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Eleições 2026

Atila Lins faz 118.182 votos e fica fora no Amazonas

MDB somou a maior votação nominal no estado, mas a distribuição proporcional e os votos de legenda deixaram Atila Lins fora da Câmara

Publicado em · 6 min de leitura
Atila Lins faz 118.182 votos e fica fora no Amazonas
Foto: Assembleia Legislativa do Amazonas / Wikimedia Commons (Public domain)

Resumo da notícia

  • O MDB teve a maior votação nominal no Amazonas e abriu a lista de destaque da apuração.
  • Atila Lins ficou fora apesar de ter mais votos que Alfredo Nascimento, último eleito.
  • As 8 vagas foram distribuídas entre MDB, PL, UNIÃO, PSD e REPUBLICANOS.
  • A diplomação está prevista para dezembro de 2026 e a posse para 1º de fevereiro de 2027.

O MDB somou a maior votação nominal na disputa de deputado federal no Amazonas e apareceu no centro da apuração oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atualizada em 5 de outubro de 2026, às 5h07. A leitura final do resultado, porém, ficou marcada pela sobra de Atila Lins, que reuniu 118.182 votos e não levou vaga.

Como ficou a distribuição das vagas no Amazonas

As oito cadeiras ficaram com candidatos de cinco siglas. O MDB fechou com duas vagas, assim como o PL e a UNIÃO. PSD e REPUBLICANOS completaram a bancada com uma vaga cada. O desenho final confirma o peso do voto partidário em disputa proporcional.

  1. Sargento Salazar (PL, nº 2211): 212.948 votos (10,05% dos válidos), Eleito por QP
  2. Sidney Leite (PSD, nº 5555): 138.498 votos (6,53% dos válidos), Eleito por QP
  3. Adail Filho (MDB, nº 1515): 137.148 votos (6,47% dos válidos), Eleito por QP
  4. Fausto JR (UNIÃO, nº 4477): 122.197 votos (5,77% dos válidos), Eleito por QP
  5. Amom Mandel (REPUBLICANOS, nº 1000): 119.480 votos (5,64% dos válidos), Eleito por QP
  6. Saullo Vianna (MDB, nº 1555): 91.726 votos (4,33% dos válidos), Eleito por média
  7. Joana Darc (UNIÃO, nº 4444): 85.461 votos (4,03% dos válidos), Eleito por média
  8. Alfredo Nascimento (PL, nº 2222): 59.271 votos (2,80% dos válidos), Eleito por média

  • MDB: 391.195 votos nominais, 2 eleitos
  • PL: 378.582 votos nominais, 2 eleitos
  • UNIÃO (federação UNIÃO/PP): 310.195 votos nominais, 2 eleitos
  • PSD: 371.900 votos nominais, 1 eleito
  • REPUBLICANOS: 269.082 votos nominais, 1 eleito
  • AVANTE: 134.120 votos nominais, 0 eleitos
  • PT (federação PT/PC do B/PV): 81.204 votos nominais, 0 eleitos
  • PP (federação UNIÃO/PP): 67.433 votos nominais, 0 eleitos
  • PSB: 11.711 votos nominais, 0 eleitos
  • PSOL (federação PSOL/REDE): 9.166 votos nominais, 0 eleitos
  • SOLIDARIEDADE (federação PRD/SOLIDARIEDADE): 8.845 votos nominais, 0 eleitos
  • PCDOB (federação PT/PC do B/PV): 7.450 votos nominais, 0 eleitos
  • PODE: 5.379 votos nominais, 0 eleitos
  • PDT: 4.968 votos nominais, 0 eleitos
  • MISSÃO: 4.416 votos nominais, 0 eleitos
  • REDE (federação PSOL/REDE): 3.077 votos nominais, 0 eleitos
  • DC: 2.975 votos nominais, 0 eleitos
  • NOVO: 1.714 votos nominais, 0 eleitos
  • MOBILIZA: 392 votos nominais, 0 eleitos
  • PSTU: 329 votos nominais, 0 eleitos

Entre os eleitos, Sargento Salazar terminou na frente da disputa individual. Na outra ponta do grupo que entrou, Alfredo Nascimento levou a última vaga com 59.271 votos. O contraste entre os dois ajuda a mostrar como a regra proporcional pode acomodar resultados bem diferentes entre votação nominal e ocupação das cadeiras.

Quem ficou de fora mesmo com votação alta

A principal situação de corte da apuração foi a de Atila Lins. Ele obteve mais votos do que Alfredo Nascimento, mas não entrou entre os oito nomes que ficaram com cadeira. Isso ocorre porque, nessa eleição, a vaga depende do desempenho do partido ou da federação e da ordem interna de votação.

Na lista dos mais votados que não se elegeram, também aparecem Silas Câmara com 93.592 votos e Jesus Alves com 74.111. Ainda ficaram fora Tadeu de Souza, Dra Aryel Almeida, Thaysa Lippy, Vanda Witoto, Coronel Rosses, Pauderney e Delegado Tayah, todos dentro do grupo de maior votação que não cruzou a linha das vagas.

  1. Atila Lins (PSD): 118.182 votos (5,58%)
  2. Silas Câmara (REPUBLICANOS): 93.592 votos (4,42%)
  3. Jesus Alves (MDB): 74.111 votos (3,50%)
  4. Tadeu de Souza (PP): 62.903 votos (2,97%)
  5. Dra Aryel Almeida (AVANTE): 58.348 votos (2,75%)
  6. Thaysa Lippy (UNIÃO): 53.376 votos (2,52%)
  7. Vanda Witoto (MDB): 43.891 votos (2,07%)
  8. Coronel Rosses (PL): 38.634 votos (1,82%)
  9. Pauderney (PSD): 38.283 votos (1,81%)
  10. Delegado Tayah (PT): 36.740 votos (1,73%)

Como a regra proporcional definiu o resultado

Na eleição para deputado federal, as cadeiras são distribuídas primeiro entre partidos e federações que alcançam o quociente eleitoral. Depois, as vagas de cada legenda vão para os candidatos mais votados dentro do próprio grupo. É por isso que um nome pode ficar fora mesmo com votação elevada, enquanto outro, com menos votos, pode entrar pela posição da chapa.

No Amazonas, o quociente eleitoral foi de 264.906 votos. O resultado oficial mostra também que a maior bancada ficou com o MDB, mas o total de cadeiras se repartiu entre quatro legendas e uma federação. A apuração reforça que, em eleição proporcional, a disputa não é apenas entre pessoas, e sim entre listas partidárias.

Participação, abstenção e votos na totalização

Seções totalizadas8.157 de 8.157 (100,00%)
Eleitorado apto2.796.053
Compareceram2.232.271 (79,84%)
Abstenção563.782 (20,16%)
Votos válidos2.119.485 (94,95%)
Votos em branco68.407 (3,06%)
Votos nulos44.379 (1,99%)
Votos de legenda55.352

A totalização fechou com todas as seções contabilizadas e confirmou um comparecimento abaixo do total de aptos. A diferença entre presença e ausência do eleitorado ajuda a dimensionar o tamanho da disputa, enquanto o volume de votos válidos mostra a base usada para dividir as vagas.

Os votos nominais ficaram acima dos votos de legenda, o que indica preferência direta por candidatos em vez de opção apenas pela sigla. Já os brancos e nulos entraram como parte do quadro geral da apuração, sem interferir na distribuição das cadeiras.

O que acontece depois da totalização

Com a apuração encerrada, a próxima etapa é a diplomação dos eleitos pela Justiça Eleitoral, prevista para dezembro de 2026. Depois disso, os deputados federais eleitos tomam posse em 1º de fevereiro de 2027, para mandato de quatro anos.

O resultado divulgado pelo TSE já define quem ocupa as vagas do Amazonas, mas ainda há a formalização do calendário institucional antes do início do mandato. Até lá, a relação de eleitos e suplentes permanece como referência oficial da disputa.

Perguntas frequentes

Como o TSE definiu os eleitos no Amazonas?
Primeiro, pela divisão das vagas entre as legendas que alcançaram o quociente eleitoral. Depois, pelos mais votados dentro de cada partido ou federação.

Por que Atila Lins não se elegeu com mais votos?
Porque a votação individual não basta sozinha em eleição proporcional. A vaga depende também do espaço conquistado pela legenda na distribuição geral.

Quem liderou a votação entre os eleitos?
Sargento Salazar foi o mais votado entre os nomes que entraram na Câmara.

Quando sai a diplomação?
A diplomação deve ocorrer em dezembro de 2026, pela Justiça Eleitoral.

Quando os deputados federais tomam posse?
A posse está prevista para 1º de fevereiro de 2027.

Perguntas frequentes

Como o TSE definiu os eleitos no Amazonas?

A distribuição começou pelas vagas das legendas que alcançaram o quociente eleitoral. Depois, as cadeiras foram ocupadas pelos mais votados dentro de cada grupo.

Por que Atila Lins não se elegeu com mais votos?

Porque a eleição é proporcional. A votação individual precisa vir acompanhada de espaço suficiente da legenda na divisão das vagas.

Quem liderou a votação entre os eleitos?

Sargento Salazar foi o mais votado entre os candidatos que entraram.

Quando sai a diplomação?

A Justiça Eleitoral deve fazer a diplomação em dezembro de 2026.

Quando os deputados federais tomam posse?

A posse está prevista para 1º de fevereiro de 2027.

Com informações de Tribunal Superior Eleitoral.

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