Nilson Leitão fica fora com 61.904 votos em Mato Grosso
Totalização do TSE confirma 8 eleitos em Mato Grosso; regra proporcional deixa Nilson Leitão fora.
Resumo da notícia
- Nilson Leitão fez 61.904 votos, mas não entrou entre os 8 eleitos.
- Coronel Roveri se elegeu com 47.195 votos, abaixo de outros nomes que ficaram fora.
- O PL fez a maior bancada, com 3 das 8 vagas em Mato Grosso.
- A totalização do TSE foi finalizada às 20:31:54, com todas as seções apuradas.
Nilson Leitão somou 61.904 votos e não ficou com uma das vagas de deputado federal em Mato Grosso, embora tenha superado Coronel Roveri, eleito com 47.195. A definição saiu na totalização final do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atualizada em 04/10/2026 20:31:54, no horário de Brasília.
- Coronel Fernanda (PL, nº 2222): 205.064 votos (10,77% dos válidos), Eleito por QP
- Professora Rosa Neide (PT, nº 1313): 140.351 votos (7,37% dos válidos), Eleito por média
- Fábio Garcia (UNIÃO, nº 4400): 139.777 votos (7,34% dos válidos), Eleito por QP
- Coronel Assis (PL, nº 2244): 128.697 votos (6,76% dos válidos), Eleito por QP
- Virginia Mendes (UNIÃO, nº 4444): 102.120 votos (5,36% dos válidos), Eleito por média
- Juarez Costa (REPUBLICANOS, nº 1010): 83.728 votos (4,40% dos válidos), Eleito por média
- Thiago Boava Hey Roy (PL, nº 2202): 72.375 votos (3,80% dos válidos), Eleito por média
- Coronel Roveri (PODE, nº 2044): 47.195 votos (2,48% dos válidos), Eleito por QP
Como terminou a apuração em Mato Grosso
A apuração foi encerrada com 8.287 de 8.287 seções totalizadas, o que fechou 100,00% da cobertura informada pelo TSE. O eleitorado apto nas seções totalizadas foi de 2.634.992, exatamente o mesmo total informado para o estado na divulgação oficial.
O comparecimento chegou a 2.049.718, equivalente a 77,79% do eleitorado apto. A abstenção ficou em 585.274, ou 22,21%. Na soma dos votos apurados, os válidos somaram 1.904.608, o que representa 92,92% do total de votos registrados.
| Seções totalizadas | 8.287 de 8.287 (100,00%) |
|---|---|
| Eleitorado apto | 2.634.992 |
| Compareceram | 2.049.718 (77,79%) |
| Abstenção | 585.274 (22,21%) |
| Votos válidos | 1.904.608 (92,92%) |
| Votos em branco | 93.665 (4,57%) |
| Votos nulos | 51.445 (2,51%) |
| Votos de legenda | 58.683 |
Entre os votos que não entram na disputa direta pelas vagas, os brancos foram 93.665 e os nulos 51.445. Juntos, esses dois grupos ficaram abaixo dos votos válidos e ajudam a compor a fotografia final da eleição proporcional no estado.
Como a regra proporcional define as cadeiras
Deputado federal é um cargo proporcional. Isso significa que a disputa não se encerra na soma individual de votos. Primeiro, a legenda precisa atingir a marca necessária para abrir espaço na distribuição das vagas. Depois, os lugares conquistados pelo partido ou federação vão para os candidatos mais votados dentro desse grupo.
Em Mato Grosso, o quociente eleitoral ficou em 237.715 votos. Esse número serve como a referência inicial da conta e ajuda a explicar por que um candidato com votação alta pode terminar fora da Câmara, enquanto outro, com menos votos, consegue mandato pela força do conjunto partidário.
Nessa lógica, votos nominais e votos de legenda entram no resultado final de forma combinada. O TSE informou 1.843.036 votos nominais e 58.683 de legenda. A soma dos dois tipos de voto compõe o bloco que interfere na divisão proporcional das cadeiras.
O resultado mostra como a eleição proporcional trabalha com dois níveis ao mesmo tempo. Um é a escolha do eleitor por um nome. O outro é a capacidade da legenda de transformar sua votação total em cadeira. Quando o partido avança, o nome mais votado dentro dele sobe. Quando não avança, a votação individual não basta.
Quem entrou entre os 8 eleitos
A lista final de eleitos foi aberta por Coronel Fernanda, do PL, com 205.064 votos, o maior total da disputa em Mato Grosso. Em seguida vieram Professora Rosa Neide, do PT, com 140.351, e Fábio Garcia, do UNIÃO, com 139.777.
Depois apareceram Coronel Assis, do PL, com 128.697 votos, Virginia Mendes, do UNIÃO, com 102.120, e Juarez Costa, do REPUBLICANOS, com 83.728. Thiago Boava Hey Roy, também do PL, fechou a sequência dos nomes eleitos com 72.375 votos.
Coronel Roveri, do PODE, completou a relação das 8 vagas com 47.195 votos. Ele entrou com o menor total entre os eleitos, mas ainda assim dentro da faixa definida pela totalização oficial do TSE.
- PL: 519.652 votos nominais, 3 eleitos
- UNIÃO (federação UNIÃO/PP): 279.449 votos nominais, 2 eleitos
- PODE: 237.728 votos nominais, 1 eleito
- REPUBLICANOS: 218.896 votos nominais, 1 eleito
- PT (federação PT/PC do B/PV): 179.581 votos nominais, 1 eleito
- PSD: 172.545 votos nominais, 0 eleitos
- PP (federação UNIÃO/PP): 76.201 votos nominais, 0 eleitos
- NOVO: 51.484 votos nominais, 0 eleitos
- PV (federação PT/PC do B/PV): 31.027 votos nominais, 0 eleitos
- PSDB (federação PSDB/CIDADANIA): 16.039 votos nominais, 0 eleitos
- AVANTE: 14.986 votos nominais, 0 eleitos
- PCDOB (federação PT/PC do B/PV): 12.763 votos nominais, 0 eleitos
- MISSÃO: 8.730 votos nominais, 0 eleitos
- PRD (federação PRD/SOLIDARIEDADE): 7.665 votos nominais, 0 eleitos
- PDT: 5.243 votos nominais, 0 eleitos
- PSB: 4.219 votos nominais, 0 eleitos
- SOLIDARIEDADE (federação PRD/SOLIDARIEDADE): 2.571 votos nominais, 0 eleitos
- AGIR: 1.941 votos nominais, 0 eleitos
- PSOL (federação PSOL/REDE): 1.743 votos nominais, 0 eleitos
- DC: 1.368 votos nominais, 0 eleitos
Por que Nilson Leitão ficou fora
Nilson Leitão terminou como o mais votado entre os que não levaram cadeira, com 61.904 votos. O dado chama atenção porque ele ficou à frente de Coronel Roveri na contagem nominal, mas não converteu essa votação em vaga.
Isso ocorre porque a cadeira depende da combinação entre votação do partido e distribuição proporcional. A eleição não premia apenas o nome mais lembrado individualmente. Ela também exige que a legenda tenha força suficiente para abrir espaço na partilha final das vagas.
O mesmo raciocínio vale para os demais suplentes. Irajá Lacerda apareceu logo depois, com 57.887 votos, seguido por Emanuelzinho, com 50.951. A sequência inclui ainda Fernando Gorgen, Rodrigo da Zaeli, Acacio Ambrosini, Kalynka Meirelles, Neri Geller, Dr. Leonardo e Juliana Kolankiewiewicz, todos fora da relação de eleitos apesar da votação registrada.
Essa distância entre votação nominal e cadeira ajuda a explicar a dinâmica da eleição proporcional. O eleitor escolhe candidatos, mas a regra transforma o conjunto de votos em vagas a partir do desempenho das legendas.
Como ficou a disputa por partido
O PL reuniu 519.652 votos nominais, lançou 9 candidatos e terminou com 3 eleitos. Foi a legenda com a maior bancada na disputa federal por Mato Grosso.
UNIÃO, na federação UNIÃO/PP, somou 279.449 votos, com 4 candidatos e 2 eleitos. PODE fechou com 237.728 votos, também com 9 candidatos, e garantiu 1 vaga.
REPUBLICANOS registrou 218.896 votos, com 9 candidatos e 1 eleito. O PT, na federação PT/PC do B/PV, somou 179.581 votos, lançou 5 nomes e ficou com 1 cadeira.
PSD apareceu com 172.545 votos, distribuídos entre 8 candidatos, mas não converteu esse volume em representação. O mesmo ocorreu com PP, NOVO, PV, PSDB, AVANTE, PCDOB, MISSÃO, PRD, PDT, PSB, SOLIDARIEDADE, AGIR, PSOL e DC, todos sem eleição de parlamentar na totalização de Mato Grosso.
O que os votos de legenda mostram
Os votos de legenda somaram 58.683 em Mato Grosso. Eles não apontam um nome específico, mas entram na conta do partido e ajudam a formar o resultado proporcional. Por isso, a análise da disputa não se limita aos votos nominais.
Quando a legenda soma força, ela amplia a chance de transformar seu desempenho geral em cadeira. Quando esse apoio fica curto em relação às demais siglas, o partido pode até reunir votos altos em alguns nomes e ainda assim não alcançar mandato.
Na prática, a eleição para deputado federal mistura duas disputas. Uma é a corrida entre candidatos de uma mesma sigla. A outra é a disputa entre legendas por espaço na Câmara. O resultado final depende da combinação dessas duas etapas.
Quem liderou e quem ficou com menos votos entre os eleitos
Coronel Fernanda liderou a votação entre os eleitos e abriu diferença para os demais nomes que ficaram com cadeira. O dado a colocou na frente da lista nominal do estado, segundo a totalização oficial.
Na outra ponta do grupo eleito, Coronel Roveri foi quem entrou com o menor total entre os 8 vencedores. Mesmo assim, o nome dele apareceu dentro da faixa que recebeu cadeira após a divisão proporcional das vagas.
Entre esses dois extremos, os demais eleitos foram distribuídos conforme a ordem de votação dentro de cada legenda. Professora Rosa Neide, Fábio Garcia, Coronel Assis, Virginia Mendes, Juarez Costa e Thiago Boava Hey Roy compuseram o bloco que ocupou as cadeiras restantes.
O contraste entre o mais votado e o último eleito mostra que, nessa eleição, o número individual não foi o único critério. A força partidária continuou pesando até o fim da totalização.
Como ficam diplomação e posse
A diplomação dos eleitos será feita pela Justiça Eleitoral em dezembro de 2026. Esse é o ato que formaliza o resultado e habilita os parlamentares a assumirem a vaga.
A posse dos deputados federais está prevista para 1º de fevereiro de 2027. O mandato será de quatro anos, conforme a regra do cargo.
Até lá, a totalização do TSE permanece como a referência oficial da eleição. O processo encerra a contagem dos votos e fixa a composição final da bancada de Mato Grosso na Câmara.
Faixa etária dos eleitos
Entre os eleitos, o mais novo tem 44 anos e o mais velho 66 anos. A média ficou em 53 anos.
Esse dado não altera a distribuição das vagas, mas descreve o perfil do grupo que vai representar o estado na Câmara dos Deputados.
O que os suplentes mostram sobre a disputa
Os primeiros suplentes da legenda ajudam a medir a distância entre entrar e ficar fora. Nilson Leitão abriu essa lista com 61.904 votos, à frente de outros nomes de partidos que também ficaram sem cadeira.
Irajá Lacerda, Emanuelzinho e Fernando Gorgen vieram na sequência, mostrando que a votação individual foi relevante mesmo entre os que não avançaram na disputa final. Depois apareceram Rodrigo da Zaeli e Acacio Ambrosini, seguidos por Kalynka Meirelles, Neri Geller, Dr. Leonardo e Juliana Kolankiewicz.
A presença desses nomes entre os mais votados fora da lista de eleitos reforça o peso da regra proporcional. A cadeira não depende apenas da posição no ranking nominal, mas da soma que a legenda conseguiu produzir no estado.
Como o TSE encerrou a totalização
A apuração foi marcada como finalizada pelo TSE, com atualização às 20:31:54. Esse fechamento é a etapa que consolida a soma de todos os votos e fixa os vencedores da disputa proporcional.
Com todas as seções contabilizadas, a leitura do resultado passa a ser direta. Os números finais deixam de ser parciais e se tornam a base oficial para a diplomação e, depois, para a posse.
Na prática, a totalização confirma quem entra, quem fica como suplente e como cada legenda terminou a corrida pelas cadeiras em Mato Grosso.
Perguntas frequentes
Quantas vagas Mato Grosso elegeu para a Câmara?
Foram 8 vagas.
Quem recebeu mais votos entre os eleitos?
Coronel Fernanda, com 205.064 votos.
Quem ficou fora mesmo com votação alta?
Nilson Leitão, com 61.904 votos.
Qual foi o quociente eleitoral informado pelo TSE?
237.715 votos.
Qual partido fez a maior bancada?
O PL, com 3 cadeiras.
Quando sai a diplomação?
Em dezembro de 2026, pela Justiça Eleitoral.
Quando começa o mandato?
Em 1º de fevereiro de 2027.
Os votos de legenda entram na conta?
Sim. Eles somam para o partido e interferem na distribuição proporcional.
Por que um candidato pode ter mais votos e não se eleger?
Porque a vaga depende também da força do partido ou da federação na conta proporcional.
Quem foi o eleito com menos votos?
Coronel Roveri, com 47.195 votos.
Qual foi o total de votos válidos?
1.904.608.
Quantos eleitores compareceram às urnas?
2.049.718.
Perguntas frequentes
Quantas vagas Mato Grosso elegeu para a Câmara?
Foram 8 vagas.
Quem recebeu mais votos entre os eleitos?
Coronel Fernanda, com 205.064 votos.
Quem ficou fora mesmo com votação alta?
Nilson Leitão, com 61.904 votos.
Qual foi o quociente eleitoral informado pelo TSE?
237.715 votos.
Qual partido fez a maior bancada?
O PL, com 3 cadeiras.
Com informações de Tribunal Superior Eleitoral.
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