Átila Lira tem 85.351 votos e fica fora no Piauí
Totalização do TSE mostra que quociente eleitoral e votos de legenda impediram a eleição de Átila Lira, que teve mais votos que um eleito.
Resumo da notícia
- Átila Lira, do PP, teve 85.351 votos e não entrou entre os eleitos.
- O PT terminou com 3 das 10 vagas de deputado federal no Piauí.
- Georgiano, do PSD, foi o mais votado do estado, com 234.254 votos.
- A totalização do TSE foi finalizada às 23:36:53 de 4 de outubro de 2026.
Átila Lira, do PP, recebeu 85.351 votos no Piauí e ficou fora das 10 vagas de deputado federal. A totalização do Tribunal Superior Eleitoral foi concluída em 4 de outubro de 2026, às 23:36:53, com o resultado oficial do estado fechado.
Como a apuração foi encerrada no estado
O resultado saiu com a totalização finalizada e todas as seções computadas. O TSE informou 10.225 seções totalizadas, o que fechou integralmente a apuração no Piauí e consolidou o quadro de eleitos da disputa proporcional.
Esse tipo de eleição distribui as cadeiras primeiro entre os partidos e federações que alcançam a marca exigida pela regra, e só depois define quais nomes ocupam as vagas dentro de cada grupo. A votação individual importa, mas não decide sozinha. É por isso que um candidato com votação alta pode não entrar e outro, com menos votos, pode conquistar cadeira pela força da legenda.
No Piauí, o quociente eleitoral ficou em 210.906 votos. Esse é o parâmetro que orienta a divisão das vagas e mostra quantos votos válidos são necessários para que a legenda participe da disputa pelas cadeiras.
| Seções totalizadas | 10.225 de 10.225 (100,00%) |
|---|---|
| Eleitorado apto | 2.703.064 |
| Compareceram | 2.239.386 (82,85%) |
| Abstenção | 463.678 (17,15%) |
| Votos válidos | 2.114.692 (94,43%) |
| Votos em branco | 71.640 (3,20%) |
| Votos nulos | 53.054 (2,37%) |
| Votos de legenda | 82.439 |
O que mostram os números da participação
O eleitorado apto nas seções totalizadas foi de 2.703.064 pessoas, exatamente o mesmo total do eleitorado informado para o estado. O comparecimento chegou a 2.239.386 eleitores, enquanto a abstenção foi de 463.678.
Os votos válidos somaram 2.114.692, o que corresponde a 94,43% do total de votos. Dentro desse universo, os votos nominais chegaram a 2.026.624 e os de legenda, a 82.439. Já os votos em branco foram 71.640 e os nulos, 53.054.
Esses números ajudam a entender o tamanho da votação útil na eleição proporcional. A regra usa os válidos para construir a divisão das cadeiras, então o peso da disputa está na soma que cada partido ou federação consegue reunir e não apenas em nomes mais conhecidos ou em votações individuais isoladas.
O fechamento da apuração também mostra a diferença entre presença nas urnas e voto aproveitável na conta final. Parte do eleitorado compareceu, mas nem todo voto entrou no cálculo das vagas. A separação entre nominais, legenda, brancos e nulos faz parte do retrato oficial da totalização divulgada pela Justiça Eleitoral.
- Georgiano (PSD, nº 5555): 234.254 votos (11,08% dos válidos), Eleito por QP
- Delegado Charles (PV, nº 4321): 184.763 votos (8,74% dos válidos), Eleito por QP
- Castro Neto (MDB, nº 1515): 168.080 votos (7,95% dos válidos), Eleito por QP
- Zé Santana (PT, nº 1311): 132.210 votos (6,25% dos válidos), Eleito por QP
- Dr. Francisco (PT, nº 1313): 124.515 votos (5,89% dos válidos), Eleito por QP
- Jadyel (REPUBLICANOS, nº 1000): 123.893 votos (5,86% dos válidos), Eleito por média
- Julio Arcoverde (PP, nº 1111): 101.799 votos (4,81% dos válidos), Eleito por QP
- Marcos Aurélio (MDB, nº 1511): 98.097 votos (4,64% dos válidos), Eleito por média
- Flávio Nogueira (PT, nº 1312): 97.584 votos (4,61% dos válidos), Eleito por média
- Wilson Martins (PSD, nº 5500): 82.543 votos (3,90% dos válidos), Eleito por média
Quem ocupou as 10 vagas de deputado federal
Georgiano, do PSD, terminou como o mais votado do Piauí, com 234.254 votos. Em seguida vieram Delegado Charles, do PV, com 184.763, e Castro Neto, do MDB, com 168.080. Depois aparecem Zé Santana, do PT, com 132.210, e Dr. Francisco, também do PT, com 124.515.
A lista dos eleitos segue com Jadyel, do REPUBLICANOS, que obteve 123.893 votos, Julio Arcoverde, do PP, com 101.799, Marcos Aurélio, do MDB, com 98.097, Flávio Nogueira, do PT, com 97.584, e Wilson Martins, do PSD, com 82.543.
O conjunto fecha as 10 vagas do estado e mostra um quadro distribuído entre seis legendas. Há partidos com mais de uma cadeira e outros com apenas uma, sempre de acordo com a soma de votos e com a posição dos candidatos dentro de cada legenda.
- Georgiano (PSD, nº 5555): 234.254 votos (11,08% dos válidos), Eleito por QP
- Delegado Charles (PV, nº 4321): 184.763 votos (8,74% dos válidos), Eleito por QP
- Castro Neto (MDB, nº 1515): 168.080 votos (7,95% dos válidos), Eleito por QP
- Zé Santana (PT, nº 1311): 132.210 votos (6,25% dos válidos), Eleito por QP
- Dr. Francisco (PT, nº 1313): 124.515 votos (5,89% dos válidos), Eleito por QP
- Jadyel (REPUBLICANOS, nº 1000): 123.893 votos (5,86% dos válidos), Eleito por média
- Julio Arcoverde (PP, nº 1111): 101.799 votos (4,81% dos válidos), Eleito por QP
- Marcos Aurélio (MDB, nº 1511): 98.097 votos (4,64% dos válidos), Eleito por média
- Flávio Nogueira (PT, nº 1312): 97.584 votos (4,61% dos válidos), Eleito por média
- Wilson Martins (PSD, nº 5500): 82.543 votos (3,90% dos válidos), Eleito por média
Como a votação do partido definiu a bancada
O PT fechou a disputa com 562.871 votos nominais, 9 candidatos e 3 eleitos. MDB veio na sequência com 350.765 votos, 11 candidatos e 2 vagas. O PSD somou 349.099 votos, também com 11 nomes, e terminou com 2 eleitos.
PP, com a federação UNIÃO/PP, registrou 243.980 votos, lançou 7 candidatos e fez 1 cadeira. REPUBLICANOS somou 203.871 votos, com 10 nomes, e também elegeu 1 deputado. O PV, integrado à federação PT/PC do B/PV, recebeu 191.176 votos, teve 2 candidatos e ficou com 1 vaga.
Do lado das siglas sem representação na bancada, o quadro ficou assim: UNIÃO somou 58.470 votos, PL marcou 42.891, PDT fez 6.590, PSOL 6.129, MISSÃO 3.535, PSDB 2.126, PODE 2.069, NOVO 1.671, AVANTE 1.422, DEMOCRATA 1.349, MOBILIZA 1.327, CIDADANIA 695, UP 684 e REDE 426. Nenhuma dessas legendas converteu a votação em cadeira.
- PT (federação PT/PC do B/PV): 562.871 votos nominais, 3 eleitos
- MDB: 350.765 votos nominais, 2 eleitos
- PSD: 349.099 votos nominais, 2 eleitos
- PP (federação UNIÃO/PP): 243.980 votos nominais, 1 eleito
- REPUBLICANOS: 203.871 votos nominais, 1 eleito
- PV (federação PT/PC do B/PV): 191.176 votos nominais, 1 eleito
- UNIÃO (federação UNIÃO/PP): 58.470 votos nominais, 0 eleitos
- PL: 42.891 votos nominais, 0 eleitos
- PDT: 6.590 votos nominais, 0 eleitos
- PSOL (federação PSOL/REDE): 6.129 votos nominais, 0 eleitos
- MISSÃO: 3.535 votos nominais, 0 eleitos
- PSDB (federação PSDB/CIDADANIA): 2.126 votos nominais, 0 eleitos
- PODE: 2.069 votos nominais, 0 eleitos
- NOVO: 1.671 votos nominais, 0 eleitos
- AVANTE: 1.422 votos nominais, 0 eleitos
- DEMOCRATA: 1.349 votos nominais, 0 eleitos
- MOBILIZA: 1.327 votos nominais, 0 eleitos
- CIDADANIA (federação PSDB/CIDADANIA): 695 votos nominais, 0 eleitos
- UP: 684 votos nominais, 0 eleitos
- REDE (federação PSOL/REDE): 426 votos nominais, 0 eleitos
Por que Átila Lira ficou fora
Átila Lira fez 85.351 votos e não entrou na bancada, mesmo com votação maior do que a de Wilson Martins, que se elegeu com 82.543. O ponto decisivo é a lógica proporcional. A cadeira não pertence ao desempenho isolado do candidato, mas ao conjunto de votos acumulados pela legenda ou federação, dentro da regra do quociente eleitoral.
Quando a legenda atinge espaço suficiente na distribuição, os nomes mais votados daquele grupo ocupam as vagas. Quando não atinge, a votação individual pode ficar sem efeito prático na formação da bancada. Foi isso que aconteceu com o PP na comparação interna da disputa.
Esse mecanismo explica também por que o mesmo estado pode reunir candidatos com votações altas e baixas entre os eleitos. A legenda cria o espaço, e a ordem interna completa a ocupação das cadeiras. Não existe linha reta entre quantidade de votos pessoais e mandato garantido.
O caso do Piauí evidencia ainda outra característica do sistema proporcional: votos de legenda entram no cálculo. Foram 82.439 votos desse tipo no estado, somados à votação nominal de cada sigla. A conta final não se limita ao número que cada candidato recebeu em seu nome.
- Átila Lira (PP): 85.351 votos (4,04%)
- Merlong Solano (PT): 78.499 votos (3,71%)
- Florentino Neto (PT): 70.386 votos (3,33%)
- Emanoel Paiva (UNIÃO): 50.343 votos (2,38%)
- Franzé Silva (PT): 36.544 votos (1,73%)
- Capitão Fabio Abreu (REPUBLICANOS): 33.222 votos (1,57%)
- Samantha Cavalca (PP): 30.518 votos (1,44%)
- Venâncio (MDB): 21.858 votos (1,03%)
- Emily Santos (PL): 21.560 votos (1,02%)
- Irmão Zé Luis (MDB): 18.564 votos (0,88%)
O que a lista de suplentes mostra na disputa
Entre os mais votados que não se elegeram, Átila Lira aparece na primeira posição da relação de suplentes, seguido por Merlong Solano, Florentino Neto, Emanoel Paiva, Franzé Silva, Capitão Fabio Abreu, Samantha Cavalca, Venâncio, Emily Santos e Irmão Zé Luis.
Essa relação ajuda a dimensionar a disputa interna por cadeiras. Há nomes com votação expressiva que ficam fora, enquanto outros entram com votação menor, porque a definição final depende da legenda e da distribuição das vagas entre os grupos partidários.
O recorte dos suplentes também mostra concentração de votos em algumas siglas e pulverização em outras. PT, PP, REPUBLICANOS, MDB, UNIÃO, PL e os demais partidos aparecem com desempenhos distintos, mas apenas parte deles conseguiu transformar a votação em assento na Câmara.
Comparação entre o mais votado e o último eleito
Georgiano liderou a votação no estado com 234.254 votos, bem à frente do último nome que entrou na bancada. Wilson Martins fechou a lista de eleitos com 82.543 votos. A diferença entre os dois ajuda a mostrar como a eleição proporcional admite distâncias grandes dentro do mesmo resultado final.
O dado mais forte da disputa não está apenas na liderança individual, mas no contraste entre votos e vaga. O primeiro colocado do estado e o último eleito pertencem ao mesmo quadro oficial, embora estejam em posições bem diferentes na contagem.
Entre esses extremos, a bancada reúne nomes de seis partidos, o que reforça a natureza distribuída da eleição. O resultado não segue uma sequência simples de maior votação para maior número de vagas. Ele segue a regra do quociente e a formação interna das legendas.
Há ainda o peso da votação partidária, que pode ampliar ou reduzir a entrada de nomes na Câmara. O PT, por exemplo, terminou com a maior bancada do estado. MDB e PSD vieram em seguida, empatados em cadeiras. PP, REPUBLICANOS e PV completaram a composição final.
Qual foi o perfil dos eleitos
Entre os deputados federais eleitos no Piauí, o mais novo tem 32 anos e o mais velho tem 73. A média de idade ficou em 52 anos. Esses dados descrevem apenas o grupo que entrou na Câmara e não alteram a totalização feita pelo TSE.
O perfil etário ajuda a resumir a composição da bancada, mas não interfere na regra da eleição. A formação das vagas foi determinada pela votação e pela distribuição proporcional, e não por idade, ordem de registro ou qualquer outro critério fora da totalização oficial.
Os nomes eleitos vieram de diferentes legendas e atingiram a Câmara por caminhos distintos dentro da mesma disputa. Em alguns casos, a votação individual foi suficiente para consolidar a posição do candidato no grupo. Em outros, foi a soma da legenda que abriu espaço para a cadeira.
O que acontece depois da totalização
Com o resultado finalizado pelo TSE, a próxima etapa é a diplomação, marcada para dezembro de 2026 pela Justiça Eleitoral. Depois disso, os deputados federais tomam posse em 1º de fevereiro de 2027, já com mandato de quatro anos.
Até a diplomação, a apuração não muda. O quadro oficial permanece o mesmo, porque a totalização já fechou a eleição no estado. A etapa seguinte é apenas formal e prepara a posse dos eleitos na data prevista.
Perguntas frequentes
Qual foi a data da totalização no Piauí?
O TSE concluiu a totalização em 4 de outubro de 2026, às 23:36:53, no horário de Brasília.
Quantas vagas o Piauí teve para deputado federal?
Foram 10 vagas em disputa no estado.
Qual foi o quociente eleitoral no Piauí?
O quociente eleitoral ficou em 210.906 votos.
Qual partido fez mais cadeiras no estado?
O PT terminou com 3 vagas na bancada federal.
Por que um candidato com mais votos pode ficar fora?
Porque a eleição é proporcional. A cadeira depende também da soma da legenda ou da federação e da ordem dos mais votados dentro dela.
Quando acontece a diplomação dos eleitos?
A diplomação está prevista para dezembro de 2026.
Quando começa o mandato dos deputados federais eleitos?
A posse está marcada para 1º de fevereiro de 2027.
Tribunal Superior Eleitoral consolidou a apuração do Piauí com todos os dados oficiais fechados no mesmo dia da votação. O resultado final separou votação individual, força partidária e distribuição das vagas, sem alterar a lista dos eleitos.
Perguntas frequentes
Qual foi a data da totalização no Piauí?
O TSE concluiu a totalização em 4 de outubro de 2026, às 23:36:53, no horário de Brasília.
Quantas vagas o Piauí teve para deputado federal?
Foram 10 vagas em disputa no estado.
Qual foi o quociente eleitoral no Piauí?
O quociente eleitoral ficou em 210.906 votos.
Qual partido fez mais cadeiras no estado?
O PT terminou com 3 vagas na bancada federal.
Por que um candidato com mais votos pode ficar fora?
Porque a eleição é proporcional. A cadeira depende também da soma da legenda ou da federação e da ordem dos mais votados dentro dela.
Quando acontece a diplomação dos eleitos?
A diplomação está prevista para dezembro de 2026.
Quando começa o mandato dos deputados federais eleitos?
A posse está marcada para 1º de fevereiro de 2027.
Com informações de Tribunal Superior Eleitoral.
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