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Eleições 2026

Paulo Lemos tem 16.242 votos e fica fora da Câmara no Amapá

Totalização do TSE no Amapá terminou com 8 vagas; Paulo Lemos teve 16.242 votos, mais que a eleita Dra. Erica (15.358), mas não foi eleito por causa do quociente eleitoral e dos votos de legenda.

Publicado em · 11 min de leitura
Paulo Lemos tem 16.242 votos e fica fora da Câmara no Amapá
Foto: O Tribunal da Democracia / Flickr (CC PDM 1.0) (ilustrativa)

Resumo da notícia

  • Paulo Lemos teve mais votos que Dra. Erica, mas não entrou na lista final.
  • A UNIÃO terminou com a maior bancada, com 3 das 8 vagas.
  • O TSE fechou a totalização no Amapá às 21:03:39 de 4 de outubro de 2026.

Paulo Lemos, do PT, fez 16.242 votos para deputado federal no Amapá e não entrou entre os eleitos. A diferença para Dra. Erica, do PODE, mostra o efeito da regra proporcional na disputa das 8 vagas.

Seções totalizadas1.914 de 1.914 (100,00%)
Eleitorado apto576.359
Compareceram476.019 (82,59%)
Abstenção100.340 (17,41%)
Votos válidos460.696 (96,78%)
Votos em branco8.049 (1,69%)
Votos nulos7.274 (1,53%)
Votos de legenda11.730

A totalização oficial do Tribunal Superior Eleitoral foi concluída às 21:03:39 de 4 de outubro de 2026, no primeiro turno das Eleições 2026. O resultado ficou finalizado para a eleição de deputado federal no Amapá.

Como terminou a totalização no Amapá

O TSE informou que as 1.914 seções do estado foram totalizadas. O eleitorado apto nessas seções somou 576.359 pessoas, número que também corresponde ao total do eleitorado considerado na apuração divulgada.

Compareceram às urnas 476.019 eleitores. A abstenção chegou a 100.340 pessoas, o que fechou a participação em 82,59% e deixou 17,41% fora da votação no estado.

Dos votos registrados, 460.696 foram válidos. Esse grupo representou 96,78% do total de votos, enquanto os votos em branco ficaram em 8.049 e os nulos em 7.274.

Dentro dos válidos, 447.950 foram nominais e 11.730 foram de legenda. Em eleição proporcional, essa divisão importa porque a soma da legenda também entra na disputa pelas cadeiras.

O que define a eleição para deputado federal

O cargo de deputado federal é preenchido por regra proporcional. Nessa lógica, o voto não escolhe apenas nomes, ele também conta para partidos e federações que disputam as vagas em bloco.

As cadeiras vão primeiro para as legendas que alcançam o quociente eleitoral. Depois, dentro de cada uma, entram os candidatos mais votados daquela lista. Por isso, a ordem individual não basta sozinha para garantir a eleição.

No Amapá, o quociente eleitoral ficou em 57.460 votos. Esse número indica a base usada pela Justiça Eleitoral para a distribuição inicial das cadeiras entre os partidos e as federações.

Quando a legenda alcança a condição necessária, ela passa a disputar as vagas com seus próprios candidatos. Se não alcança, os votos mais altos em nome próprio podem não virar cadeira.

Quem ficou com as 8 vagas

  1. Felipe Show (UNIÃO, nº 4480): 34.587 votos (7,51% dos válidos), Eleito por QP
  2. Josenildo (PDT, nº 1212): 26.453 votos (5,74% dos válidos), Eleito por QP
  3. Aline Gurgel (UNIÃO, nº 4410): 25.501 votos (5,54% dos válidos), Eleito por QP
  4. Marcio Serrão (UNIÃO, nº 4444): 20.796 votos (4,51% dos válidos), Eleito por média
  5. Vinicius Gurgel (PL, nº 2222): 19.625 votos (4,26% dos válidos), Eleito por média
  6. Dorinaldo Malafaia (PDT, nº 1222): 19.382 votos (4,21% dos válidos), Eleito por média
  7. Professora Marcivânia (PCDOB, nº 6565): 17.913 votos (3,89% dos válidos), Eleito por QP
  8. Dra. Erica (PODE, nº 2000): 15.358 votos (3,33% dos válidos), Eleito por QP

Felipe Show, da UNIÃO, terminou como o mais votado da disputa, com 34.587 votos. Josenildo, do PDT, veio na sequência com 26.453, e Aline Gurgel, também da UNIÃO, somou 25.501.

Na mesma lista apareceram Marcio Serrão, Vinicius Gurgel, Dorinaldo Malafaia, Professora Marcivânia e Dra. Erica. O grupo fechou a ocupação das 8 cadeiras definidas para o estado.

Entre os eleitos, a faixa etária ficou entre 45 e 53 anos, com média de 50 anos. O dado descreve o conjunto final, sem alterar a forma como a votação foi apurada.

Por que um candidato mais votado pode ficar fora

O caso de Paulo Lemos resume a lógica da eleição proporcional. Ele recebeu 16.242 votos e ainda assim ficou fora da relação dos eleitos porque a cadeira não depende apenas da votação isolada do nome.

Dra. Erica, do PODE, entrou com 15.358 votos. A diferença entre os dois ilustra um ponto central da regra: a posição final também depende da legenda à qual cada um está vinculado e da maneira como a soma partidária se converte em vagas.

Esse efeito não é exceção no sistema proporcional. Um candidato pode ser superado por outro com menos votos se a legenda dele entrar na divisão final das cadeiras e a do adversário não alcançar o mesmo espaço.

Por isso, a disputa em lista não se organiza apenas pela quantidade nominal atribuída a cada pessoa. Ela depende do desempenho agregado de partido e federação, que entram como unidade na repartição inicial.

Como ficou a votação por partido

  • UNIÃO (federação UNIÃO/PP): 101.120 votos nominais, 3 eleitos
  • PDT: 82.933 votos nominais, 2 eleitos
  • PODE: 80.211 votos nominais, 1 eleito
  • PL: 55.826 votos nominais, 1 eleito
  • PCDOB (federação PT/PC do B/PV): 21.647 votos nominais, 1 eleito
  • MDB: 27.033 votos nominais, 0 eleitos
  • PT (federação PT/PC do B/PV): 23.294 votos nominais, 0 eleitos
  • PV (federação PT/PC do B/PV): 22.808 votos nominais, 0 eleitos
  • PP (federação UNIÃO/PP): 21.614 votos nominais, 0 eleitos
  • PSD: 8.624 votos nominais, 0 eleitos
  • PSOL (federação PSOL/REDE): 1.795 votos nominais, 0 eleitos
  • MISSÃO: 817 votos nominais, 0 eleitos
  • NOVO: 445 votos nominais, 0 eleitos
  • DC: 392 votos nominais, 0 eleitos
  • REDE (federação PSOL/REDE): 381 votos nominais, 0 eleitos
  • PCO: 26 votos nominais, 0 eleitos

A UNIÃO fechou a apuração com 101.120 votos nominais e 3 eleitos. O PDT somou 82.933 votos e levou 2 vagas, enquanto o PODE registrou 80.211 votos e ficou com 1 cadeira.

O PL teve 55.826 votos e também conquistou 1 vaga. O PCDOB fechou a relação das legendas com representação, com 21.647 votos e 1 eleito.

Entre as siglas que não chegaram à Câmara pelo estado, o MDB somou 27.033 votos, o PT teve 23.294, o PV marcou 22.808 e o PP fechou com 21.614. PSD, PSOL, MISSÃO, NOVO, DC, REDE e PCO não alcançaram cadeira no resultado final.

A federação UNIÃO/PP reuniu 122.734 votos nominais somando suas duas siglas. Já a federação PT/PC do B/PV apresentou desempenhos separados entre os partidos que a integram, mas a conversão em cadeira seguiu a conta própria de cada legenda dentro da regra proporcional.

Quem ficou na frente entre os não eleitos

  1. Paulo Lemos (PT): 16.242 votos (3,53%)
  2. Lucas Abrahao (PV): 15.998 votos (3,47%)
  3. Alexandre Azevedo (PODE): 14.973 votos (3,25%)
  4. Dr. Vinicius Reis (PODE): 14.255 votos (3,09%)
  5. Jesus Pontes (PDT): 14.031 votos (3,05%)
  6. Caetano Bentes (PL): 13.576 votos (2,95%)
  7. Bena Rocha (PP): 10.981 votos (2,38%)
  8. Sandra Lacerda (PODE): 10.785 votos (2,34%)
  9. Andre Abdon (PP): 10.633 votos (2,31%)
  10. Pastor Solangelo (PDT): 10.208 votos (2,22%)

Depois dos oito titulares, a lista dos mais votados que não se elegeram foi aberta por Paulo Lemos, do PT. Em seguida vieram Lucas Abrahao, Alexandre Azevedo, Dr. Vinicius Reis, Jesus Pontes, Caetano Bentes, Bena Rocha, Sandra Lacerda, Andre Abdon e Pastor Solangelo.

O grupo mostra que a votação pessoal pode ser alta sem garantir a posse de uma cadeira. A entrada ou não na Câmara depende da combinação entre os votos da legenda e a divisão final das vagas.

Entre os titulares, a última cadeira ficou com Dra. Erica. Esse contraste ajuda a visualizar como a soma partidária pode superar candidatos com votação nominal maior fora da linha eleita.

O resultado não altera a regra aplicada na totalização. Ele apenas mostra como a votação proporcional distribui vantagem entre legendas e candidatos dentro de cada lista.

Qual partido fez a maior bancada no Amapá

A UNIÃO terminou como a legenda com mais cadeiras no estado, com 3 das 8 vagas. O PDT apareceu com 2, e PODE, PL e PCDOB completaram a distribuição com 1 cadeira cada.

Esse quadro deixa claro que a soma de votos em torno de um partido pode ser mais relevante que a posição isolada de um candidato. A maior votação nominal da disputa ficou com Felipe Show, mas a bancada mais numerosa foi a da UNIÃO.

Entre as legendas sem assento, MDB, PT, PV e PP tiveram votações acima de algumas siglas menores, mas não conseguiram transformar esse total em cadeira. O mesmo ocorreu com PSD, PSOL, MISSÃO, NOVO, DC, REDE e PCO.

Na apuração oficial, a distribuição final foi fechada com base na totalização concluída pelo TSE. Depois desse ponto, a lista de eleitos não muda nesta fase do processo eleitoral.

O que acontece depois da totalização

Com o resultado consolidado, a Justiça Eleitoral faz a diplomação dos eleitos em dezembro de 2026. A entrega do diploma é a etapa formal que antecede a posse, sem alterar os nomes já definidos pela apuração.

Os deputados federais tomam posse em 1º de fevereiro de 2027. O mandato previsto para o cargo dura quatro anos.

Essa sequência encerra a parte administrativa da eleição. A partir da totalização final, o que resta é o calendário institucional definido para a diplomação e o início do mandato.

O resultado do Amapá, portanto, já está fechado na contagem oficial do TSE. A apuração entregou o quadro de eleitos e também a lista dos mais votados que ficaram fora da Câmara.

Perguntas frequentes

Quem foi o mais votado no Amapá?

Felipe Show, da UNIÃO, liderou a disputa para deputado federal no estado.

Quem ficou fora mesmo com muitos votos?

Paulo Lemos, do PT, fez 16.242 votos e não entrou entre os eleitos.

Quem entrou com menos votos que Paulo Lemos?

Dra. Erica, do PODE, foi eleita com 15.358 votos.

Quantas vagas estavam em disputa?

Foram 8 vagas para deputado federal no Amapá.

Qual foi o quociente eleitoral?

O quociente eleitoral ficou em 57.460 votos.

Quantas seções foram totalizadas?

O TSE totalizou 1.914 seções no estado.

Quando ocorre a diplomação?

A diplomação dos eleitos está prevista para dezembro de 2026.

Quando os deputados tomam posse?

A posse está marcada para 1º de fevereiro de 2027.

Seções totalizadas1.914 de 1.914 (100,00%)
Eleitorado apto576.359
Compareceram476.019 (82,59%)
Abstenção100.340 (17,41%)
Votos válidos460.696 (96,78%)
Votos em branco8.049 (1,69%)
Votos nulos7.274 (1,53%)
Votos de legenda11.730

  • UNIÃO (federação UNIÃO/PP): 101.120 votos nominais, 3 eleitos
  • PDT: 82.933 votos nominais, 2 eleitos
  • PODE: 80.211 votos nominais, 1 eleito
  • PL: 55.826 votos nominais, 1 eleito
  • PCDOB (federação PT/PC do B/PV): 21.647 votos nominais, 1 eleito
  • MDB: 27.033 votos nominais, 0 eleitos
  • PT (federação PT/PC do B/PV): 23.294 votos nominais, 0 eleitos
  • PV (federação PT/PC do B/PV): 22.808 votos nominais, 0 eleitos
  • PP (federação UNIÃO/PP): 21.614 votos nominais, 0 eleitos
  • PSD: 8.624 votos nominais, 0 eleitos
  • PSOL (federação PSOL/REDE): 1.795 votos nominais, 0 eleitos
  • MISSÃO: 817 votos nominais, 0 eleitos
  • NOVO: 445 votos nominais, 0 eleitos
  • DC: 392 votos nominais, 0 eleitos
  • REDE (federação PSOL/REDE): 381 votos nominais, 0 eleitos
  • PCO: 26 votos nominais, 0 eleitos

  1. Felipe Show (UNIÃO, nº 4480): 34.587 votos (7,51% dos válidos), Eleito por QP
  2. Josenildo (PDT, nº 1212): 26.453 votos (5,74% dos válidos), Eleito por QP
  3. Aline Gurgel (UNIÃO, nº 4410): 25.501 votos (5,54% dos válidos), Eleito por QP
  4. Marcio Serrão (UNIÃO, nº 4444): 20.796 votos (4,51% dos válidos), Eleito por média
  5. Vinicius Gurgel (PL, nº 2222): 19.625 votos (4,26% dos válidos), Eleito por média
  6. Dorinaldo Malafaia (PDT, nº 1222): 19.382 votos (4,21% dos válidos), Eleito por média
  7. Professora Marcivânia (PCDOB, nº 6565): 17.913 votos (3,89% dos válidos), Eleito por QP
  8. Dra. Erica (PODE, nº 2000): 15.358 votos (3,33% dos válidos), Eleito por QP

  1. Paulo Lemos (PT): 16.242 votos (3,53%)
  2. Lucas Abrahao (PV): 15.998 votos (3,47%)
  3. Alexandre Azevedo (PODE): 14.973 votos (3,25%)
  4. Dr. Vinicius Reis (PODE): 14.255 votos (3,09%)
  5. Jesus Pontes (PDT): 14.031 votos (3,05%)
  6. Caetano Bentes (PL): 13.576 votos (2,95%)
  7. Bena Rocha (PP): 10.981 votos (2,38%)
  8. Sandra Lacerda (PODE): 10.785 votos (2,34%)
  9. Andre Abdon (PP): 10.633 votos (2,31%)
  10. Pastor Solangelo (PDT): 10.208 votos (2,22%)

Perguntas frequentes

Quem foi o mais votado no Amapá?

Felipe Show, da UNIÃO, liderou a disputa para deputado federal no estado.

Quem ficou fora mesmo com muitos votos?

Paulo Lemos, do PT, fez 16.242 votos e não entrou entre os eleitos.

Quem entrou com menos votos que Paulo Lemos?

Dra. Erica, do PODE, foi eleita com 15.358 votos.

Quantas vagas estavam em disputa?

Foram 8 vagas para deputado federal no Amapá.

Qual foi o quociente eleitoral?

O quociente eleitoral ficou em 57.460 votos.

Quantas seções foram totalizadas?

O TSE totalizou 1.914 seções no estado.

Quando ocorre a diplomação?

A diplomação dos eleitos está prevista para dezembro de 2026.

Quando os deputados tomam posse?

A posse está marcada para 1º de fevereiro de 2027.

Com informações de Tribunal Superior Eleitoral.

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