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Eleições 2026

Rui Falcão faz 106.443 votos e não leva vaga em São Paulo

Totalização do TSE em São Paulo fechou 70 vagas na Câmara e mostrou diferença entre votação nominal e distribuição proporcional.

Publicado em · 14 min de leitura
Rui Falcão faz 106.443 votos e não leva vaga em São Paulo
Foto: Marcello Casal Jr./ABr / Wikimedia Commons (CC BY 2.5 br)

Resumo da notícia

  • O TSE finalizou a totalização do primeiro turno para deputado federal em São Paulo às 22:58:07 de 4 de outubro de 2026.
  • Rui Falcão teve mais votos do que Sônia Guajajara, mas não entrou na lista de eleitos.
  • O PL ficou com a maior bancada, somando 19 das 70 vagas.
  • A diplomação está prevista para dezembro de 2026 e a posse para 1º de fevereiro de 2027.

Rui Falcão fez 106.443 votos e não entrou na lista de eleitos para deputado federal em São Paulo, embora tenha ficado à frente de Sônia Guajajara, que chegou à vaga com 54.207. O resultado foi consolidado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 22:58:07 de 4 de outubro de 2026.

Como terminou a apuração em São Paulo

O TSE finalizou a totalização do primeiro turno das Eleições 2026 para o cargo de deputado federal no estado de São Paulo. Foram 70 vagas em disputa, com quociente eleitoral de 338.203 votos, em um cenário já fechado com a contagem de todas as seções.

Na mesma apuração, o eleitorado apto nas seções totalizadas somou 34.081.699 pessoas. O comparecimento foi de 26.394.256 eleitores, e a abstenção ficou em 7.687.443.

Os votos válidos chegaram a 23.704.546, enquanto os votos nominais somaram 22.988.308. Houve ainda 685.880 votos de legenda, além de 1.561.578 votos em branco e 1.128.132 nulos.

Com as 103.656 seções totalizadas, a situação da apuração passou a ser finalizada. Isso encerra a etapa de contagem e deixa definida a relação completa de eleitos e suplentes no estado.

Entre os votos apurados, os nominais seguiram como a maior parte da contagem destinada aos candidatos. A legenda também teve peso, porque entra no cálculo proporcional e influencia a ocupação das cadeiras dentro de cada partido ou federação.

Como funciona a eleição proporcional para deputado federal

A disputa para deputado federal não é decidida apenas pela votação isolada de cada candidato. O sistema é proporcional, então as cadeiras começam a ser distribuídas entre os partidos e federações que alcançam o quociente eleitoral.

Esse quociente é a divisão dos votos válidos pelo número de vagas em disputa. Depois dessa etapa, as vagas passam aos nomes mais votados dentro de cada legenda ou federação, conforme a ordem interna de votos.

Na prática, isso faz com que um candidato muito votado possa não se eleger se a chapa não abrir espaço suficiente na distribuição das cadeiras. Também permite que um nome com menos votos entre, desde que o partido ou federação conquiste vaga no cálculo final.

Foi exatamente o que ocorreu na relação entre Rui Falcão e Sônia Guajajara. A diferença entre os dois não determinou, por si só, a posse de um dos mandatos, porque a ocupação das vagas depende da combinação entre votos da legenda e posição do candidato na lista.

Esse tipo de resultado aparece em toda apuração proporcional. O número individual mostra a força do candidato, mas a vaga só se confirma quando a legenda alcança a cadeira na distribuição oficial do TSE.

Quem recebeu mais votos na disputa

Lucas Pavanato foi o mais votado da disputa, com 3.038.438 votos, e liderou com ampla vantagem a votação nominal no estado. Na outra ponta da lista de eleitos, Sônia Guajajara fechou a relação com 54.207 votos.

O contraste entre os dois extremos ajuda a mostrar a lógica do sistema proporcional. O volume de votos de cada candidato importa, mas a vaga não depende apenas da ordem geral da votação.

  1. Lucas Pavanato (PL, nº 2211): 3.038.438 votos (12,82% dos válidos), Eleito por QP
  2. Erika Hilton (PSOL, nº 5070): 1.596.472 votos (6,73% dos válidos), Eleito por QP
  3. Sâmia Bomfim (PSOL, nº 5000): 583.107 votos (2,46% dos válidos), Eleito por QP
  4. Kim Kataguiri (MISSÃO, nº 1414): 520.071 votos (2,19% dos válidos), Eleito por QP
  5. Tabata Amaral (PSB, nº 4040): 476.383 votos (2,01% dos válidos), Eleito por QP
  6. Renato Bolsonaro (PL, nº 2222): 379.312 votos (1,60% dos válidos), Eleito por QP
  7. Sargento Nantes (PP, nº 1110): 333.401 votos (1,41% dos válidos), Eleito por QP
  8. Delegado Palumbo (PODE, nº 2000): 303.271 votos (1,28% dos válidos), Eleito por QP
  9. Guilherme Cortez (PSOL, nº 5005): 275.450 votos (1,16% dos válidos), Eleito por QP
  10. Mauricio Neves (PP, nº 1111): 269.996 votos (1,14% dos válidos), Eleito por QP
  11. Marcio Alvino (PL, nº 2299): 261.325 votos (1,10% dos válidos), Eleito por QP
  12. Professora Luciene Cavalcante (PSOL, nº 5089): 253.778 votos (1,07% dos válidos), Eleito por QP
  13. Ana Carolina Oliveira (PODE, nº 2026): 246.741 votos (1,04% dos válidos), Eleito por QP
  14. Baleia Rossi (MDB, nº 1515): 239.124 votos (1,01% dos válidos), Eleito por QP
  15. Luna Zarattini (PT, nº 1302): 233.733 votos (0,99% dos válidos), Eleito por QP
  16. Marina Helena (NOVO, nº 3007): 230.866 votos (0,97% dos válidos), Eleito por QP
  17. Delegado Bruno Lima (PODE, nº 2011): 217.952 votos (0,92% dos válidos), Eleito por QP
  18. Rosana Valle (PL, nº 2227): 213.752 votos (0,90% dos válidos), Eleito por QP
  19. Renata Abreu (PODE, nº 2020): 199.100 votos (0,84% dos válidos), Eleito por QP
  20. Marcos Pereira (REPUBLICANOS, nº 1010): 196.681 votos (0,83% dos válidos), Eleito por QP
  21. Luiz Philippe de O e Bragança (PL, nº 2225): 187.743 votos (0,79% dos válidos), Eleito por QP
  22. Guilherme Piai (REPUBLICANOS, nº 1011): 182.328 votos (0,77% dos válidos), Eleito por QP
  23. Igor Soares (PSD, nº 5500): 181.820 votos (0,77% dos válidos), Eleito por QP
  24. Paulo Alexandre Barbosa (PSD, nº 5533): 168.207 votos (0,71% dos válidos), Eleito por QP
  25. Felipe Becari (PODE, nº 2007): 162.957 votos (0,69% dos válidos), Eleito por QP
  26. Thiago Surfista (PL, nº 2280): 161.971 votos (0,68% dos válidos), Eleito por QP
  27. Alencar Santana (PT, nº 1358): 160.264 votos (0,68% dos válidos), Eleito por QP
  28. Capitão Augusto (PL, nº 2200): 153.745 votos (0,65% dos válidos), Eleito por QP
  29. Jilmar Tatto (PT, nº 1380): 152.984 votos (0,65% dos válidos), Eleito por QP
  30. Celso Russomanno (REPUBLICANOS, nº 1000): 138.827 votos (0,59% dos válidos), Eleito por QP
  31. Thiago dos Reis (PT, nº 1399): 137.240 votos (0,58% dos válidos), Eleito por QP
  32. Paulo Serra (PSDB, nº 4545): 132.866 votos (0,56% dos válidos), Eleito por QP
  33. Sidney Cruz (MDB, nº 1502): 130.951 votos (0,55% dos válidos), Eleito por QP
  34. João Cury (MDB, nº 1550): 130.915 votos (0,55% dos válidos), Eleito por QP
  35. Luiz Fernando Machado (PL, nº 2234): 129.004 votos (0,54% dos válidos), Eleito por QP
  36. Arlindo Chinaglia (PT, nº 1322): 124.121 votos (0,52% dos válidos), Eleito por QP
  37. Pastor Marco Feliciano (PL, nº 2270): 122.119 votos (0,52% dos válidos), Eleito por QP
  38. Ney Santos (REPUBLICANOS, nº 1023): 118.566 votos (0,50% dos válidos), Eleito por QP
  39. Carlos Zarattini (PT, nº 1370): 117.608 votos (0,50% dos válidos), Eleito por QP
  40. Edinho Silva (PT, nº 1316): 115.341 votos (0,49% dos válidos), Eleito por QP
  41. Nilto Tatto (PT, nº 1353): 114.560 votos (0,48% dos válidos), Eleito por QP
  42. Natália Boulos (PSOL, nº 5010): 114.552 votos (0,48% dos válidos), Eleito por QP
  43. Kiko Celeguim (PT, nº 1301): 113.158 votos (0,48% dos válidos), Eleito por média
  44. Motta (PL, nº 2244): 112.854 votos (0,48% dos válidos), Eleito por QP
  45. Juliana Cardoso (PT, nº 1333): 111.904 votos (0,47% dos válidos), Eleito por média
  46. Joao Paulo Cunha (PT, nº 1325): 109.548 votos (0,46% dos válidos), Eleito por média
  47. Rodrigo Gambale (PODE, nº 2077): 106.901 votos (0,45% dos válidos), Eleito por média
  48. Dra. Sandra Tadeu (PL, nº 2255): 106.471 votos (0,45% dos válidos), Eleito por QP
  49. Enrico Misasi (MDB, nº 1536): 106.225 votos (0,45% dos válidos), Eleito por média
  50. Coronel Telhada (PP, nº 1100): 104.513 votos (0,44% dos válidos), Eleito por QP
  51. Paulo Freire (PL, nº 2233): 99.388 votos (0,42% dos válidos), Eleito por QP
  52. Marcos Neves (PSD, nº 5570): 98.359 votos (0,41% dos válidos), Eleito por QP
  53. Jonas Donizette (PSB, nº 4000): 97.335 votos (0,41% dos válidos), Eleito por QP
  54. Miguel Lombardi (PL, nº 2277): 96.333 votos (0,41% dos válidos), Eleito por QP
  55. Saulo Pedroso (PSD, nº 5515): 95.096 votos (0,40% dos válidos), Eleito por QP
  56. Altair Moraes (REPUBLICANOS, nº 1033): 94.770 votos (0,40% dos válidos), Eleito por média
  57. Jefferson Campos (PL, nº 2274): 92.286 votos (0,39% dos válidos), Eleito por QP
  58. Carlos Sampaio (PSD, nº 5585): 91.902 votos (0,39% dos válidos), Eleito por média
  59. Maria Rosas (REPUBLICANOS, nº 1022): 91.690 votos (0,39% dos válidos), Eleito por média
  60. Mario Frias (PL, nº 2208): 91.403 votos (0,39% dos válidos), Eleito por QP
  61. Delegado Paulo Bilynskyj (PL, nº 2247): 90.363 votos (0,38% dos válidos), Eleito por QP
  62. Carlos Bezerra Jr. (PSD, nº 5512): 89.414 votos (0,38% dos válidos), Eleito por média
  63. Sirlange Manga (UNIÃO, nº 4410): 87.820 votos (0,37% dos válidos), Eleito por QP
  64. Milton Leite Filho (UNIÃO, nº 4425): 71.631 votos (0,30% dos válidos), Eleito por QP
  65. Adriana Ventura (NOVO, nº 3030): 69.083 votos (0,29% dos válidos), Eleito por média
  66. Eduardo Cury (PL, nº 2212): 66.860 votos (0,28% dos válidos), Eleito por QP
  67. Wesley Cezar Lelinho (PL, nº 2278): 66.673 votos (0,28% dos válidos), Eleito por QP
  68. Gil Diniz (PL, nº 2220): 63.398 votos (0,27% dos válidos), Eleito por QP
  69. Edinho Araujo (PRD, nº 2525): 54.443 votos (0,23% dos válidos), Eleito por QP
  70. Sônia Guajajara (PSOL, nº 5088): 54.207 votos (0,23% dos válidos), Eleito por QP

Entre os eleitos, a maior parte entrou por quociente partidário. Uma parcela menor ocupou cadeira por média, mecanismo usado na distribuição final para completar as vagas das legendas com direito à representação.

Os eleitos aparecem na totalização com o partido, o número na urna, a votação e a forma de entrada. Essa informação permite ver, caso a caso, como o resultado foi fechado pela Justiça Eleitoral.

  • PL: 6.279.893 votos nominais, 19 eleitos
  • PT (federação PT/PC do B/PV): 2.467.871 votos nominais, 11 eleitos
  • PSOL (federação PSOL/REDE): 2.979.330 votos nominais, 6 eleitos
  • PODE: 1.904.268 votos nominais, 6 eleitos
  • PSD: 1.560.406 votos nominais, 6 eleitos
  • REPUBLICANOS: 1.479.856 votos nominais, 6 eleitos
  • MDB: 1.173.591 votos nominais, 4 eleitos
  • PP (federação UNIÃO/PP): 1.045.570 votos nominais, 3 eleitos
  • PSB: 941.597 votos nominais, 2 eleitos
  • UNIÃO (federação UNIÃO/PP): 723.240 votos nominais, 2 eleitos
  • NOVO: 585.543 votos nominais, 2 eleitos
  • MISSÃO: 640.258 votos nominais, 1 eleito
  • PSDB (federação PSDB/CIDADANIA): 244.369 votos nominais, 1 eleito
  • PRD (federação PRD/SOLIDARIEDADE): 197.375 votos nominais, 1 eleito
  • AVANTE: 197.031 votos nominais, 0 eleitos
  • SOLIDARIEDADE (federação PRD/SOLIDARIEDADE): 156.961 votos nominais, 0 eleitos
  • PDT: 128.372 votos nominais, 0 eleitos
  • CIDADANIA (federação PSDB/CIDADANIA): 120.457 votos nominais, 0 eleitos
  • PCDOB (federação PT/PC do B/PV): 79.912 votos nominais, 0 eleitos
  • DC: 30.367 votos nominais, 0 eleitos

Como ficou a distribuição por partido e federação

O PL terminou a apuração com 19 das 70 vagas, a maior bancada da disputa paulista. Essa foi a legenda com maior concentração de cadeiras na Câmara dos Deputados pelo estado.

Na sequência, o PT alcançou 11 eleitos dentro da federação com PC do B e PV. PSOL, PODE, PSD e REPUBLICANOS ficaram com 6 cadeiras cada um, enquanto MDB fechou com 4.

Outras legendas também entraram na composição final. PP e UNIÃO ficaram com 3 e 2 eleitos, respectivamente, e NOVO terminou com 2 cadeiras, mesma marca de PSDB e PRD, cada um com 1.

O quadro partidário mostra que a soma de votos por legenda pode render bancadas maiores do que a votação isolada de um nome muito conhecido. Em um sistema proporcional, o desempenho coletivo pesa tanto quanto a força individual dos candidatos.

Há ainda casos de partidos com votação relevante e sem cadeira. Isso ocorre quando a soma não se converte em quociente suficiente ou quando a distribuição final não alcança lugar na partilha das vagas.

Quem ficou como suplente mais votado

Na relação dos primeiros suplentes, Rui Falcão apareceu em primeiro lugar entre os nomes que não se elegeram. Em seguida, vieram Paulo Teixeira, Alex Manente e Orlando Morando.

Essa lista reforça o efeito da regra proporcional. Um candidato pode registrar votação alta, mas ficar fora da relação final se a legenda não converter esse desempenho em cadeira na distribuição oficial.

Os suplentes também ajudam a dimensionar a diferença entre votação nominal e resultado prático. Em uma disputa desse tipo, a posição do candidato na chapa e a força do grupo ao qual ele pertence são decisivas para o desfecho.

  1. Rui Falcão (PT): 106.443 votos (0,45%)
  2. Paulo Teixeira (PT): 106.062 votos (0,45%)
  3. Alex Manente (CIDADANIA): 102.716 votos (0,43%)
  4. Orlando Morando (MDB): 102.086 votos (0,43%)
  5. Reis (PT): 90.224 votos (0,38%)
  6. Moises Selerges (PT): 89.939 votos (0,38%)
  7. Vitor Lippi (PSD): 88.462 votos (0,37%)
  8. Eleuses Paiva (PSD): 88.195 votos (0,37%)
  9. Alfredinho (PT): 82.334 votos (0,35%)
  10. Marco Vinholi (REPUBLICANOS): 81.445 votos (0,34%)

Idade dos eleitos e calendário do mandato

Entre os deputados federais eleitos em São Paulo, o mais novo tem 28 anos e o mais velho 77. A média de idade da bancada ficou em 51 anos.

Depois da totalização, a etapa seguinte é a diplomação, feita pela Justiça Eleitoral em dezembro de 2026. A posse dos deputados federais ocorre em 1º de fevereiro de 2027, quando começa o mandato de quatro anos.

Esse cronograma vale para os eleitos após a divulgação oficial do TSE. Com a apuração encerrada, a composição da bancada paulista já está definida.

O resultado também permite observar a distância entre votação e ocupação de vagas. A lista final não se resume aos mais votados do estado, porque a eleição para a Câmara segue a lógica da proporcionalidade partidária.

O que os números da totalização mostram

O comparecimento de 77,44% indica que a maior parte do eleitorado apto compareceu às urnas nas seções totalizadas. A abstenção ficou em 22,56%, enquanto brancos e nulos também compuseram uma parcela relevante do total de votos.

Dentro dos votos válidos, a diferença entre nominais e de legenda ajuda a explicar como partidos e federações trabalharam a construção das cadeiras. Esse é um ponto central da disputa por deputados federais, porque a votação coletiva interfere diretamente no resultado final.

O TSE encerrou a totalização com todas as seções computadas. Isso dá ao resultado caráter definitivo na esfera da apuração, já com a relação completa de eleitos, suplentes e desempenho partidário no estado.

Outro dado que se destaca é a concentração de votos em alguns nomes e a dispersão em outros. A lista final mostra candidatos muito votados, candidatos com votação intermediária e candidatos eleitos com números menores, todos dentro da mesma regra de distribuição.

O resultado também deixa clara a diferença entre votação absoluta e acesso à vaga. Em São Paulo, o desempenho dos partidos e federações pesou tanto quanto o desempenho individual de cada candidato na formação da Câmara federal.

Partidos que não elegeram deputados federais em São Paulo

Entre as legendas que aparecem na votação total, AVANTE, SOLIDARIEDADE, PDT, CIDADANIA, PCDOB e DC não elegeram representantes no estado. Esses resultados mostram que votação somada não garante, sozinha, presença na bancada final.

Mesmo quando uma legenda reúne muitos candidatos e votos, o sistema proporcional depende do quociente e da distribuição das cadeiras. Por isso, a totalização final pode fechar sem representação para partidos que participaram da disputa.

Isso também ajuda a explicar por que a lista de eleitos não corresponde à ordem geral de votação individual. A lógica do cargo separa a votação nominal da composição final das vagas.

Como o TSE fechou a totalização

A apuração em São Paulo foi encerrada com 103.656 seções computadas. A partir daí, o TSE consolidou os números de comparecimento, abstenção, votos válidos, brancos, nulos, nominais e de legenda.

Com a totalização finalizada, a relação de 70 deputados federais eleitos passou a valer como resultado oficial da apuração. A etapa de contagem termina antes da diplomação e da posse, que seguem o calendário da Justiça Eleitoral.

O quadro fechado pelo TSE permite ver tanto a votação mais alta quanto os casos em que a legenda definiu o desfecho. A disputa paulista reuniu esses dois movimentos na mesma apuração, com diferença grande entre o voto individual e a vaga conquistada.

Perguntas frequentes

Quantas vagas São Paulo elegeu para a Câmara dos Deputados? O estado definiu 70 vagas na totalização do TSE.

Qual foi o quociente eleitoral em São Paulo? O quociente eleitoral ficou em 338.203 votos.

Quem teve mais votos na disputa? Lucas Pavanato liderou a votação nominal no estado.

Qual partido fez a maior bancada? O PL terminou com 19 cadeiras.

Quando sai a diplomação dos eleitos? A diplomação ocorre em dezembro de 2026, pela Justiça Eleitoral.

Quando começa o mandato dos deputados federais? A posse está marcada para 1º de fevereiro de 2027, com mandato de quatro anos.

Participação e votos

Seções totalizadas103.656 de 103.656 (100,00%)
Eleitorado apto34.081.699
Compareceram26.394.256 (77,44%)
Abstenção7.687.443 (22,56%)
Votos válidos23.704.546 (89,81%)
Votos em branco1.561.578 (5,92%)
Votos nulos1.128.132 (4,27%)
Votos de legenda685.880

A votação em números

Perguntas frequentes

Quantas vagas São Paulo elegeu para a Câmara dos Deputados?

O estado definiu 70 vagas na totalização do TSE.

Qual foi o quociente eleitoral em São Paulo?

O quociente eleitoral ficou em 338.203 votos.

Quem teve mais votos na disputa?

Lucas Pavanato liderou a votação nominal no estado.

Qual partido fez a maior bancada?

O PL terminou com 19 cadeiras.

Quando sai a diplomação dos eleitos?

A diplomação ocorre em dezembro de 2026, pela Justiça Eleitoral.

Quando começa o mandato dos deputados federais?

A posse está marcada para 1º de fevereiro de 2027, com mandato de quatro anos.

Com informações de Tribunal Superior Eleitoral.

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