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Goiânia

Médica do Célia Câmara vira alvo de denúncia ao MPF em Goiânia

Caso envolve chefia da Ginecologia e Obstetrícia do Célia Câmara e foi enviado ao MPF, à Justiça Eleitoral e à Prefeitura de Goiânia.

Publicado em · 4 min de leitura
Médica do Célia Câmara vira alvo de denúncia ao MPF em Goiânia
Foto: alefukugava/Pixabay (ilustrativa)

Resumo da notícia

  • A denúncia envolve mensagens atribuídas à chefia da Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara.
  • A representação foi enviada ao MPF, à Justiça Eleitoral e à Prefeitura de Goiânia para apuração.
  • O hospital diz que as mensagens não representam posição institucional e que altas de pacientes dependem de critérios clínicos.
  • O Cremego informou que denúncias sobre conduta ética médica são apuradas sob sigilo.

Uma médica que chefia a Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara, em Goiânia, virou alvo de representação ao Ministério Público Federal após mensagens atribuídas a ela em um grupo interno com profissionais e estagiários da unidade.

O que diz a denúncia sobre o caso em Goiânia?

Segundo a representação, a médica Marcella Segato de Sousa Melo teria orientado, no grupo, que profissionais na enfermaria durante o fim de semana das eleições não dessem alta às pacientes, sob a alegação de que a maioria seria petista. A denúncia também diz que houve outra mensagem com apoio eleitoral e relação entre voto e avaliação de estudantes em estágio.

O caso foi encaminhado ao MPF, à Justiça Eleitoral e à Prefeitura de Goiânia. A manifestação registrada no sistema do Ministério Público Federal recebeu o número 20260081640.

Qual é a posição do hospital sobre as mensagens?

Procurada, a médica afirmou que as falas foram feitas em tom de brincadeira e negou relação entre alta de pacientes, avaliação de estudantes e preferência política. O hospital informou, em nota, que as manifestações ocorreram em grupo interno e privado e representam opiniões pessoais, não um posicionamento da instituição.

A unidade também afirmou que decisões sobre internação, permanência e alta devem seguir critérios clínicos, técnicos, éticos e de segurança. Segundo o hospital, os procedimentos internos necessários serão adotados para apurar os fatos e o contexto das mensagens, com garantia de contraditório e instrução adequada.

Como o Cremego e a representação tratam a denúncia?

O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás informou que denúncias sobre conduta ética de médicos são apuradas e tramitam em sigilo, conforme o Código de Processo Ético-Profissional Médico. O Cremego também disse que solicita esclarecimentos ao médico responsável técnico da instituição citada.

O advogado que enviou a representação, Alan Henrique Silva Marques, afirmou que o caso precisa ser investigado porque envolve uma profissional em posição de chefia dentro de uma unidade pública de saúde. O vereador e advogado Fabrício Rosa também criticou qualquer uso de hierarquia ou serviço público para interferir na liberdade de escolha política.

O que muda para pacientes e profissionais da maternidade?

Até aqui, o caso está em fase de apuração. A informação da unidade é que as decisões sobre alta e permanência de pacientes seguem critérios clínicos e não podem ser guiadas por orientação política. Para profissionais e estagiários, a apuração interna e a análise dos órgãos citados devem definir se houve irregularidade e quais medidas caberão.

Na prática, o processo envolve a rotina de uma maternidade pública de Goiânia e pode levar a providências administrativas, éticas ou eleitorais, caso a investigação confirme alguma infração.

FAQ

O caso já foi julgado?
Não. A representação foi encaminhada para apuração e ainda depende de análise dos órgãos citados.

As mensagens foram confirmadas pela médica?
Ela negou que as falas tenham relação com decisões médicas ou avaliação de estudantes e disse que eram brincadeira.

O hospital pode punir a servidora?
O hospital informou que vai adotar procedimentos internos para apurar os fatos e o contexto das mensagens.

Perguntas frequentes

O caso já foi julgado?

Não. A representação foi encaminhada para apuração e ainda depende de análise dos órgãos citados.

As mensagens foram confirmadas pela médica?

Ela negou que as falas tenham relação com decisões médicas ou avaliação de estudantes e disse que eram brincadeira.

O hospital pode punir a servidora?

O hospital informou que vai adotar procedimentos internos para apurar os fatos e o contexto das mensagens.

Com informações de O Hoje.

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