Galeno Torquato tem 46.129 votos e não é eleito no RN
Totalização do TSE confirma 24 eleitos; PL ficou com 7 vagas e a última cadeira saiu pela média.
Resumo da notícia
- A totalização do TSE foi encerrada no Rio Grande do Norte para deputado estadual, com 24 vagas preenchidas.
- Galeno Torquato teve mais votos do que Camila Araújo, mas não entrou na lista final de eleitos.
- O PL terminou com a maior bancada, enquanto outras siglas ficaram sem cadeira na Assembleia.
- A regra proporcional explica por que votos altos não garantem vaga quando a legenda não alcança a distribuição necessária.
A totalização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para deputado estadual no Rio Grande do Norte foi finalizada às 23:01:48 de 4 de outubro de 2026. O resultado fechou a disputa pelas 24 vagas da Assembleia Legislativa e fixou o quociente eleitoral em 80.763 votos.
Como ficou a apuração no estado
As 8.115 seções do Rio Grande do Norte foram totalizadas integralmente. O eleitorado apto somou 2.656.207 pessoas, e o comparecimento chegou a 2.167.714, o que deixou a abstenção em 488.493.
Entre os votos depositados, 1.942.231 foram válidos. O restante se dividiu entre 103.009 votos em branco e 122.474 nulos, conforme a totalização oficial da Justiça Eleitoral.
Nos votos válidos, o TSE separa a votação nominal da votação de legenda. Foram 1.849.787 votos nominais e 88.522 de legenda. Essa separação é parte central do sistema proporcional, porque o desempenho da sigla também entra na disputa pelas cadeiras.
Por que a eleição para deputado estadual é proporcional
No cargo de deputado estadual, a vaga não é definida apenas pela soma individual de votos. A regra começa pela legenda: os partidos e federações precisam alcançar o quociente eleitoral para participar da distribuição das cadeiras.
Depois dessa etapa, as vagas são preenchidas pelos nomes mais votados dentro de cada grupo. É por isso que a votação de um candidato pode ser alta e, ainda assim, não gerar mandato. Também pode acontecer o inverso, com um nome entrando com menos votos porque a sigla alcançou a cadeira na distribuição interna.
Esse modelo aparece com nitidez no resultado do Rio Grande do Norte. A apuração mostra que a força do voto nominal não basta sozinha. O que conta, ao fim, é a conversão dessa votação em cadeira dentro da legenda ou da federação.
Quem entrou na Assembleia Legislativa
O TSE confirmou os 24 eleitos. A composição final reúne candidatos de diferentes partidos e registra situações distintas na forma de acesso à vaga. Parte entrou por quociente partidário e parte pela média, mecanismo usado para preencher a distribuição restante depois que a legenda já tem direito a participar do rateio.
- Coronel Azevedo (PL, nº 22222): 105.403 votos (5,43% dos válidos), Eleito por QP
- Ezequiel (PSDB, nº 45678): 73.217 votos (3,77% dos válidos), Eleito por QP
- Robson Carvalho (UNIÃO, nº 44555): 69.542 votos (3,58% dos válidos), Eleito por QP
- Julio Cesar (PP, nº 11555): 66.750 votos (3,44% dos válidos), Eleito por QP
- Kleber Rodrigues (PP, nº 11999): 66.172 votos (3,41% dos válidos), Eleito por QP
- Francisco do PT (PT, nº 13222): 62.660 votos (3,23% dos válidos), Eleito por QP
- Kaline de Dr. Bernardo (PV, nº 43000): 61.905 votos (3,19% dos válidos), Eleito por QP
- Cinthia de Allyson (UNIÃO, nº 44444): 61.586 votos (3,17% dos válidos), Eleito por QP
- Isolda Dantas (PT, nº 13123): 60.239 votos (3,10% dos válidos), Eleito por QP
- Divaneide Basílio (PT, nº 13613): 59.680 votos (3,07% dos válidos), Eleito por QP
- Neilton Diógenes (PP, nº 11111): 57.715 votos (2,97% dos válidos), Eleito por QP
- Dr. Kerginaldo (PL, nº 22100): 54.165 votos (2,79% dos válidos), Eleito por QP
- Dr Gustavo Soares (PSDB, nº 45123): 53.701 votos (2,76% dos válidos), Eleito por QP
- Nelter Queiroz (PP, nº 11222): 52.387 votos (2,70% dos válidos), Eleito por média
- Daniel Valença (PT, nº 13111): 52.099 votos (2,68% dos válidos), Eleito por QP
- Tomba Farias (PL, nº 22333): 50.350 votos (2,59% dos válidos), Eleito por QP
- Cristiane Dantas (PSDB, nº 45555): 49.589 votos (2,55% dos válidos), Eleito por QP
- Gustavo Carvalho (PL, nº 22888): 49.531 votos (2,55% dos válidos), Eleito por QP
- Bibiano (MDB, nº 15555): 49.038 votos (2,52% dos válidos), Eleito por QP
- Eudiane Macedo (PV, nº 43666): 48.489 votos (2,50% dos válidos), Eleito por QP
- Ivanilson Oliveira (PV, nº 43333): 47.831 votos (2,46% dos válidos), Eleito por média
- Luíz Eduardo (PL, nº 22555): 39.918 votos (2,06% dos válidos), Eleito por QP
- Adjuto Dias (PL, nº 22111): 37.874 votos (1,95% dos válidos), Eleito por QP
- Camila Araújo (PL, nº 22777): 31.438 votos (1,62% dos válidos), Eleito por média
O conjunto dos eleitos também ajuda a mostrar a diferença entre desempenho individual e resultado coletivo. Há nomes com votação muito acima do quociente eleitoral e outros que chegaram com número bem menor. A posição final depende da soma da legenda e da ordem interna de votação.
O caso de Galeno Torquato e Camila Araújo
O dado mais forte da disputa está na diferença entre Galeno Torquato e Camila Araújo. Galeno somou 46.129 votos e ficou fora da Assembleia. Camila entrou com 31.438 votos.
Os dois números mostram como a eleição proporcional não segue a lógica de uma disputa majoritária. A votação individual é relevante, mas precisa ser convertida pela legenda em cadeira. Quando isso não ocorre, um candidato com desempenho maior pode terminar sem vaga, enquanto outro com votação menor aparece na relação dos eleitos.
A lista dos mais votados que não se elegeram também inclui Eriko Jácome, Ubaldo Fernandes, Walter Alves, Jorge do Rosário, Terezinha Maia, Getúlio Rêgo, Gabriel César, Taveira Júnior e Anne Lagartixa. O grupo reforça que a transição entre eleitos e suplentes foi definida por uma combinação de votos nominais, legenda e distribuição de cadeiras.
Como os partidos converteram votos em cadeiras
O PL terminou a disputa com a maior bancada. A sigla somou 518.179 votos nominais, lançou 25 candidatos e ficou com 7 vagas.
Na sequência, o PT, o PP, o PSDB, o PV, o UNIÃO e o MDB também obtiveram representação na Assembleia. Cada partido ou federação aparece com volume próprio de votos e quantidade distinta de eleitos, o que mostra como a conversão em mandato depende do desempenho da legenda e da disputa interna entre seus nomes.
Entre as siglas que não chegaram à distribuição de cadeiras estão PSOL, MISSÃO, PCDOB, PRD, REDE, CIDADANIA, UP e PSTU. Mesmo com candidatos e votação total, essas legendas não alcançaram espaço suficiente para transformar os votos em cadeira.
No caso das federações, os dados oficiais do TSE somam as legendas que compõem o bloco para efeito de cálculo. É por isso que aparecem os conjuntos PT com PC do B e PV, UNIÃO com PP, PSDB com CIDADANIA e PSOL com REDE. A votação agregada entra no cálculo da distribuição, e não apenas a força de um partido isoladamente.
O que significam os votos nominais e de legenda
Os votos nominais são dados diretamente a um candidato. Já os de legenda reforçam a conta do partido. Na eleição proporcional, os dois tipos têm peso, porque ajudam a definir se a sigla alcança ou não o patamar necessário para disputar vagas.
Quando a legenda soma votos suficientes, ela abre espaço na disputa interna. A partir daí, os nomes mais votados do grupo ocupam as cadeiras conforme a regra de distribuição. Sem essa base coletiva, a votação individual pode não se converter em mandato.
O resultado do Rio Grande do Norte deixa essa lógica explícita. O eleitor escolhe o candidato, mas o sistema entrega a vaga conforme a força conjunta do partido ou da federação. Essa é a razão de haver eleitos com números diferentes e, ao mesmo tempo, nomes bem votados fora da lista final.
Faixa de votação entre os eleitos
Entre os eleitos, o mais votado foi Coronel Azevedo, com 105.403 votos e 5,43% dos válidos. No extremo oposto da lista aparece Camila Araújo, que se elegeu com 31.438 votos e 1,62% dos válidos.
Essa diferença ajuda a dimensionar a amplitude da disputa. A composição final não foi definida por um corte único de votos, mas por uma sequência de resultados internos em cada partido e federação. Em alguns casos, a distância entre candidatos vizinhos na lista foi pequena, o que reforça o peso da distribuição.
A maior parte dos eleitos entrou por quociente partidário. Uma parcela menor chegou pela média, etapa usada quando ainda há vagas a preencher depois da aplicação do quociente. Essa distinção faz parte do mecanismo oficial e aparece no resultado final divulgado pelo TSE.
O perfil dos eleitos e a composição da Assembleia
O TSE também informa o perfil etário dos eleitos. O mais novo tem 30 anos, o mais velho tem 70 anos e a média ficou em 52 anos.
Esse dado não altera a apuração, mas ajuda a descrever a composição da legislatura que vai começar. O retrato etário fica registrado junto do resultado final e passa a integrar o conjunto de informações oficiais da eleição.
Ao lado desse perfil, a distribuição das vagas mostra um cenário com forte presença de algumas legendas e ausência completa de outras. O resultado final não depende apenas da quantidade de candidatos lançados, mas da soma obtida por cada bloco ao longo da disputa.
O que acontece depois da totalização
Com a totalização encerrada, a etapa seguinte é a diplomação dos eleitos pela Justiça Eleitoral, prevista para dezembro de 2026. A diplomação formaliza o resultado e encerra a fase eleitoral antes da posse.
A posse dos deputados estaduais está marcada para 1º de fevereiro de 2027, quando começa o mandato de quatro anos. Esse calendário não altera o resultado definido nas urnas, mas organiza a passagem entre a apuração e o início do exercício do cargo.
O resultado divulgado pelo TSE é oficial e consolida a composição da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte para a próxima legislatura. A totalização final encerra a disputa e fixa a relação de eleitos, suplentes e partidos com representação.
Distribuição dos votos no estado
A votação nominal totalizou 1.849.787 votos, enquanto os votos de legenda somaram 88.522. A soma desses componentes ajuda a entender como se formou a base da disputa proporcional no estado.
Entre os votos não aproveitados para candidatura individual, os brancos e nulos também entram no retrato final da eleição. Eles não participam da distribuição de cadeiras, mas integram o conjunto do comparecimento e mostram a proporção de escolhas não válidas dentro do total depositado.
O comparecimento de 2.167.714 eleitores, diante do eleitorado apto informado pela Justiça Eleitoral, também ajuda a dimensionar a participação no pleito. A apuração fechada pelo TSE reúne todos esses elementos no balanço oficial do resultado.
O que a lista dos suplentes mostra
Os primeiros suplentes da legenda reforçam o efeito da regra proporcional. A lista traz nomes com votação expressiva que ficaram fora da Assembleia porque a distribuição final não abriu cadeira para todos os desempenhos individuais relevantes.
Esse grupo é importante porque mostra a distância entre a votação recebida e a vaga efetivamente ocupada. Em eleições proporcionais, a suplência não depende apenas do volume de votos, mas da posição final da legenda no cálculo do quociente e da média.
Por isso, a relação de suplentes é parte do resultado, e não apenas uma lista acessória. Ela revela quais candidaturas ficaram mais perto de entrar pela regra vigente e quais ficaram fora da distribuição final.
Perguntas frequentes
Qual órgão divulgou o resultado? O resultado foi divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral, na totalização oficial da Justiça Eleitoral.
Quantas vagas estavam em disputa? Foram 24 vagas para deputado estadual no Rio Grande do Norte.
Qual foi o quociente eleitoral? O quociente eleitoral ficou em 80.763 votos.
Quantas seções foram totalizadas? Todas as 8.115 seções do estado entraram na totalização.
Quantos eleitores compareceram? O comparecimento foi de 2.167.714 eleitores.
Quantos votos válidos houve? O total de votos válidos foi de 1.942.231.
Quantos votos foram em branco e nulos? Foram 103.009 votos em branco e 122.474 nulos.
Quando sai a diplomação? A diplomação dos eleitos está prevista para dezembro de 2026.
Quando começa o mandato? A posse está marcada para 1º de fevereiro de 2027, com mandato de quatro anos.
Quem teve mais votos na disputa? Coronel Azevedo foi o mais votado entre os eleitos, com 105.403 votos.
Quem foi o mais votado e ficou fora? Galeno Torquato teve 46.129 votos e não se elegeu.
Qual partido fez a maior bancada? O PL ficou com 7 das 24 vagas.
Quantos votos nominais e de legenda foram registrados? Foram 1.849.787 votos nominais e 88.522 de legenda.
Quantos candidatos foram eleitos? O TSE confirmou 24 eleitos.
Participação e votos
| Seções totalizadas | 8.115 de 8.115 (100,00%) |
|---|---|
| Eleitorado apto | 2.656.207 |
| Compareceram | 2.167.714 (81,61%) |
| Abstenção | 488.493 (18,39%) |
| Votos válidos | 1.942.231 (89,60%) |
| Votos em branco | 103.009 (4,75%) |
| Votos nulos | 122.474 (5,65%) |
| Votos de legenda | 88.522 |
A votação em números
Cadeiras por partido
Perguntas frequentes
Qual órgão divulgou o resultado?
O resultado foi divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral, na totalização oficial da Justiça Eleitoral.
Quantas vagas estavam em disputa?
Foram 24 vagas para deputado estadual no Rio Grande do Norte.
Qual foi o quociente eleitoral?
O quociente eleitoral ficou em 80.763 votos.
Quando sai a diplomação?
A diplomação dos eleitos está prevista para dezembro de 2026.
Quando começa o mandato?
A posse está marcada para 1º de fevereiro de 2027, com mandato de quatro anos.
Com informações de Tribunal Superior Eleitoral.
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