Nivaldo Albuquerque faz 67.631 votos e fica fora em Alagoas
Totalização do TSE mostra PP com 3 das 9 vagas; sistema proporcional deixou Nivaldo fora apesar de ter mais votos que um eleito.
Resumo da notícia
- PP terminou com a maior bancada e levou 3 das 9 cadeiras.
- Nivaldo Albuquerque fez mais votos que Gilvan Barros, mas não entrou.
- A totalização do TSE foi finalizada às 22h54 de 04/10/2026.
O PP fechou a disputa por deputado federal em Alagoas com 3 das 9 cadeiras, segundo a totalização oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atualizada em 04/10/2026 às 22h54. O dado que mais chama atenção é que Nivaldo Albuquerque somou mais votos do que Gilvan Barros e mesmo assim ficou fora da lista de eleitos.
Como ficou a disputa por deputado federal em Alagoas
A apuração foi encerrada com situação finalizada. O resultado consolida a definição das vagas no estado e mostra a ordem completa dos eleitos, dos primeiros suplentes e das legendas que concentraram a votação. No total, 9 cadeiras estavam em disputa para a Câmara dos Deputados por Alagoas.
O quociente eleitoral informado pelo TSE foi de 199.816 votos. Esse índice orienta a ocupação das vagas no sistema proporcional e ajuda a explicar por que a votação individual, sozinha, não decide a eleição. Em Alagoas, a distribuição final passou primeiro pelo desempenho das legendas e depois pela ordem dos candidatos dentro de cada grupo partidário.
Entre os eleitos, Alvinho Lira apareceu na dianteira da totalização com 172.628 votos. Ele foi seguido por Delegado Fabio Costa, também do PP, e por Luciano Amaral, do PSD. Esses nomes compõem o bloco inicial da bancada alagoana definida pelo TSE.
Na sequência, o MDB garantiu duas cadeiras, com Rafael Brito e Isnaldo Bulhões JR, enquanto Daniel Barbosa reforçou a presença do PP. Marx Beltrão, pela UNIÃO, Julia Nunes, pelo PSD, e Gilvan Barros, pelo PSDB, completaram a relação de eleitos. O fechamento da lista mostra que a vaga depende do conjunto da legenda e do desempenho individual dentro dela.
- Alvinho Lira (PP, nº 1111): 172.628 votos (9,60% dos válidos), Eleito por QP
- Delegado Fabio Costa (PP, nº 1190): 165.649 votos (9,21% dos válidos), Eleito por QP
- Luciano Amaral (PSD, nº 5555): 155.915 votos (8,67% dos válidos), Eleito por QP
- Rafael Brito (MDB, nº 1510): 117.115 votos (6,51% dos válidos), Eleito por QP
- Isnaldo Bulhões JR (MDB, nº 1515): 112.261 votos (6,24% dos válidos), Eleito por média
- Daniel Barbosa (PP, nº 1155): 101.172 votos (5,63% dos válidos), Eleito por QP
- Marx Beltrão (UNIÃO, nº 4444): 100.705 votos (5,60% dos válidos), Eleito por média
- Julia Nunes (PSD, nº 5588): 71.825 votos (3,99% dos válidos), Eleito por QP
- Gilvan Barros (PSDB, nº 4522): 63.061 votos (3,51% dos válidos), Eleito por média
Por que um candidato mais votado pode ficar fora
O caso de Nivaldo Albuquerque resume a lógica da eleição proporcional. Ele fez 67.631 votos, acima da votação de Gilvan Barros, que entrou com 63.061. Mesmo assim, o resultado final seguiu a regra de distribuição entre partidos e federações, e não a ordem geral da votação nominal.
Esse tipo de desfecho ocorre porque a cadeira não vai direto para quem teve mais votos no estado. Primeiro, a legenda precisa alcançar espaço na divisão das vagas. Depois, as cadeiras conquistadas por aquela sigla são preenchidas pelos candidatos mais votados do próprio grupo. Se a legenda não alcançar cadeira suficiente, um nome individualmente forte pode terminar fora.
Na prática, a votação alta ajuda, mas não basta em toda situação. A totalização de Alagoas mostra exatamente isso. A legenda de Nivaldo Albuquerque não converteu sua votação em vaga, enquanto outras chapas, com desempenho coletivo suficiente, avançaram na formação da bancada.
O resultado também evidencia a diferença entre voto nominal e ocupação de cadeira. O eleitor pode impulsionar um candidato específico, mas o sistema proporcional distribui a representação de forma combinada entre legenda e nomes. Por isso, o total bruto de votos não se transforma automaticamente em mandato.
- PP (federação UNIÃO/PP): 502.180 votos nominais, 3 eleitos
- PSD: 440.116 votos nominais, 2 eleitos
- MDB: 307.588 votos nominais, 2 eleitos
- PSDB (federação PSDB/CIDADANIA): 181.176 votos nominais, 1 eleito
- UNIÃO (federação UNIÃO/PP): 176.101 votos nominais, 1 eleito
- PT (federação PT/PC do B/PV): 85.896 votos nominais, 0 eleitos
- PL: 30.585 votos nominais, 0 eleitos
- MISSÃO: 5.610 votos nominais, 0 eleitos
- PCDOB (federação PT/PC do B/PV): 2.931 votos nominais, 0 eleitos
- NOVO: 2.887 votos nominais, 0 eleitos
- DC: 2.504 votos nominais, 0 eleitos
- SOLIDARIEDADE (federação PRD/SOLIDARIEDADE): 2.190 votos nominais, 0 eleitos
- AVANTE: 1.476 votos nominais, 0 eleitos
- PV (federação PT/PC do B/PV): 1.192 votos nominais, 0 eleitos
- UP: 1.082 votos nominais, 0 eleitos
- PRD (federação PRD/SOLIDARIEDADE): 951 votos nominais, 0 eleitos
- DEMOCRATA: 346 votos nominais, 0 eleitos
Como o sistema proporcional organiza as vagas
Na eleição para deputado federal, o mandato é proporcional. Isso significa que a definição das cadeiras começa pelo desempenho dos partidos e das federações. As siglas que atingem o quociente eleitoral entram na disputa das vagas e, dentro de cada uma, os nomes mais votados ocupam as cadeiras conquistadas.
Esse modelo explica por que um candidato pode ficar à frente de outro em número de votos e, ainda assim, terminar fora da Câmara. A soma dos votos da legenda influencia diretamente a chance de ela abrir espaço para seus candidatos. Quando o partido ou a federação soma o suficiente, a cadeira passa a existir para aquela lista de nomes.
Em Alagoas, a maior bancada ficou com o PP, que levou três cadeiras. PSD e MDB vieram em seguida, com duas vagas cada um. PSDB e UNIÃO fecharam a composição das nove cadeiras distribuídas no estado.
O desenho final confirma que a disputa foi resolvida em dois níveis. Primeiro, entre os grupos partidários. Depois, entre os candidatos que competiram dentro da própria legenda. A ordem interna é decisiva quando a sigla conquista mais de uma vaga.
| Seções totalizadas | 7.101 de 7.101 (100,00%) |
|---|---|
| Eleitorado apto | 2.439.190 |
| Compareceram | 1.935.820 (79,36%) |
| Abstenção | 503.370 (20,64%) |
| Votos válidos | 1.798.508 (92,91%) |
| Votos em branco | 76.452 (3,95%) |
| Votos nulos | 60.860 (3,14%) |
| Votos de legenda | 53.697 |
Quem entrou pela votação da legenda e quem entrou pela ordem interna
Entre os eleitos, o PP reuniu os nomes mais fortes da apuração no estado. Alvinho Lira abriu a relação dos vencedores, seguido por Delegado Fabio Costa e Daniel Barbosa. O partido concentrou boa parte da votação nominal e traduziu esse desempenho em cadeiras.
O PSD colocou Luciano Amaral e Julia Nunes na Câmara. O MDB levou Rafael Brito e Isnaldo Bulhões JR. Já o PSDB ficou com Gilvan Barros e a UNIÃO com Marx Beltrão. A composição final mostra que a força da legenda influencia o resultado tanto quanto a votação isolada de cada nome.
Também houve espaço para voto de legenda. O TSE registrou 53.697 votos dessa natureza, dentro de um total de votos válidos de 1.798.508. Esses votos são parte do cálculo da disputa proporcional e ajudam a compor o desempenho partidário que sustenta a distribuição das cadeiras.
O quadro partidário reforça essa leitura. O PP somou 502.180 votos nominais e foi a sigla mais votada no estado. Em seguida apareceram PSD e MDB, com bancadas que também se beneficiaram do volume conjunto de votos. O PSDB e a UNIÃO completaram o grupo de legendas com representação.
- PP (federação UNIÃO/PP): 502.180 votos nominais, 3 eleitos
- PSD: 440.116 votos nominais, 2 eleitos
- MDB: 307.588 votos nominais, 2 eleitos
- PSDB (federação PSDB/CIDADANIA): 181.176 votos nominais, 1 eleito
- UNIÃO (federação UNIÃO/PP): 176.101 votos nominais, 1 eleito
- PT (federação PT/PC do B/PV): 85.896 votos nominais, 0 eleitos
- PL: 30.585 votos nominais, 0 eleitos
- MISSÃO: 5.610 votos nominais, 0 eleitos
- PCDOB (federação PT/PC do B/PV): 2.931 votos nominais, 0 eleitos
- NOVO: 2.887 votos nominais, 0 eleitos
- DC: 2.504 votos nominais, 0 eleitos
- SOLIDARIEDADE (federação PRD/SOLIDARIEDADE): 2.190 votos nominais, 0 eleitos
- AVANTE: 1.476 votos nominais, 0 eleitos
- PV (federação PT/PC do B/PV): 1.192 votos nominais, 0 eleitos
- UP: 1.082 votos nominais, 0 eleitos
- PRD (federação PRD/SOLIDARIEDADE): 951 votos nominais, 0 eleitos
- DEMOCRATA: 346 votos nominais, 0 eleitos
Como foi a participação do eleitorado
O TSE totalizou 7.101 seções em Alagoas. O eleitorado apto nas seções fechadas chegou a 2.439.190, número que coincide com o total do eleitorado informado na apuração. Dentro desse universo, o comparecimento foi de 1.935.820, o que resultou em abstenção de 503.370.
Entre os votos apurados, os válidos somaram 1.798.508. Os brancos chegaram a 76.452 e os nulos, a 60.860. Essa divisão ajuda a medir o comportamento do eleitorado na urna, mas não altera a ordem final dos eleitos depois de encerrada a totalização.
A votação nominal respondeu pela maior parte dos válidos, enquanto os votos de legenda tiveram participação menor, embora relevante para o sistema proporcional. Esse equilíbrio entre escolha direta de nomes e reforço à sigla é parte central do resultado apresentado pelo TSE.
Com a totalização concluída, o resultado deixa de ser parcial e passa a valer como definição oficial das cadeiras do estado. A apuração deixa registrada a relação entre participação, votos válidos e distribuição de vagas, sem abrir espaço para mudança no quadro apresentado pela Justiça Eleitoral.
- Nivaldo Albuquerque (UNIÃO): 67.631 votos (3,76%)
- Paulão (PT): 63.813 votos (3,55%)
- Kelmann Vieira de Oliveira (PSDB): 55.668 votos (3,10%)
- Samyra do Basto (PSD): 52.204 votos (2,90%)
- Davi Maia (PSD): 48.070 votos (2,67%)
- Gunnar Nunes (PP): 39.568 votos (2,20%)
- Chico Filho (PSDB): 34.871 votos (1,94%)
- Rute Nezinho (PSD): 28.875 votos (1,61%)
- Rui Palmeira (PSD): 25.584 votos (1,42%)
- Renato Filho (MDB): 24.885 votos (1,38%)
Quem ficou como primeiro suplente da legenda
A lista de mais votados que não se elegeram mostra que a disputa também foi apertada fora das vagas. Nivaldo Albuquerque liderou esse grupo. Em seguida apareceram Paulão, Kelmann Vieira de Oliveira, Samyra do Basto, Davi Maia, Gunnar Nunes, Chico Filho, Rute Nezinho, Rui Palmeira e Renato Filho.
Esses nomes ficaram na condição de suplentes porque a legenda ou federação não converteu a votação em cadeira suficiente dentro da regra proporcional. A posição de suplência não altera a apuração já fechada, mas registra a ordem de preferência dos candidatos que não entraram na bancada.
O conjunto dos suplentes também mostra a força de siglas que não alcançaram representação. Em várias legendas, a soma de votos não se transformou em cadeira. Em outras, o desempenho individual ficou acima de parte dos eleitos, mas sem efeito prático na formação final da bancada.
Por isso, a lista de suplentes é parte importante da leitura do resultado. Ela revela os nomes que chegaram mais perto da vaga, embora a distribuição oficial tenha obedecido ao cálculo da eleição proporcional em cada partido ou federação.
Quando sai a diplomação e quando começa a posse
Depois da totalização, a etapa seguinte é a diplomação dos eleitos pela Justiça Eleitoral, prevista para dezembro de 2026. O diploma formaliza o resultado e encerra a fase eleitoral antes do início da legislatura.
A posse dos deputados federais, estaduais e distritais eleitos ocorre em 1º de fevereiro de 2027. É nessa data que começa o mandato de quatro anos. Até lá, o resultado permanece como definição oficial da votação e da distribuição das cadeiras por Alagoas.
O encerramento da apuração em 04/10/2026 às 22h54 fecha a totalização estadual e deixa a sequência institucional pronta para a etapa seguinte. Primeiro vem a diplomação. Depois, a posse na data prevista para a nova legislatura.
O que a lista final mostra sobre os partidos
O quadro partidário ajuda a ler a eleição com mais precisão. O PP terminou com 502.180 votos nominais e 3 cadeiras. O PSD somou 440.116 votos e conquistou 2 vagas. O MDB fechou com 307.588 votos e também levou 2 cadeiras. PSDB e UNIÃO completaram a distribuição com uma vaga cada um.
As demais siglas ficaram sem representação. Entre elas estão PT, PL, MISSÃO, PCDOB, NOVO, DC, SOLIDARIEDADE, AVANTE, PV, UP, PRD e DEMOCRATA. O fato de terem votos não mudou o resultado final porque a regra proporcional concentra a representação nas legendas que atingem a condição necessária para ocupar cadeira.
Esse comportamento é esperado em eleições proporcionais. A soma da legenda define a porta de entrada, e a votação nominal define quem passa por ela. Quando a porta não se abre, a votação individual não basta para colocar o nome na Câmara.
O resultado de Alagoas também mostra que a disputa não se concentrou em um único bloco. Houve distribuição entre diferentes siglas, mas com peso maior para PP, PSD e MDB. Esse recorte é o que aparece na lista oficial de eleitos divulgada pelo TSE.
| Seções totalizadas | 7.101 de 7.101 (100,00%) |
|---|---|
| Eleitorado apto | 2.439.190 |
| Compareceram | 1.935.820 (79,36%) |
| Abstenção | 503.370 (20,64%) |
| Votos válidos | 1.798.508 (92,91%) |
| Votos em branco | 76.452 (3,95%) |
| Votos nulos | 60.860 (3,14%) |
| Votos de legenda | 53.697 |
Perguntas frequentes sobre a eleição em Alagoas
Quem ficou com a maior bancada?
O PP terminou com 3 das 9 vagas em disputa.
Quem foi o mais votado do estado?
Alvinho Lira, do PP, somou 172.628 votos.
Qual foi o eleito com menos votos?
Gilvan Barros fechou a lista dos eleitos com 63.061 votos.
Quantos votos Nivaldo Albuquerque teve?
Ele recebeu 67.631 votos e não entrou na bancada.
Quando a Justiça Eleitoral faz a diplomação?
A diplomação dos eleitos está prevista para dezembro de 2026.
Quando começa o mandato dos deputados federais eleitos?
A posse está marcada para 1º de fevereiro de 2027.
Perfil dos eleitos
Entre os parlamentares eleitos, o mais novo tem 20 anos e o mais velho, 65. A média de idade da bancada ficou em 43 anos. O dado fecha o retrato geral da composição final sem alterar a ordem já definida pela totalização.
Esses números ajudam a descrever o conjunto escolhido pelo eleitorado alagoano, mas não interferem na distribuição das vagas. O que determinou a bancada foi a combinação entre votos válidos, quociente eleitoral, votação das legendas e votação de cada candidato dentro do partido ou federação.
Perguntas frequentes
Quem ficou com a maior bancada?
O PP terminou com 3 das 9 vagas em disputa.
Quem foi o mais votado do estado?
Alvinho Lira, do PP, somou 172.628 votos.
Qual foi o eleito com menos votos?
Gilvan Barros fechou a lista dos eleitos com 63.061 votos.
Quantos votos Nivaldo Albuquerque teve?
Ele recebeu 67.631 votos e não entrou na bancada.
Quando a Justiça Eleitoral faz a diplomação?
A diplomação dos eleitos está prevista para dezembro de 2026.
Quando começa o mandato dos deputados federais eleitos?
A posse está marcada para 1º de fevereiro de 2027.
Com informações de Tribunal Superior Eleitoral.
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