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Inteligência Artificial

Embrapa firma parceria com chineses para IA na agricultura familiar

Acordo prevê centro de cooperação, pesquisas conjuntas e centros-piloto de máquinas inteligentes para pequenos e médios produtores.

Publicado em · 4 min de leitura
Embrapa firma parceria com chineses para IA na agricultura familiar
Foto: Jupilu/Pixabay (ilustrativa)

Resumo da notícia

  • A Embrapa e quatro instituições chinesas assinaram um memorando para ampliar a cooperação em inteligência artificial aplicada à agricultura familiar.
  • O acordo prevê centro de cooperação Brasil-China, intercâmbio de pesquisadores, capacitação e centros-piloto de máquinas agrícolas inteligentes.
  • A proposta é adaptar tecnologias à realidade brasileira, com foco em pequenos e médios produtores e em diferentes cadeias agrícolas.
  • O projeto também se conecta ao Semear Digital, que testa soluções em dez distritos agrotecnológicos no país.

A Embrapa e quatro instituições chinesas assinaram um memorando de entendimento para ampliar a cooperação em inteligência artificial na agricultura familiar. O acordo foi fechado durante missão da Embrapa à China, em setembro, e vale por cinco anos.

O que a parceria prevê

O memorando envolve a criação do Centro de Cooperação Brasil-China para Aplicação de IA, além de pesquisas conjuntas, intercâmbio de pesquisadores e técnicos, capacitação e implantação de centros-piloto de máquinas agrícolas inteligentes no Brasil. Também estão previstas missões técnicas, workshops, seminários, cursos e colaboração remota entre as instituições.

Assinam o acordo a Embrapa, a Universidade Agrícola de Nanjing (NAU), a Academia de Ciências Agrícolas de Jiangsu (JAAS), a Sinomach Digital Technology Corporation e a Associação Internacional para a Cooperação Popular (IAPC).

O que muda para pequenos e médios produtores

Segundo a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, a parceria busca evitar que a adoção de novas tecnologias aumente a distância entre grandes produtores e a agricultura familiar. Para ela, a inclusão digital de pequenos e médios agricultores é condição para que a IA gere ganho real no campo.

A ideia não é apenas levar soluções prontas para o Brasil. O foco é adaptar, testar e validar tecnologias de acordo com cada realidade produtiva, respeitando a diversidade do país, que tem diferentes sistemas agrícolas e seis biomas.

Quais tecnologias entram na cooperação

O conjunto de soluções previsto no memorando inclui máquinas agrícolas inteligentes, plataformas digitais, internet das coisas, big data, inteligência artificial, serviços agrícolas socializados e modelos de culturas. A aplicação pode alcançar fruticultura, hortaliças, milho, soja, arroz e outras atividades da agricultura familiar.

Uma frente central será a criação de centros de serviços de maquinário agrícola inteligente em assentamentos de agricultura familiar. Nesses espaços-piloto, sensores, dispositivos de IoT, big data e IA poderão ser usados para monitorar lavouras, analisar dados e apoiar decisões no dia a dia da produção.

Como a experiência chinesa entra no projeto

A Sinomach Digital Technology Corporation integra a frente de tecnologia digital e foi uma das empresas visitadas pela delegação brasileira na China. A missão conheceu iniciativas com robótica, automação e IA no campo, incluindo braços robóticos usados na colheita de morango, tomate, uva e outras frutas.

Para a pesquisadora Luciana Alvim Santos Romani, da Embrapa Agricultura Digital, a aproximação abre espaço para trazer essas soluções ao Brasil e adaptá-las às condições locais. Ela cita a chamada “tropicalização” de tecnologias, com uso em robôs para monitoramento de plantas, contagem de frutos, estimativas de produção e tratores menores, mais adequados a pequenas e médias propriedades.

Como o Semear Digital ajuda a entender a parceria

A cooperação também se conecta ao Semear Digital, projeto financiado pela Fapesp que trabalha com dez pilotos em diferentes regiões do Brasil. Os Distritos Agrotecnológicos testam soluções em realidades distintas, como café, fruticultura, açaí, licuri, mel e integração pecuária-floresta.

No modelo do projeto, a partida é a demanda do produtor, da associação ou da cooperativa. Só depois entram ferramentas como IA, blockchain e internet das coisas, com foco em reduzir custos, melhorar a gestão, aumentar a eficiência e agregar valor à produção.

Em Caconde (SP), por exemplo, o projeto ajudou pequenos e médios cafeicultores a avançar em organização, energia, conectividade e produção de bioinsumos. Em Boa Vista do Tupim (BA), o trabalho resultou na formação de cooperativas ligadas ao mel e ao licuri. A expectativa da Embrapa é levar essa lógica de adaptação e validação para a cooperação com a China.

Perguntas frequentes

O que é o memorando assinado pela Embrapa?
É um acordo de cooperação com instituições chinesas para desenvolver e adaptar IA para a agricultura familiar. Ele tem vigência prevista de cinco anos.

Quais instituições chinesas participam?
Universidade Agrícola de Nanjing (NAU), Academia de Ciências Agrícolas de Jiangsu (JAAS), Sinomach Digital Technology Corporation e Associação Internacional para a Cooperação Popular (IAPC).

Isso já significa tecnologia pronta para uso no Brasil?
Não. Segundo a Embrapa, a proposta é codesenvolver, testar e adaptar as soluções à realidade brasileira antes de qualquer adoção mais ampla.

Quem pode se beneficiar primeiro?
A prioridade é a agricultura familiar, especialmente pequenos e médios produtores inseridos em projetos-piloto e cooperativas.

Perguntas frequentes

O que é o memorando assinado pela Embrapa?

É um acordo de cooperação com instituições chinesas para desenvolver e adaptar IA para a agricultura familiar. Ele tem vigência prevista de cinco anos.

Quais instituições chinesas participam?

Universidade Agrícola de Nanjing (NAU), Academia de Ciências Agrícolas de Jiangsu (JAAS), Sinomach Digital Technology Corporation e Associação Internacional para a Cooperação Popular (IAPC).

Isso já significa tecnologia pronta para uso no Brasil?

Não. Segundo a Embrapa, a proposta é codesenvolver, testar e adaptar as soluções à realidade brasileira antes de qualquer adoção mais ampla.

Quem pode se beneficiar primeiro?

A prioridade é a agricultura familiar, especialmente pequenos e médios produtores inseridos em projetos-piloto e cooperativas.

Com informações de A Embrapa.

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