Renato Roseno faz 116.905 votos e fica fora no Ceará
Totalização do TSE fechou a disputa por 22 vagas com quociente eleitoral de 250.984 e efeito direto da regra proporcional.
Resumo da notícia
- Renato Roseno foi o mais votado entre os que não se elegeram, com 116.905 votos.
- A bancada cearense ficou distribuída entre nove legendas e federações com eleitos.
- O TSE concluiu a totalização com 100,00% das seções apuradas e 5.521.642 votos válidos.
Renato Roseno, do PSOL, fez 116.905 votos no Ceará e ficou fora da Câmara. A última vaga foi ocupada por Carmelo Neto, do PL, com 56.068. A totalização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi atualizada em 04/10/2026 às 23:10:49, com apuração finalizada.
Como a regra proporcional define as cadeiras
A disputa para deputado federal no Ceará foi por 22 vagas, em eleição de primeiro turno das Eleições 2026. Nesse tipo de cargo, a cadeira não depende só da votação individual. As vagas vão primeiro para os partidos e federações que alcançam o quociente eleitoral, e depois são distribuídas entre os mais votados de cada legenda ou federação.
O quociente eleitoral foi de 250.984 votos. É esse número que orienta a divisão inicial das cadeiras na totalização oficial. Por isso, um nome com votação alta pode terminar fora, se a legenda não alcançar vaga suficiente, enquanto outro, com menos votos, pode entrar pela força do conjunto partidário.
No Ceará, esse efeito apareceu de forma direta. Renato Roseno ficou como o nome mais votado entre os que não se elegeram, mas a votação dele não se converteu em cadeira. Carmelo Neto entrou com menos votos porque a distribuição final acompanhou a conta feita sobre partidos, federações e quociente.
Quantos votos o Ceará teve na totalização do TSE
A apuração fechou com 23.765 seções totalizadas, o que corresponde a 100,00% do total. O eleitorado apto nas seções totalizadas foi de 6.991.044 pessoas, o mesmo número do eleitorado total informado na parcial final.
O comparecimento ficou em 5.905.522 eleitores, equivalente a 84,47%. A abstenção somou 1.085.522, o que representa 15,53% do eleitorado. Entre os votos registrados, 5.521.642 foram válidos, 236.392 brancos e 147.488 nulos.
Dentro dos válidos, 5.355.689 foram nominais e 165.953 de legenda. Esses números mostram que a disputa não se resumiu à escolha direta de nomes. A legenda também teve peso na composição final das cadeiras.
Os votos de legenda entram no total do partido ou da federação e ajudam a definir quantas vagas o grupo pode alcançar. Depois dessa etapa, a ordem dos candidatos dentro da sigla passa a contar para saber quem ocupa cada cadeira. É dessa combinação que saem os 22 nomes eleitos no estado.
Quem foi o mais votado e quem entrou com menos votos
André Fernandes, do PL, liderou a disputa no Ceará com 684.372 votos e terminou como o candidato mais votado. Na outra ponta da lista dos eleitos, Carmelo Neto fechou a relação com 56.068 votos.
Entre esses extremos, a lista dos eleitos combina nomes que entraram por quociente partidário e nomes que avançaram pela média. A distribuição confirma a lógica da representação proporcional, em que a quantidade de cadeiras de cada partido ou federação pesa tanto quanto a votação pessoal.
O resultado final deixou 22 de 22 vagas preenchidas. Isso significa que a totalização oficial já fechou a composição da bancada cearense na Câmara dos Deputados para essa eleição.
Os nomes eleitos ficaram assim na totalização final: Tainah Marinho, do PSB, com 265.585 votos; Yury do Paredão, do MDB, com 261.291; Giordanna Mano, do PRD, com 235.848; Domingos Neto, do PSD, com 180.434; Robério Monteiro, do PSB, com 165.876; Moses Rodrigues, da UNIÃO, com 141.205; Fernando Santana, do PT, com 129.248; Idilvan, do PSB, com 127.140; Dr. Acilon, do PSB, com 125.161; Matheus Noronha, do PL, com 123.990; Fernanda Pessoa, do PSD, com 122.963; Célio Studart, do PSD, com 122.415; Danilo Forte, do PP, com 119.862; Raimundo Martins, do PT, com 115.424; Erika Amorim, dos REPUBLICANOS, com 109.025; Aj Albuquerque, do PP, com 105.259; Nenen Coelho, do MDB, com 98.831; Luisa Cela, do PT, com 93.321; Dr Jaziel, do PL, com 64.870; Emanuel Acrizio, do SOLIDARIEDADE, com 57.192; e Carmelo Neto, do PL, com 56.068.
Como ficou a bancada do Ceará por partido
O PL terminou com a maior bancada, com 4 deputados federais eleitos. PSB, PSD e PT ficaram com 3 vagas cada um. MDB fez 2 cadeiras, enquanto PP, UNIÃO, PRD, REPUBLICANOS e SOLIDARIEDADE ficaram com 1 vaga cada.
Na outra ponta, PSOL, PDT, PV, CIDADANIA, PSDB, PCDOB, PODE, MISSÃO, REDE e NOVO não elegeram representantes. Isso ajuda a entender por que a votação isolada de um candidato nem sempre define o resultado final. A soma da legenda, e a posição do nome dentro dela, são parte do caminho até a Câmara.
O desempenho partidário também aparece no volume de votos nominais somados. O PL somou 1.089.187 votos. PSB, PSD, PT e MDB também concentraram fatias relevantes da votação, o que explica a presença mais ampla dessas siglas entre os eleitos.
Na sequência da totalização, a relação entre votos e cadeiras também mostrou diferenças dentro do próprio bloco de partidos. O PSB, por exemplo, elegeu 4 nomes, enquanto PSD e PT chegaram a 3 cada. No mesmo resultado, outras siglas ficaram com representação menor, mas ainda assim entraram na Câmara pela conta proporcional.
Os nomes eleitos e o tipo de vaga conquistada
Entre os 22 eleitos, parte entrou por quociente partidário e parte por média. Esse detalhe é registrado na totalização oficial do TSE e mostra que a última etapa da conta não depende apenas da soma bruta de votos nominais. A regra leva em conta a distribuição interna de cada legenda.
Há também uma diferença entre candidatos mais votados e candidatos eleitos por legenda. Em alguns casos, a votação individual foi suficiente para garantir a vaga dentro da legenda. Em outros, a entrada veio por encaixe na distribuição final das cadeiras.
O quadro fechado no Ceará reuniu nove legendas e federações com representantes eleitos. Isso deixa a bancada fragmentada entre siglas diferentes, mas dentro de uma regra comum de apuração proporcional.
O dado sobre o tipo de vaga também ajuda a entender a composição final. Dos eleitos, alguns alcançaram a cadeira pela regra do quociente partidário, enquanto outros precisaram da chamada média. A totalização oficial registra essa diferença ao lado do nome de cada candidato.
Quem ficou nas primeiras suplências
Entre os mais votados que não se elegeram, Renato Roseno liderou a lista dos suplentes com 116.905 votos. Depois vieram Luiz Gastão, com 108.924, Roger Aguiar, com 106.170, André Figueiredo, com 94.034, e Mauro Filho, com 90.150.
Também apareceram na sequência Eduardo Bismarck, com 83.027, Larissa Gaspar, com 73.034, José Airton, com 70.817, Ronaldo Martins, com 61.194, e Capitão Dantas, com 51.026. Essa relação ajuda a mostrar que a votação individual pode ser alta e, ainda assim, não render cadeira quando a legenda não fecha vaga suficiente.
No sistema proporcional, a posição de suplência não é só uma lista de votos abaixo da linha de corte. Ela reflete o resultado final da combinação entre candidatura, partido, federação e quociente eleitoral.
As suplências também mostram como a distribuição interna da votação é espalhada entre várias siglas. Em alguns casos, a diferença entre ficar fora e entrar na Câmara não está na votação do nome, mas no alcance coletivo do partido ou da federação no estado.
Quando sai a diplomação e a posse
A diplomação dos eleitos será feita pela Justiça Eleitoral em dezembro de 2026. Depois disso, os deputados federais tomam posse em 1º de fevereiro de 2027, para mandato de quatro anos.
Até lá, o resultado permanece como a composição oficial definida pela totalização do TSE. A partir da diplomação, os nomes passam a ficar aptos para assumir o mandato na data prevista.
Entre a totalização e a posse, não há mudança de regra para quem foi eleito. O que muda é o ato formal da Justiça Eleitoral e, depois, a instalação do mandato na Câmara dos Deputados.
Idade dos eleitos e recorte da bancada
Entre os eleitos no Ceará, o perfil de idade vai de 25 a 70 anos, com média de 47. O dado não altera a regra da eleição, mas faz parte do retrato final da bancada definida pela totalização.
O conjunto mostra uma bancada construída por votos distribuídos de forma desigual entre as legendas, com concentração maior em alguns partidos e presença menor em outros. Esse desenho é consequência direta do sistema proporcional e da votação fechada pelo TSE.
Também chama atenção a distância entre o primeiro colocado e o último eleito. A diferença entre André Fernandes e Carmelo Neto ajuda a ilustrar como a soma partidária, e não só a votação individual, interfere no fechamento das vagas.
O que a totalização oficial registra no Ceará
A base final da apuração mostra que todos os números do estado já foram consolidados. Com isso, a leitura da disputa passa a depender da relação entre seções totalizadas, comparecimento, votos válidos e distribuição por legenda.
O TSE informou ainda que os votos nominais superaram os de legenda com folga, mas os dois tipos entraram na conta da representação proporcional. É essa soma que define o tamanho da bancada de cada partido ou federação antes da ocupação nominal das cadeiras.
Na prática, a totalização encerra a disputa no estado com a lista completa dos eleitos e suplentes. O quadro divulgado pela Justiça Eleitoral passa a ser a referência oficial para a etapa seguinte do processo eleitoral.
Perguntas frequentes sobre a eleição de deputado federal no Ceará
Quantas vagas o Ceará elegeu? O estado escolheu 22 deputados federais nesta eleição.
Qual foi o quociente eleitoral? O quociente eleitoral foi de 250.984 votos.
Quem liderou a votação geral? André Fernandes, do PL, foi o mais votado, com 684.372 votos.
Quem foi o eleito com menos votos? Carmelo Neto, do PL, entrou com 56.068 votos.
Qual foi o total de votos válidos? A totalização registrou 5.521.642 votos válidos.
Quantos eleitores não compareceram? A abstenção somou 1.085.522 eleitores.
Como a votação de legenda entra na conta? Os votos de legenda compõem o total da sigla e ajudam na distribuição das cadeiras pelo sistema proporcional.
Quando sai a diplomação? A diplomação dos eleitos será feita pela Justiça Eleitoral em dezembro de 2026.
Quando começa o mandato? A posse dos deputados federais está marcada para 1º de fevereiro de 2027.
| Seções totalizadas | 23.765 de 23.765 (100,00%) |
|---|---|
| Eleitorado apto | 6.991.044 |
| Compareceram | 5.905.522 (84,47%) |
| Abstenção | 1.085.522 (15,53%) |
| Votos válidos | 5.521.642 (93,50%) |
| Votos em branco | 236.392 (4,00%) |
| Votos nulos | 147.488 (2,50%) |
| Votos de legenda | 165.953 |
- André Fernandes (PL, nº 2222): 684.372 votos (12,39% dos válidos), Eleito por QP
- Tainah Marinho (PSB, nº 4077): 265.585 votos (4,81% dos válidos), Eleito por QP
- Yury do Paredão (MDB, nº 1515): 261.291 votos (4,73% dos válidos), Eleito por QP
- Giordanna Mano (PRD, nº 2555): 235.848 votos (4,27% dos válidos), Eleito por QP
- Domingos Neto (PSD, nº 5555): 180.434 votos (3,27% dos válidos), Eleito por QP
- Robério Monteiro (PSB, nº 4020): 165.876 votos (3,00% dos válidos), Eleito por QP
- Moses Rodrigues (UNIÃO, nº 4444): 141.205 votos (2,56% dos válidos), Eleito por QP
- Fernando Santana (PT, nº 1322): 129.248 votos (2,34% dos válidos), Eleito por QP
- Idilvan (PSB, nº 4040): 127.140 votos (2,30% dos válidos), Eleito por QP
- Dr. Acilon (PSB, nº 4055): 125.161 votos (2,27% dos válidos), Eleito por média
- Matheus Noronha (PL, nº 2299): 123.990 votos (2,25% dos válidos), Eleito por QP
- Fernanda Pessoa (PSD, nº 5588): 122.963 votos (2,23% dos válidos), Eleito por QP
- Célio Studart (PSD, nº 5511): 122.415 votos (2,22% dos válidos), Eleito por média
- Danilo Forte (PP, nº 1144): 119.862 votos (2,17% dos válidos), Eleito por QP
- Raimundo Martins (PT, nº 1323): 115.424 votos (2,09% dos válidos), Eleito por QP
- Erika Amorim (REPUBLICANOS, nº 1055): 109.025 votos (1,97% dos válidos), Eleito por média
- Aj Albuquerque (PP, nº 1111): 105.259 votos (1,91% dos válidos), Eleito por média
- Nenen Coelho (MDB, nº 1555): 98.831 votos (1,79% dos válidos), Eleito por média
- Luisa Cela (PT, nº 1301): 93.321 votos (1,69% dos válidos), Eleito por média
- Dr Jaziel (PL, nº 2277): 64.870 votos (1,17% dos válidos), Eleito por QP
- Emanuel Acrizio (SOLIDARIEDADE, nº 7700): 57.192 votos (1,04% dos válidos), Eleito por média
- Carmelo Neto (PL, nº 2200): 56.068 votos (1,02% dos válidos), Eleito por QP
- Renato Roseno (PSOL): 116.905 votos (2,12%)
- Luiz Gastão (PSD): 108.924 votos (1,97%)
- Roger Aguiar (PSB): 106.170 votos (1,92%)
- André Figueiredo (PDT): 94.034 votos (1,70%)
- Mauro Filho (UNIÃO): 90.150 votos (1,63%)
- Eduardo Bismarck (PV): 83.027 votos (1,50%)
- Larissa Gaspar (PT): 73.034 votos (1,32%)
- José Airton (PT): 70.817 votos (1,28%)
- Ronaldo Martins (REPUBLICANOS): 61.194 votos (1,11%)
- Capitão Dantas (UNIÃO): 51.026 votos (0,92%)
- PL: 1.089.187 votos nominais, 4 eleitos
- PSB: 846.343 votos nominais, 4 eleitos
- PSD: 562.185 votos nominais, 3 eleitos
- PT (federação PT/PC do B/PV): 557.189 votos nominais, 3 eleitos
- MDB: 401.874 votos nominais, 2 eleitos
- PP (federação UNIÃO/PP): 225.991 votos nominais, 2 eleitos
- UNIÃO (federação UNIÃO/PP): 397.645 votos nominais, 1 eleito
- PRD (federação PRD/SOLIDARIEDADE): 289.670 votos nominais, 1 eleito
- REPUBLICANOS: 197.007 votos nominais, 1 eleito
- SOLIDARIEDADE (federação PRD/SOLIDARIEDADE): 129.539 votos nominais, 1 eleito
- PSOL (federação PSOL/REDE): 169.607 votos nominais, 0 eleitos
- PDT: 154.806 votos nominais, 0 eleitos
- PV (federação PT/PC do B/PV): 84.401 votos nominais, 0 eleitos
- CIDADANIA (federação PSDB/CIDADANIA): 80.144 votos nominais, 0 eleitos
- PSDB (federação PSDB/CIDADANIA): 78.992 votos nominais, 0 eleitos
- PCDOB (federação PT/PC do B/PV): 29.333 votos nominais, 0 eleitos
- PODE: 19.947 votos nominais, 0 eleitos
- MISSÃO: 16.106 votos nominais, 0 eleitos
- REDE (federação PSOL/REDE): 12.776 votos nominais, 0 eleitos
- NOVO: 6.033 votos nominais, 0 eleitos
A totalização do TSE fechou a disputa no Ceará com a bancada definida por votos, legenda e quociente eleitoral. O resultado deixou um candidato com votação alta fora da Câmara e outro com votação menor dentro da lista dos eleitos.
Perguntas frequentes
Quantas vagas o Ceará elegeu?
O estado escolheu 22 deputados federais nesta eleição.
Qual foi o quociente eleitoral?
O quociente eleitoral foi de 250.984 votos.
Quem liderou a votação geral?
André Fernandes, do PL, foi o mais votado, com 684.372 votos.
Quem foi o eleito com menos votos?
Carmelo Neto, do PL, entrou com 56.068 votos.
Qual foi o total de votos válidos?
A totalização registrou 5.521.642 votos válidos.
Quantos eleitores não compareceram?
A abstenção somou 1.085.522 eleitores.
Como a votação de legenda entra na conta?
Os votos de legenda compõem o total da sigla e ajudam na distribuição das cadeiras pelo sistema proporcional.
Quando sai a diplomação?
A diplomação dos eleitos será feita pela Justiça Eleitoral em dezembro de 2026.
Quando começa o mandato?
A posse dos deputados federais está marcada para 1º de fevereiro de 2027.
Com informações de Tribunal Superior Eleitoral.
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