Mercado Ads amplia commerce media e anuncia parceria com Netflix Ads
Empresa apresentou em São Paulo o modelo de commerce media, com mensuração unificada, social commerce e novas integrações com streaming.
Resumo da notícia
- Mercado Ads apresentou em São Paulo um modelo de funil completo para conectar marca, ativação e conversão.
- A empresa anunciou parceria com a Netflix Ads e ampliou soluções de social commerce com TikTok e creators.
- A estratégia usa dados first-party e promete atribuição unificada entre canais e pontos de contato.
- Ferramentas como Brand Lift Pro e Engage+ reforçam a leitura de impacto e otimização de campanhas.
Mercado Ads apresentou, durante o Break The Tape 2026, em São Paulo, um modelo de commerce media para integrar marca, ativação e conversão em um único ciclo. No evento, a empresa também anunciou parceria com a Netflix Ads e novas soluções para social commerce.
O que a empresa mostrou no Break The Tape 2026
O encontro reuniu anunciantes, agências, vendedores e parceiros para detalhar a estratégia da companhia para o próximo ano. Segundo Márcio Souza, o objetivo é responder às dúvidas do dia a dia dos clientes e mostrar soluções que apoiem metas de negócio.
Na leitura do Mercado Ads, o mercado pede eficiência mensurável e comprovação de retorno real. A empresa afirma que o avanço da mensuração, antes restrita a cliques, agora precisa considerar rastreabilidade mais completa dos resultados.
Por que o commerce media ganhou espaço
Para Pablo García, a fragmentação da atenção entre telas mudou o papel do retail media. O executivo diz que a tecnologia, o crescimento dos e-commerces e a melhora na análise de vendas e audiências ajudaram a criar um novo formato de atuação.
Nesse desenho, a marca deixa de olhar os canais de forma isolada e passa a trabalhar conexões, escala e mensuração dentro do mesmo ecossistema. A empresa afirma que quem adotar essa lógica terá vantagem competitiva.
O conceito ganha força porque a jornada do consumidor já não acontece em linha reta. A exposição à mensagem pode surgir em um ambiente, a busca por informação em outro e a compra em um terceiro ponto, o que pressiona as marcas a unificar leitura de desempenho.
Como funciona o funil completo da plataforma
Segundo Marcelo Gonçalves, a proposta conecta exposição à publicidade digital a comportamentos posteriores, como buscas, visitas a lojas oficiais e aquisição de novos compradores. A meta é reduzir a distância entre métricas de reconhecimento e indicadores de venda.
O executivo afirma que, no commerce media, essa distância cai para zero porque o comércio não fica preso ao marketplace. Qualquer ponto de comunicação ou canal pode virar porta de entrada para o e-commerce, seja no social, no streaming ou no site.
A base dessa integração é o uso de dados first-party apoiado pelo comportamento real de 131 milhões de compradores verificados do Mercado Livre. Com isso, a empresa diz conseguir atribuição unificada, evitando sobreposição de usuários e ajudando a marca a saber qual canal gerou a venda.
Na prática, o modelo tenta resolver um problema recorrente em publicidade digital, que é medir o efeito de cada contato sem duplicar a leitura do mesmo usuário em mais de um ambiente. A companhia sustenta que essa visão torna a comparação entre canais mais confiável.
Quais soluções ajudam a medir marca e resultado
Entre as ferramentas apresentadas estão Brand Lift Pro e Engage+, voltadas, respectivamente, à avaliação de impacto sobre métricas de marca e à otimização de indicadores de campanha. A empresa também conectou a estratégia de mensuração a seu conceito de fonte de verdade única para descrever a jornada do consumidor.
Na prática, isso interessa a empresas que precisam defender investimento em mídia com números consistentes. O foco sai da leitura isolada de alcance ou clique e passa a considerar o efeito combinado das etapas da jornada.
Esse tipo de solução também ajuda a aproximar áreas que costumam trabalhar com métricas diferentes, como branding, performance e varejo. Ao colocar os dados em um mesmo fluxo, a companhia busca dar uma leitura menos fragmentada do que acontece do primeiro contato até a conversão.
O que muda com a parceria com Netflix Ads
Mercado Ads anunciou ainda acordo com a Netflix Ads para combinar dados proprietários do Mercado Livre com o conteúdo da Netflix. A promessa é ampliar o acesso ao inventário publicitário do streaming e aproximar engajamento de audiência e intenção de compra.
Renata Herz disse que a união acontece por meio da solução programática de Mercado Ads. Já Leo Khede informou que a Netflix tem 35 milhões de espectadores mensais ativos no Brasil no plano com anúncios e citou 84% de atenção no conteúdo e nos anúncios, segundo a Amplified Intelligence.
Para a empresa, a parceria amplia a possibilidade de falar com o consumidor em um momento de consumo de conteúdo, sem separar demais mídia e intenção comercial. A lógica é usar o engajamento do streaming como parte do caminho até a compra.
Onde entram CTV e streaming na estratégia
A Connected TV aparece como um dos pilares do funil completo. A companhia já trabalha com parcerias como Disney+, Roku e HBO Max, além da sua própria plataforma, e trata o consumo de conteúdo como parte do caminho até a compra.
Essa expansão faz a mídia sair de um ecossistema digital para um ecossistema de vida, na definição da empresa. O raciocínio é acompanhar o consumidor em diferentes momentos da rotina, e não apenas no instante da transação.
A leitura do Mercado Ads é que a publicidade ganha potência quando o contato acontece em ambientes complementares. O streaming entra como uma das portas possíveis, ao lado de outras experiências de conteúdo e navegação que fazem parte da rotina do usuário.
O papel do social commerce no plano da empresa
O social commerce também ganhou destaque na apresentação. A empresa informou que usuários da América Latina passam, em média, três horas por dia nas redes sociais, o que amplia a influência desses ambientes na decisão de compra.
Segundo Renata Gerez, marcas ainda enfrentam desafios operacionais de escala e mensuração. Como resposta, Mercado Ads apresentou soluções para a rede de 12 milhões de creators e afiliados do Mercado Livre, com modelo de custo por venda, além de formatos como Shoppable Formats, Video Ads e integração com o TikTok.
A proposta é aproximar conteúdo, influência e compra dentro da mesma estrutura de mídia. Para anunciantes, isso reduz a separação entre descoberta e conversão, especialmente quando a jornada passa por criadores, vídeo e ambientes de varejo digital.
O uso do modelo de custo por venda também tenta dar mais previsibilidade ao investimento, porque o pagamento fica vinculado ao resultado comercial. Para marcas que dependem de escala, a combinação entre creators, afiliados e formatos digitais abre uma via de atuação mais conectada à venda.
Como a operação de creators se conecta à venda
O modelo de custo por venda muda a lógica da remuneração porque vincula o pagamento ao resultado comercial. Na prática, isso ajuda marcas que querem relacionar investimento e receita com mais clareza, sem depender só de métricas de vaidade.
Ao integrar formatos de social commerce e fluxo de compra, Mercado Ads tenta encurtar etapas que antes exigiam campanhas separadas para cada fase do funil. A leitura da companhia é que esse desenho atende melhor marcas que precisam escalar presença e, ao mesmo tempo, sustentar mensuração.
O ponto central, segundo a empresa, é tratar mídia e comércio como partes do mesmo processo. Isso permite que a campanha não termine no clique ou na visualização, mas siga até um indicador ligado à operação comercial.
Perguntas frequentes
O que é commerce media?
É um modelo que integra construção de marca, ativação e conversão em um único ciclo. A ideia é ligar exposição à publicidade com ações que levam à venda.
Como a atribuição unificada ajuda as marcas?
Ela reduz a sobreposição de usuários e melhora a leitura de qual canal contribuiu para a venda. Isso torna a análise mais consistente para quem investe em mídia.
Por que a parceria com a Netflix Ads importa?
Ela combina o engajamento do streaming com a intenção de compra do Mercado Livre. Isso amplia o alcance da mídia e melhora a conexão entre conteúdo e resultado comercial.
O que o social commerce muda na prática?
Ele aproxima conteúdo, influência e compra no mesmo fluxo. Assim, a marca pode atuar em redes sociais sem separar tanto descoberta e conversão.
Para que servem Brand Lift Pro e Engage+?
Brand Lift Pro mede impacto sobre métricas de marca, enquanto Engage+ ajuda a otimizar indicadores de campanha. As duas ferramentas reforçam a leitura da jornada em diferentes etapas.
Qual é o papel da Connected TV na estratégia?
Ela amplia os pontos de contato entre consumo de conteúdo e intenção de compra. Na visão da empresa, é um dos pilares para levar a mídia além do ambiente puramente transacional.
O que a empresa busca resolver com esse modelo?
O objetivo é reduzir a distância entre reconhecimento e venda, com mensuração mais ampla e caminhos de compra integrados. A companhia quer dar mais clareza sobre o retorno dos investimentos em mídia.
Perguntas frequentes
O que é commerce media?
É um modelo que integra construção de marca, ativação e conversão em um único ciclo. A ideia é ligar exposição à publicidade com ações que levam à venda.
Como a atribuição unificada ajuda as marcas?
Ela reduz a sobreposição de usuários e melhora a leitura de qual canal contribuiu para a venda. Isso torna a análise mais consistente para quem investe em mídia.
Por que a parceria com a Netflix Ads importa?
Ela combina o engajamento do streaming com a intenção de compra do Mercado Livre. Isso amplia o alcance da mídia e melhora a conexão entre conteúdo e resultado comercial.
O que o social commerce muda na prática?
Ele aproxima conteúdo, influência e compra no mesmo fluxo. Assim, a marca pode atuar em redes sociais sem separar tanto descoberta e conversão.
Para que servem Brand Lift Pro e Engage+?
Brand Lift Pro mede impacto sobre métricas de marca, enquanto Engage+ ajuda a otimizar indicadores de campanha. As duas ferramentas reforçam a leitura da jornada em diferentes etapas.
Qual é o papel da Connected TV na estratégia?
Ela amplia os pontos de contato entre consumo de conteúdo e intenção de compra. Na visão da empresa, é um dos pilares para levar a mídia além do ambiente puramente transacional.
O que a empresa busca resolver com esse modelo?
O objetivo é reduzir a distância entre reconhecimento e venda, com mensuração mais ampla e caminhos de compra integrados. A companhia quer dar mais clareza sobre o retorno dos investimentos em mídia.
Com informações de Meio e Mensagem.
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