Geska de Laurinho faz 32.141 votos e fica fora da Assembleia da Paraíba
TSE finaliza totalização e mostra que a regra proporcional deixou candidato com mais votos de fora da lista dos 36 eleitos.
Resumo da notícia
- TSE finalizou a totalização do primeiro turno na Paraíba para deputado estadual.
- Geska de Laurinho fez 32.141 votos e não entrou, enquanto Flávio Brasileiro ficou com a última vaga.
- PP liderou a distribuição de cadeiras com 8 das 36 vagas.
- A apuração registrou 82,60% de comparecimento e 17,40% de abstenção.
A totalização do Tribunal Superior Eleitoral para deputado estadual na Paraíba foi finalizada em 04/10/2026 às 23:22:24. O resultado fechou as 36 vagas e registrou um caso em que a votação individual não bastou para garantir cadeira.
Geska de Laurinho, do PL, somou 32.141 votos e ficou fora da Assembleia. Flávio Brasileiro, do PT, entrou com 23.756. A diferença entre os dois resume a lógica da eleição proporcional.
Como terminou a apuração na Paraíba
O TSE informou que a totalização chegou ao fim com 10.712 seções apuradas, o que representa 100,00% do universo considerado. O eleitorado apto nas seções totalizadas foi de 3.241.966, mesmo número do total do eleitorado usado na apuração oficial.
O comparecimento ficou em 2.677.904, equivalente a 82,60% do eleitorado. A abstenção foi de 564.062, ou 17,40%.
Entre os votos registrados, os válidos somaram 2.422.441, o que corresponde a 90,46% do total. Dentro desse grupo, os votos nominais chegaram a 2.249.989 e os votos de legenda, a 149.399.
Também apareceram 139.955 votos em branco, que representam 5,23%, e 115.508 votos nulos, equivalentes a 4,31%.
Como funciona a eleição proporcional para deputado estadual
O cargo de deputado estadual é definido por sistema proporcional. Isso significa que a cadeira não depende apenas da votação individual mais alta. Primeiro, a legenda ou federação precisa alcançar a força necessária na soma dos votos válidos. Depois, as vagas são distribuídas entre os nomes mais votados dentro dessa mesma legenda.
Essa regra ajuda a explicar por que um candidato pode ficar fora mesmo com votação elevada. Se o partido não converte a soma de votos em cadeira, a votação pessoal não basta.
O inverso também acontece. Um candidato com número menor pode entrar se estiver em um partido que conquistou espaço na distribuição final das vagas.
Nesta eleição, o quociente eleitoral ficou em 66.650 votos. Esse é o parâmetro usado para orientar a divisão das cadeiras entre os partidos e federações que participaram da disputa.
- Nilvan Ferreira (PL, nº 22222): 77.089 votos (3,18% dos válidos), Eleito por QP
- Adriano Galdino (REPUBLICANOS, nº 10444): 75.366 votos (3,11% dos válidos), Eleito por QP
- Olívia Motta (REPUBLICANOS, nº 10111): 67.991 votos (2,81% dos válidos), Eleito por QP
- Wilson Filho (REPUBLICANOS, nº 10110): 61.388 votos (2,53% dos válidos), Eleito por QP
- Felipe Leitão (MDB, nº 15999): 58.278 votos (2,41% dos válidos), Eleito por QP
- Deputa Mané Buchada (PL, nº 22422): 53.641 votos (2,21% dos válidos), Eleito por QP
- Eduardo Carneiro (PP, nº 11333): 52.291 votos (2,16% dos válidos), Eleito por QP
- Maria Porto (UNIÃO, nº 44123): 50.463 votos (2,08% dos válidos), Eleito por QP
- Dr. Jarques (REPUBLICANOS, nº 10777): 47.560 votos (1,96% dos válidos), Eleito por QP
- João Paulo Segundo (PP, nº 11369): 47.492 votos (1,96% dos válidos), Eleito por QP
- Tiberio Limeira (PSB, nº 40000): 46.732 votos (1,93% dos válidos), Eleito por QP
- Lorena (PP, nº 11211): 46.138 votos (1,90% dos válidos), Eleito por QP
- Cida Ramos (PT, nº 13400): 46.083 votos (1,90% dos válidos), Eleito por QP
- Fábio Ramalho (MDB, nº 15555): 44.187 votos (1,82% dos válidos), Eleito por QP
- João Gonçalves (PP, nº 11611): 43.720 votos (1,80% dos válidos), Eleito por QP
- Nil Mendes (PSB, nº 40456): 42.488 votos (1,75% dos válidos), Eleito por QP
- Sargento Neto (PL, nº 22999): 42.452 votos (1,75% dos válidos), Eleito por QP
- Jô Oliveira (PCDOB, nº 65000): 42.110 votos (1,74% dos válidos), Eleito por QP
- Fábio Lopes (PL, nº 22000): 40.291 votos (1,66% dos válidos), Eleito por QP
- Michel Henrique (PP, nº 11011): 39.790 votos (1,64% dos válidos), Eleito por QP
- Tanilson Soares (PP, nº 11789): 37.561 votos (1,55% dos válidos), Eleito por QP
- Hervazio Bezerra (MDB, nº 15123): 36.215 votos (1,49% dos válidos), Eleito por QP
- Segundo Domiciano (PL, nº 22456): 35.622 votos (1,47% dos válidos), Eleito por QP
- Danielle do Vale (REPUBLICANOS, nº 10456): 35.505 votos (1,47% dos válidos), Eleito por QP
- Felipe Coutinho (REPUBLICANOS, nº 10222): 33.917 votos (1,40% dos válidos), Eleito por QP
- Júnior Araújo (PP, nº 11777): 33.850 votos (1,40% dos válidos), Eleito por QP
- Branco Mendes (REPUBLICANOS, nº 10888): 33.817 votos (1,40% dos válidos), Eleito por QP
- Wallber Virgolino (PL, nº 22190): 32.490 votos (1,34% dos válidos), Eleito por média
- Nelinho Costa (PSB, nº 40123): 31.327 votos (1,29% dos válidos), Eleito por QP
- Gilbertinho (UNIÃO, nº 44555): 30.918 votos (1,28% dos válidos), Eleito por QP
- Camila Toscano (MDB, nº 15111): 30.389 votos (1,25% dos válidos), Eleito por QP
- Anderson Monteiro (PV, nº 43147): 29.541 votos (1,22% dos válidos), Eleito por QP
- Diego Tavares (PP, nº 11000): 29.245 votos (1,21% dos válidos), Eleito por média
- Jutay Meneses (REPUBLICANOS, nº 10123): 28.151 votos (1,16% dos válidos), Eleito por média
- Chió (PV, nº 43789): 27.228 votos (1,12% dos válidos), Eleito por QP
- Flávio Brasileiro (PT, nº 13333): 23.756 votos (0,98% dos válidos), Eleito por média
- PP (federação UNIÃO/PP): 507.751 votos nominais, 8 eleitos
- REPUBLICANOS: 480.130 votos nominais, 8 eleitos
- PL: 378.644 votos nominais, 6 eleitos
- MDB: 294.517 votos nominais, 4 eleitos
- PSB: 177.637 votos nominais, 3 eleitos
- PV (federação PT/PC do B/PV): 110.590 votos nominais, 2 eleitos
- UNIÃO (federação UNIÃO/PP): 109.621 votos nominais, 2 eleitos
- PT (federação PT/PC do B/PV): 91.765 votos nominais, 2 eleitos
- PCDOB (federação PT/PC do B/PV): 87.620 votos nominais, 1 eleito
- PDT: 25.452 votos nominais, 0 eleitos
- REDE (federação PSOL/REDE): 6.234 votos nominais, 0 eleitos
- UP: 2.453 votos nominais, 0 eleitos
- PSOL (federação PSOL/REDE): 628 votos nominais, 0 eleitos
Quem foram os eleitos para as 36 vagas
Entre os eleitos, Nilvan Ferreira, do PL, foi o mais votado, com 77.089 votos, e abriu a lista oficial divulgada pelo TSE. Na outra ponta, Flávio Brasileiro, do PT, fechou a relação dos eleitos com 23.756.
A lista mostra que a ordem interna importa dentro de cada legenda. Os nomes mais votados de um partido ocupam as cadeiras que a legenda conquistou na totalização. Quando a sigla abre poucas vagas, só os primeiros colocados entram.
Isso faz com que o resultado final seja uma combinação entre desempenho individual e desempenho coletivo da chapa. O número do candidato ajuda, mas não atua sozinho.
- Geska de Laurinho (PL): 32.141 votos (1,33%)
- Larúcia (MDB): 29.173 votos (1,20%)
- Eduardo Brito (PSB): 28.442 votos (1,17%)
- Lindolfo Pires (PP): 28.141 votos (1,16%)
- Fernanda Alvino (UNIÃO): 27.714 votos (1,14%)
- Galego Souza (PP): 25.216 votos (1,04%)
- Dudu Soares (PP): 24.680 votos (1,02%)
- Tovar (MDB): 23.845 votos (0,98%)
- Bosco Carneiro (PP): 23.723 votos (0,98%)
- Dr. Romualdo (PCDOB): 23.256 votos (0,96%)
Como ficou a distribuição por partido
O PP, que aparece na federação UNIÃO/PP, somou 507.751 votos nominais e ficou com 8 cadeiras. O Republicanos também alcançou 8 vagas, com 480.130 votos. O PL fechou com 378.644 e levou 6. O MDB obteve 294.517 e ficou com 4.
Na sequência vieram PSB, com 177.637 e 3 eleitos, PV, com 110.590 e 2, UNIÃO, com 109.621 e 2, PT, com 91.765 e 2, e PCDOB, com 87.620 e 1. PDT, REDE, UP e PSOL não conseguiram eleger representantes.
Esse quadro mostra que a votação total da sigla pesa muito na montagem da Assembleia. Partidos com maior soma de votos tendem a transformar essa base em mais cadeiras, desde que a distribuição matemática da eleição permita.
Por que uma candidatura com mais votos ficou fora
O caso de Geska de Laurinho resume a parte mais conhecida, e mais discutida, da eleição proporcional. Mesmo com 32.141 votos, ele não ficou com cadeira. A razão está na relação entre quociente eleitoral, votação da legenda e número de vagas abertas para aquele partido.
Na mesma apuração, Flávio Brasileiro entrou com 23.756 votos. A diferença entre os dois não foi apenas a votação individual. O que decidiu foi o lugar de cada nome dentro da legenda e o resultado coletivo do partido na distribuição das vagas.
Isso também ajuda a entender a lista dos primeiros suplentes. Ela reúne candidatos que tiveram votação expressiva, mas não chegaram à última faixa de entrada da divisão final.
- Geska de Laurinho (PL): 32.141 votos (1,33%)
- Larúcia (MDB): 29.173 votos (1,20%)
- Eduardo Brito (PSB): 28.442 votos (1,17%)
- Lindolfo Pires (PP): 28.141 votos (1,16%)
- Fernanda Alvino (UNIÃO): 27.714 votos (1,14%)
- Galego Souza (PP): 25.216 votos (1,04%)
- Dudu Soares (PP): 24.680 votos (1,02%)
- Tovar (MDB): 23.845 votos (0,98%)
- Bosco Carneiro (PP): 23.723 votos (0,98%)
- Dr. Romualdo (PCDOB): 23.256 votos (0,96%)
Quem ficou entre os mais votados sem se eleger
Entre os mais votados que não se elegeram, Geska de Laurinho aparece na frente. Depois vêm Larúcia, do MDB, Eduardo Brito, do PSB, Lindolfo Pires, do PP, e Fernanda Alvino, do UNIÃO.
Na sequência, a relação traz Galego Souza, do PP, Dudu Soares, do PP, Tovar, do MDB, Bosco Carneiro, do PP, e Dr. Romualdo, do PCDOB. Esses nomes ficaram acima de outros concorrentes no voto pessoal, mas não transformaram esse desempenho em cadeira.
A presença desse grupo reforça que a apuração proporcional separa desempenho individual de acesso à vaga. A leitura final depende da combinação entre candidatura, partido e espaço aberto na distribuição.
O que a totalização diz sobre a disputa partidária
O resultado mostra que a disputa também foi entre legendas. O partido com maior soma de votos não foi o mesmo que concentrou a maior votação individual, e isso é comum em eleição proporcional.
O quadro final também revela que a conversão dos votos em cadeira não segue uma linha direta. Um partido pode ter muitos nomes competitivos e ainda assim perder espaço se a soma geral não render mais vagas.
Por outro lado, uma legenda com menos destaque em candidaturas individuais pode avançar se tiver um conjunto de votos suficiente para ampliar sua presença.
Na Paraíba, a formação da Assembleia saiu dessa combinação. O TSE encerrou a apuração com a distribuição fechada entre os partidos que alcançaram representação e os nomes mais votados dentro de cada um deles.
Quando saem a diplomação e a posse
Depois da totalização, o próximo passo é a diplomação dos eleitos pela Justiça Eleitoral, prevista para dezembro de 2026. É essa etapa que formaliza o resultado antes do início do mandato.
A posse dos deputados estaduais está marcada para 1º de fevereiro de 2027. O mandato será de quatro anos.
Até lá, o resultado já está consolidado pela apuração oficial, mas a entrada no cargo depende do ato final da Justiça Eleitoral e do calendário institucional previsto para a transição.
Qual foi o retrato numérico da disputa
Entre os eleitos, o mais votado foi Nilvan Ferreira, do PL, e o menos votado foi Flávio Brasileiro, do PT. Na mesma lista, o PP fechou como a sigla com mais cadeiras, seguido pelo Republicanos e pelo PL.
O perfil etário dos eleitos também entrou no registro da totalização. O mais novo tem 33 anos, o mais velho 71, e a média ficou em 47 anos.
Esses dados completam o quadro oficial da disputa e ajudam a dimensionar a composição final da Assembleia, sem alterar a regra que define a distribuição das cadeiras.
Perguntas frequentes
O que é voto de legenda?
É o voto dado ao partido, e não a um nome específico. Ele entra na soma que ajuda a legenda a conquistar vagas na distribuição proporcional.
Por que um candidato bem votado pode não se eleger?
Porque a cadeira depende da força total do partido ou da federação. Se a legenda não atingir espaço suficiente na divisão, a votação individual não garante vaga.
Quem teve a maior votação entre os eleitos?
Nilvan Ferreira, do PL, liderou a lista dos eleitos com 77.089 votos.
Qual foi o último nome a entrar?
Flávio Brasileiro, do PT, ficou com a última vaga registrada pela totalização oficial.
Quantos partidos elegeram representantes?
Nove siglas conquistaram representação na Assembleia pela totalização divulgada pelo TSE.
Quando a Justiça Eleitoral faz a diplomação?
A diplomação está prevista para dezembro de 2026, antes da posse dos eleitos.
Quando começa o mandato?
Os deputados estaduais tomam posse em 1º de fevereiro de 2027.
Qual é o papel do quociente eleitoral?
Ele orienta a divisão das cadeiras entre os partidos e federações a partir dos votos válidos da eleição.
Participação e votos
| Seções totalizadas | 10.712 de 10.712 (100,00%) |
|---|---|
| Eleitorado apto | 3.241.966 |
| Compareceram | 2.677.904 (82,60%) |
| Abstenção | 564.062 (17,40%) |
| Votos válidos | 2.422.441 (90,46%) |
| Votos em branco | 139.955 (5,23%) |
| Votos nulos | 115.508 (4,31%) |
| Votos de legenda | 149.399 |
A votação em números
Perguntas frequentes
O que é voto de legenda?
É o voto dado ao partido, e não a um nome específico. Ele entra na soma que ajuda a legenda a conquistar vagas na distribuição proporcional.
Por que um candidato bem votado pode não se eleger?
Porque a cadeira depende da força total do partido ou da federação. Se a legenda não atingir espaço suficiente na divisão, a votação individual não garante vaga.
Quem teve a maior votação entre os eleitos?
Nilvan Ferreira, do PL, liderou a lista dos eleitos com 77.089 votos.
Qual foi o último nome a entrar?
Flávio Brasileiro, do PT, ficou com a última vaga registrada pela totalização oficial.
Quantos partidos elegeram representantes?
Nove siglas conquistaram representação na Assembleia pela totalização divulgada pelo TSE.
Com informações de Tribunal Superior Eleitoral.
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