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Saúde

Ministério da Saúde pede análise de canetas emagrecedoras no SUS

Ministério protocolou na Conitec pedido para avaliar a incorporação dos medicamentos no tratamento da obesidade.

Publicado em · 4 min de leitura
Ministério da Saúde pede análise de canetas emagrecedoras no SUS
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Resumo da notícia

  • O Ministério da Saúde protocolou pedido na Conitec para analisar a incorporação das canetas emagrecedoras ao SUS.
  • A pasta informa que os preços caíram cerca de 70% nas farmácias e que a escala pública pode reduzir ainda mais o custo.
  • Segundo Alexandre Padilha, o governo trabalha com a possibilidade de redução de 80% a 90% no preço com compras do SUS e produção local.
  • A proposta mira pacientes com obesidade e está alinhada às recomendações da OMS para terapias baseadas em GLP-1.

O Ministério da Saúde protocolou na Conitec um pedido de análise para incorporar as canetas emagrecedoras ao SUS. A pasta afirma que a queda de preços nas farmácias e a ampliação da produção criaram condições para avaliar a oferta dos medicamentos no tratamento da obesidade.

O que o governo quer avaliar

Segundo informações divulgadas pela assessoria de imprensa do ministério, os medicamentos ficaram cerca de 70% mais baratos nas farmácias em menos de um ano. A avaliação enviada à Conitec trata da possível oferta para pacientes com obesidade, com critérios técnicos ainda em estudo.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que a incorporação não se refere a uso estético, mas a um tratamento que pode ser combinado com alimentação e atividade física. De acordo com ele, isso pode reduzir internações e cirurgias bariátricas no sistema público.

Como o preço caiu e por que a rede pública entra na conta

O ministério atribui a mudança a medidas adotadas desde 2025. Entre elas, estão a barreira à tentativa de prorrogação de patente, a viabilização da produção nacional e o chamamento de fabricantes para registrar novos produtos.

Após o chamamento realizado no ano passado, 16 novos produtos foram registrados, incluindo genéricos e similares. Pelo menos quatro são produzidos no Brasil. Segundo a Anvisa, o número de pessoas que usam canetas emagrecedoras passou de 400 mil para mais de 750 mil por mês.

Padilha afirmou que, na escala de compras do SUS e com produção local, o preço pode cair de 80% a 90%. O governo projeta um custo de R$ 1,5 bilhão ao ano para incorporar esses produtos.

O que diz a OMS e como o SUS pode se organizar

A iniciativa segue recomendações da OMS para terapias baseadas em GLP-1 no tratamento da obesidade. A organização defende o uso dessas terapias dentro de estratégias mais amplas, com alimentação saudável, atividade física e outras medidas, além da ampliação do acesso e da redução de preços.

O ministro também citou a expansão da Academia da Saúde, com previsão de quase 2 mil unidades e contratação de profissionais como nutricionista, educador físico e fisioterapeuta. Segundo ele, essa estrutura ajuda a criar um ambiente mais favorável dentro do SUS para o enfrentamento da obesidade.

As atividades da Academia da Saúde passaram de 331,6 mil em 2022 para 492,1 mil em 2025, alta de 48,5%. A política prevê 582 novos estabelecimentos credenciados em 448 municípios, com investimento de R$ 80,7 milhões.

O que acontece agora

A partir do protocolo na Conitec, o pedido será analisado por critérios técnicos antes de qualquer decisão sobre a incorporação ao SUS. Até lá, não há mudança imediata na oferta pública desses medicamentos.

Em caso de dúvida sobre tratamento para obesidade, o recomendado é procurar uma unidade de saúde ou profissional habilitado para avaliação individual. O uso desses medicamentos depende de orientação médica e de critérios clínicos.

Perguntas frequentes

As canetas emagrecedoras já estão no SUS?
Não. O Ministério da Saúde apenas pediu à Conitec a análise de incorporação.

O desconto de 90% já está valendo?
Não. A estimativa do governo depende da compra em escala pública e da produção local, caso a incorporação avance.

Para quem a proposta foi apresentada?
A análise considera pacientes com obesidade, segundo os critérios técnicos que ainda estão em estudo.

Precisa de avaliação médica para usar esses medicamentos?
Sim. O uso deve ser orientado por profissional de saúde, com avaliação individual.

Perguntas frequentes

As canetas emagrecedoras já estão no SUS?

Não. O Ministério da Saúde apenas pediu à Conitec a análise de incorporação.

O desconto de 90% já está valendo?

Não. A estimativa do governo depende da compra em escala pública e da produção local, caso a incorporação avance.

Para quem a proposta foi apresentada?

A análise considera pacientes com obesidade, segundo os critérios técnicos que ainda estão em estudo.

Precisa de avaliação médica para usar esses medicamentos?

Sim. O uso deve ser orientado por profissional de saúde, com avaliação individual.

Com informações de Jornal O ECO.

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