL, nº 22888): 20.622 votos (1,21% dos válidos), Eleito por média
  23. Rogerio Morro da Cruz (PSD, nº 55123): 19.603 votos (1,15% dos válidos), Eleito por QP
  24. Dayse Amarilio (PSB, nº 40222): 15.440 votos (0,91% dos válidos), Eleito por média
  1. Delegado Fernando Fernandes (REPUBLICANOS): 20.560 votos (1,21%)
  2. Iolando (MDB): 19.780 votos (1,16%)
  3. Julia Lucy (PL): 19.586 votos (1,15%)
  4. Jorge Vianna (DEMOCRATA): 18.906 votos (1,11%)
  5. Eduardo Torres (PL): 17.314 votos (1,02%)
  6. Marcela Passamani (MDB): 16.622 votos (0,98%)
  7. Claudio Abrantes (UNIÃO): 15.801 votos (0,93%)
  8. Luíza do Clezão (PL): 15.561 votos (0,92%)
  9. Cristiano Araújo (MDB): 14.898 votos (0,88%)
  10. Delmasso (REPUBLICANOS): 14.642 votos (0,86%)
  • PL: 252.762 votos nominais, 5 eleitos
  • REPUBLICANOS: 184.686 votos nominais, 3 eleitos
  • MDB: 157.922 votos nominais, 3 eleitos
  • PT (federação PT/PC do B/PV): 156.024 votos nominais, 3 eleitos
  • PP (federação UNIÃO/PP): 108.662 votos nominais, 3 eleitos
  • PSOL (federação PSOL/REDE): 150.900 votos nominais, 2 eleitos
  • PSB: 93.599 votos nominais, 2 eleitos
  • UNIÃO (federação UNIÃO/PP): 88.321 votos nominais, 1 eleito
  • PODE: 87.866 votos nominais, 1 eleito
  • PSD: 71.470 votos nominais, 1 eleito
  • MOBILIZA: 65.202 votos nominais, 0 eleitos
  • AVANTE: 46.628 votos nominais, 0 eleitos
  • DEMOCRATA: 38.554 votos nominais, 0 eleitos
  • DC: 34.236 votos nominais, 0 eleitos
  • PDT: 29.869 votos nominais, 0 eleitos
  • NOVO: 22.567 votos nominais, 0 eleitos
  • MISSÃO: 12.534 votos nominais, 0 eleitos
  • PSDB (federação PSDB/CIDADANIA): 7.542 votos nominais, 0 eleitos
  • SOLIDARIEDADE (federação PRD/SOLIDARIEDADE): 4.876 votos nominais, 0 eleitos
  • PV (federação PT/PC do B/PV): 4.288 votos nominais, 0 eleitos
Seções totalizadas6.969 de 6.969 (100,00%)
Eleitorado apto2.243.988
Compareceram1.817.921 (81,01%)
Abstenção426.067 (18,99%)
Votos válidos1.699.544 (93,49%)
Votos em branco77.934 (4,29%)
Votos nulos40.443 (2,22%)
Votos de legenda71.631

Perguntas frequentes

Quando o TSE atualizou o resultado?
Às 20:23:08 de 04/10/2026, no horário de Brasília.

Quantas vagas estavam em disputa?
Foram 24 cadeiras de deputado distrital.

Qual foi o comparecimento às urnas?
O comparecimento chegou a 1.817.921 eleitores.

Quem liderou a votação individual?
Max Maciel, do PSOL, foi o mais votado, com 92.234 votos.

Quantas vagas o PL conquistou?
O partido ficou com 5 cadeiras na apuração final.

Por que um candidato com mais votos pode ficar fora?
Porque a eleição é proporcional e a vaga depende também do desempenho da legenda na conversão dos votos em cadeira.

Perguntas frequentes

Quando o TSE atualizou o resultado?

Às 20:23:08 de 04/10/2026, no horário de Brasília.

Quantas vagas estavam em disputa?

Foram 24 cadeiras de deputado distrital.

Qual foi o comparecimento às urnas?

O comparecimento chegou a 1.817.921 eleitores.

Quem liderou a votação individual?

Max Maciel, do PSOL, foi o mais votado, com 92.234 votos.

Quantas vagas o PL conquistou?

O partido ficou com 5 cadeiras na apuração final.

Com informações de Tribunal Superior Eleitoral.

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