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Eleições 2026

Robinson Faria faz 123.008 votos e não é eleito no RN

Totalização do TSE no Rio Grande do Norte confirma oito eleitos e mostra candidato com votação maior fora da lista de escolhidos.

Publicado em · 11 min de leitura
Robinson Faria faz 123.008 votos e não é eleito no RN
Foto: Dênio Simões/Agência Brasília / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Resumo da notícia

  • A totalização do TSE fechou as oito vagas do Rio Grande do Norte na Câmara dos Deputados.
  • Robinson Faria teve mais votos do que Thabatta Pimenta, mas ficou fora da lista dos eleitos.
  • O PL levou a maior bancada do estado, com três cadeiras.
  • A participação ficou em 81,61%, com 18,39% de abstenção.

A totalização do Tribunal Superior Eleitoral confirmou a bancada do Rio Grande do Norte na Câmara dos Deputados e deixou um caso fora da curva: Robinson Faria terminou com 123.008 votos, mas não levou a vaga.

Quem foi eleito para deputado federal no Rio Grande do Norte

As oito cadeiras ficaram com Natália Bonavides, Nina, Benes Leocádio, Sargento Gonçalves, General Girão, Dr. Bernardo, João Maia e Thabatta Pimenta. O resultado saiu da totalização oficial da Justiça Eleitoral e fechou a apuração do primeiro turno no estado.

  1. Natália Bonavides (PT, nº 1311): 215.509 votos (10,95% dos válidos), Eleito por QP
  2. Nina (PL, nº 2233): 185.248 votos (9,41% dos válidos), Eleito por QP
  3. Benes Leocádio (UNIÃO, nº 4444): 171.396 votos (8,71% dos válidos), Eleito por QP
  4. Sargento Gonçalves (PL, nº 2222): 154.073 votos (7,83% dos válidos), Eleito por QP
  5. General Girão (PL, nº 2210): 133.258 votos (6,77% dos válidos), Eleito por QP
  6. Dr. Bernardo (PV, nº 4300): 130.835 votos (6,65% dos válidos), Eleito por QP
  7. João Maia (PP, nº 1111): 123.040 votos (6,25% dos válidos), Eleito por média
  8. Thabatta Pimenta (PV, nº 4343): 92.743 votos (4,71% dos válidos), Eleito por média

O desenho final mostra como a eleição proporcional separa votação individual e ocupação do mandato. O nome mais votado nem sempre leva a última vaga, porque a cadeira depende do desempenho da legenda, da federação e do encaixe com a regra de distribuição.

Como a regra distribui as cadeiras

Na eleição para deputado federal, a votação do partido ou da federação abre o caminho para as vagas. Depois que a legenda entra no rateio, os nomes mais votados dentro daquele grupo ocupam as cadeiras disponíveis. O eleitor escolhe a candidatura ou a legenda, mas a apuração transforma esse voto em mandato pela soma do bloco partidário.

Esse modelo explica por que o resultado não segue uma simples ordem de votos no estado. O desempenho do conjunto pesa primeiro. Só depois a lista interna define quem fica com cada assento. Em disputas proporcionais, a diferença entre estar em uma sigla forte e em uma sigla sem cadeiras altera o resultado final mesmo quando a votação pessoal é alta.

No Rio Grande do Norte, essa lógica aparece com nitidez porque houve vagas preenchidas por quociente e por média. O sistema não encerra a apuração no primeiro cálculo. Ele avança para a distribuição das sobras, etapa que pode abrir espaço para candidaturas que completam a ocupação das cadeiras quando a conta inicial ainda deixa assentos disponíveis.

O quociente eleitoral foi de 245.962 votos. Esse é o parâmetro usado para a primeira divisão das vagas, porque indica o tamanho do bloco de votos necessário para que partidos e federações entrem no rateio da Câmara. A partir daí, a distribuição segue para as vagas remanescentes dentro do mesmo modelo proporcional.

Por que Robinson Faria não ficou com a vaga

Robinson Faria apareceu como o candidato mais votado entre os que não se elegeram, mas a votação isolada não bastou para garantir uma cadeira. A diferença entre o total individual e o desempenho da legenda é o ponto central desse tipo de apuração.

Thabatta Pimenta ficou com a última vaga do estado após receber 92.743 votos. A comparação entre os dois nomes mostra o efeito prático da regra proporcional: um candidato pode superar outro em votos e, ainda assim, ficar fora da Câmara se a legenda não converter aquele volume em cadeira.

Esse resultado não é uma exceção do sistema, mas a forma como ele opera. A legenda precisa entrar no jogo da distribuição e, depois, seus nomes disputam entre si as vagas disponíveis. Quando a sigla alcança cadeira, o lugar vai para o mais votado dentro dela, e não necessariamente para quem tem a maior votação geral do estado.

Natália Bonavides foi a mais votada da disputa. Na outra ponta dos eleitos, Thabatta Pimenta fechou a lista das oito vagas. Os dois números ajudam a ler a distância entre a votação mais alta do estado e a menor votação entre os nomes que conquistaram cadeira.

  1. Robinson Faria (PP): 123.008 votos (6,25%)
  2. Cabo Deyvison (PL): 100.795 votos (5,12%)
  3. Juninho Saia Rodada (PL): 84.156 votos (4,28%)
  4. Mineiro (PT): 75.091 votos (3,82%)
  5. Carla Dickson (PL): 67.632 votos (3,44%)
  6. Odon Junior (PT): 51.402 votos (2,61%)
  7. Faustino (UNIÃO): 40.922 votos (2,08%)
  8. Brisa (PT): 27.676 votos (1,41%)
  9. Pedro Filho (PL): 19.500 votos (0,99%)
  10. Coronel Brilhante (PL): 12.117 votos (0,62%)

Quem liderou a votação e quem ficou na suplência

A lista dos suplentes ajuda a entender como a votação pode ficar concentrada em candidaturas que não alcançam cadeira. Robinson Faria liderou esse grupo, seguido por Cabo Deyvison, Juninho Saia Rodada, Mineiro, Carla Dickson, Odon Junior, Faustino, Brisa, Pedro Filho e Coronel Brilhante.

  • PL: 760.545 votos nominais, 3 eleitos
  • PV (federação PT/PC do B/PV): 223.578 votos nominais, 2 eleitos
  • PT (federação PT/PC do B/PV): 381.606 votos nominais, 1 eleito
  • PP (federação UNIÃO/PP): 256.508 votos nominais, 1 eleito
  • UNIÃO (federação UNIÃO/PP): 220.183 votos nominais, 1 eleito
  • PDT: 15.974 votos nominais, 0 eleitos
  • PCDOB (federação PT/PC do B/PV): 8.339 votos nominais, 0 eleitos
  • AVANTE: 7.624 votos nominais, 0 eleitos
  • MISSÃO: 7.144 votos nominais, 0 eleitos
  • PSDB (federação PSDB/CIDADANIA): 6.504 votos nominais, 0 eleitos
  • NOVO: 5.355 votos nominais, 0 eleitos
  • SOLIDARIEDADE (federação PRD/SOLIDARIEDADE): 5.248 votos nominais, 0 eleitos
  • PSB: 2.493 votos nominais, 0 eleitos
  • PRD (federação PRD/SOLIDARIEDADE): 2.361 votos nominais, 0 eleitos
  • UP: 935 votos nominais, 0 eleitos
  • MOBILIZA: 859 votos nominais, 0 eleitos
  • PSOL (federação PSOL/REDE): 631 votos nominais, 0 eleitos
  • DC: 507 votos nominais, 0 eleitos
  • CIDADANIA (federação PSDB/CIDADANIA): 484 votos nominais, 0 eleitos

Esse quadro mostra um aspecto típico do sistema proporcional: o eleitorado pode distribuir muitos votos em determinados nomes, mas a conversão em mandato depende da conta partidária. Em uma mesma disputa, há candidatos com votação suficiente para chamar atenção, porém sem posição na legenda que permita alcançar a Câmara.

Também fica clara a diferença entre ficar perto da vaga e efetivamente entrar. Os primeiros suplentes são os nomes imediatamente seguintes na ordem do partido ou da federação. Eles não assumem cadeira no resultado oficial divulgado agora, mas ocupam posição na fila interna do grupo, conforme a regra da eleição proporcional.

Como ficou a votação por partido

O PL somou 760.545 votos nominais e ficou com três das oito vagas. Foi a maior bancada do estado. Depois dele, o PV, o PT, o PP e o UNIÃO completaram a distribuição das cadeiras. As demais siglas não alcançaram representação.

Seções totalizadas8.115 de 8.115 (100,00%)
Eleitorado apto2.656.207
Compareceram2.167.714 (81,61%)
Abstenção488.493 (18,39%)
Votos válidos1.967.700 (90,77%)
Votos em branco105.390 (4,86%)
Votos nulos94.624 (4,37%)
Votos de legenda60.822

O número de candidatos por partido também ajuda a dimensionar a disputa. Algumas legendas lançaram muitos nomes e ainda assim não entraram no rateio de cadeiras, enquanto outras transformaram um conjunto menor de votos em representação na Câmara. No sistema proporcional, quantidade de candidatos e volume total de votos não se traduzem automaticamente em vaga.

Entre os partidos com cadeira, o PV aparece com duas eleições, o PT com uma, o PP com uma e o UNIÃO com uma. Isso fecha a composição da bancada com cinco siglas representadas e dá ao PL a fatia mais alta do resultado estadual.

Do outro lado, PDT, PCDOB, AVANTE, MISSÃO, PSDB, NOVO, SOLIDARIEDADE, PSB, PRD, UP, MOBILIZA, PSOL, DC e CIDADANIA ficaram sem cadeira. A presença dessas legendas na disputa mostra que nem toda votação se converte em assento, porque a distribuição exige desempenho suficiente do grupo e enquadramento na regra de cálculo.

Participação, abstenção e votos da urna

O quadro da totalização registrou 8.115 seções totalizadas, o que representa o fechamento integral da apuração no estado. O eleitorado apto nas seções totalizadas foi de 2.656.207 pessoas, número que coincide com o total do eleitorado informado para a disputa.

O comparecimento atingiu 2.167.714 eleitores, com abstenção de 488.493. Em termos proporcionais, a participação ficou em 81,61% e a ausência em 18,39%. Esses índices ajudam a compor a fotografia da votação no dia do primeiro turno, sem alterar a lista final de eleitos.

Os votos válidos chegaram a 1.967.700, o equivalente a 90,77% do total de votos. Dentro desse conjunto, 1.906.878 foram nominais e 60.822 de legenda. Os votos em branco somaram 105.390, e os nulos, 94.624.

Essa divisão é relevante porque a eleição proporcional considera tanto a escolha direta de candidatos quanto a opção pela legenda. Os votos de legenda entram no cálculo e reforçam a força do partido ou da federação, enquanto os nominais ajudam a ordenar as candidaturas dentro de cada grupo.

No caso do Rio Grande do Norte, o sistema fechou a apuração com a distribuição completa das oito vagas e com a separação definida entre votos válidos, brancos e nulos. O resultado divulgado pelo TSE encerra a etapa de totalização para o cargo de deputado federal no estado.

O que os números mostram sobre a bancada

A bancada potiguar foi formada por nomes que ocuparam posições diferentes na contagem geral, mas todos passaram pela mesma regra de distribuição. Natália Bonavides liderou a votação geral e João Maia entrou pela média, enquanto Thabatta Pimenta fechou a lista de eleitos com a menor votação entre os escolhidos.

Essa combinação confirma que a ordem dos mais votados no estado não é suficiente para definir a Câmara. A eleição proporcional trabalha com dois planos ao mesmo tempo, o desempenho coletivo da legenda e a disputa individual entre os nomes do mesmo grupo. O resultado final nasce da soma desses dois fatores.

O caso de Robinson Faria sintetiza essa lógica. A candidatura dele teve volume expressivo de votos, mas a conversão em cadeira não aconteceu. Já Thabatta Pimenta entrou com votação menor e saiu eleita, porque a engrenagem da distribuição a colocou dentro das vagas finais.

Em termos de composição, o PL consolidou o maior bloco da bancada. PV, PT, PP e UNIÃO completaram a ocupação das cadeiras, e a conta final do estado ficou fechada sem alteração após a totalização. É esse quadro que a Justiça Eleitoral registra como resultado oficial.

O perfil etário dos eleitos também foi informado na apuração: o mais novo tem 34 anos, o mais velho tem 73 anos, e a média é de 54 anos. O dado descreve o grupo escolhido pelo eleitorado sem interferir na ordem das cadeiras.

Quando sai a diplomação e quando começa a posse

Com a totalização finalizada, a próxima etapa é a diplomação dos eleitos, feita pela Justiça Eleitoral em dezembro de 2026. Depois disso, a posse dos deputados federais está marcada para 1º de fevereiro de 2027.

Esse é o encerramento administrativo da eleição e a abertura do mandato. Até a diplomação, o que vale é a lista oficial divulgada pelo TSE. A partir da posse, os eleitos assumem o exercício do cargo para um período de quatro anos.

A atualização usada nesta apuração é de 04/10/2026 23:01:48, no horário de Brasília. O TSE informou a situação da totalização como finalizada, com todos os números consolidados para o Rio Grande do Norte.

Perguntas frequentes

Quantas vagas estavam em disputa no Rio Grande do Norte?
Foram oito vagas para deputado federal.

Qual foi o partido com mais cadeiras?
O PL ficou com três assentos.

Qual candidato fez mais votos no estado?
Natália Bonavides teve a maior votação da disputa.

Quem entrou com menos votos entre os eleitos?
Thabatta Pimenta foi a última eleita na lista oficial.

Por que um candidato com mais votos pode ficar fora?
Porque a vaga depende do desempenho da legenda e da distribuição proporcional, não só do total individual.

Os votos de legenda contam para a apuração?
Sim. Eles entram na conta dos votos válidos e ajudam a definir as cadeiras.

Quando a Justiça Eleitoral faz a diplomação?
Em dezembro de 2026.

Quando começa o mandato?
Em 1º de fevereiro de 2027.

Perguntas frequentes

Quantas vagas estavam em disputa no Rio Grande do Norte?

Foram oito vagas para deputado federal.

Qual foi o partido com mais cadeiras?

O PL ficou com três assentos.

Qual candidato fez mais votos no estado?

Natália Bonavides teve a maior votação da disputa.

Quem entrou com menos votos entre os eleitos?

Thabatta Pimenta foi a última eleita na lista oficial.

Por que um candidato com mais votos pode ficar fora?

Porque a vaga depende do desempenho da legenda e da distribuição proporcional, não só do total individual.

Com informações de Tribunal Superior Eleitoral.

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